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Mulher Alfa
quem é essa nova mulher?



Um híbrido novo circula pelas grandes cidades do Brasil e do mundo. É uma mistura entre dois tipos conhecidos, mas até há pouco tempo inconciliáveis. Essa nova espécie é encontrada apenas entre as mulheres e vem sendo observada com admiração, respeito, esperança e, em alguns casos, com certo receio. Trata-se de uma combinação entre a figura da feminista clássica, aquela surgida nos anos 60, que, para conquistar espaço e independência, teve de ser durona, agressiva e por vezes masculina, e a “mulherzinha” dos anos 90, personifi cada pela personagem Bridget Jones, que queria arrumar um companheiro bacana, manter o corpo em forma, ir a manicuro uma vez por semana e comprar muitos pares de sapato sem medo de ser tachada de perua.

Essa nova espécie é a mulher alfa (termo conhecido na biologia animal, onde o macho alfa é o mais forte do bando, que lidera os demais, consegue melhores alimentos e as melhores fêmeas), uma feminista feminina, criatura nascida para ser líder, dona de uma segurança e uma auto-suficiência sem precedentes, competente na vida acadêmica e no universo profi ssional.

Um tipo de mulher que nasce pronta para enfrentar tudo, capaz de admitir que precisa, e gosta, dos homens, mas capaz, também de viver sem eles. Uma mulher vaidosa, que gosta de cuidar de si e de ser admirada pela beleza, sem risco de cair no estereótipo da futilidade. A mulher alfa tem potencial para mudar a estrutura do casamento, da família e do mercado de trabalho. E já há quem sustente que ela vai dominar o futuro.

O que levou ao surgimento da mulher alfa? Quais transformações sociais, culturais e econômicas levaram a esse novo caminho? Há várias respostas para essas perguntas, e todas contribuíram de igual forma para a ascensão da mulher e sua metamorfose até que ela chegasse ao ponto em que se encontra hoje.

A primeira justifi cativa, e a mais óbvia, está justamenteno movimento da emancipação feminina dos anos 60, nas batalhas travadas para permitir que as mulheres deixassem a função de dona de casa e passassem a trabalhar, ganhar salário e ter uma vida além do cotidiano doméstico. O surgimento da pílula anticoncepcional, em 1960, também foi fator preponderante, pois deu às mulheres a chance de optar, ou não, pela maternidade. O controle de quando (e se) a mulher teria fi lhos foi uma arma poderosa para que ela pudesse investir em outras áreas da própria vida, como a carreira. As mulheres passaram a estudar e a trabalhar mais. Começaram a ganhar bons salários, o que lhes permitiu, caso quisessem, despachar os maridos e sustentar-se sozinhas.

Tudo isso já se sabia. Mas há uma novidade no cenário: agora, estamos diante da primeira geração de mulheres adultas que cresceram quando todas essas conquistas estavam estabelecidas. As mulheres que hoje tem cerca de 30 anos nasceram num mundo onde é natural freqüentar faculdades, trabalhar fora, ganhar bem e tomar a iniciativa de pedir o divórcio. Isso faz toda a diferença! Elas partem do pressuposto que podem fazer tudo aquilo que os homens fazem, e é essa certeza que as fará avançar. Segundo Simone de Beauvoir (1949) em seu livro O Segundo Sexo, “não se nasce mulher. Torna-se”. Hoje, o raciocínio é oposto: as novas mulheres são alfa justamente porque nasceram alfa.

E na hora do sexo, isso faz uma diferença incrível! Pense nisso!!!

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Carla Cecarello Psicóloga e Sexóloga CRP-06/35.812-0 • Tel.; (11) 3887-5123 e 3884-2059 • www.carlacecarello.com.br


 

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