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A nova era dos exercícios físicos



Vocês devem se lembrar da expressão “esporte ou atividade física é saúde”. Tempos atrás a mídia declarava em vários meios de comunicação que todos devemos fazer atividade física. Essas ações foram feitas em um momento em que os problemas crônicos como hipertensão, diabetes e dores aumentavam junto com a expectativa de vida em nossa sociedade. A estratégia deu certo, o número de academias e prédios com área de ginástica aumentou muito. As pessoas começaram a experimentar práticas de fácil execução em suas rotinas, como caminhada, corrida e musculação. Os benefícios foram claros; mais disposição, força, resistência muscular, controle do colesterol e da glicemia, entre outros fatores que sabemos muito bem.

Talvez você não saiba disso, mas entramos em outra fase histórica. Já que estamos falando de expressões, pudemos “viver e aprender!”. Descobrimos que muitas pessoas que fazem atividade física podem desenvolver alguma dor no ombro, joelho, coluna causada ou mantida pela própria atividade. Percebemos que a atividade física apresenta riscos. Imagine uma pessoa que está toda empolgada em fazer musculação na academia. Faz sua matrícula e pensa “agora, sim, vou malhar e ficar em forma. Nossa, posso fazer musculação todos os dias, e todas essas outras atividades! Um educador físico vai preparar o treino para eu alcançar meus objetivos...”. Mais uma expressão, “doce ilusão”.

É comum entrar em uma academia, receber um treino genérico e pouco direcionado aos seus objetivos. É comum fazer os exercícios sem orientação de um educador físico qualificado. O resultado disso são os seguintes: 1- os resultados não são alcançados; 2- a desistência à prática é muito comum; 3- a incidência de lesões e problemas aumentam. E o que acontece quando uma pessoa têm dor ou outro problema de saúde? Será que os profissionais conseguiriam adequar a atividade para que o aluno pudesse continuar sem se “estourar” mais? O ideal seria pedir ajuda de um médico ou fisioterapeuta para que juntos possam elaborar a melhor prática.

Estamos mais sábios atualmente e, por isso, podemos mudar aquela expressão antiga para “esporte ou atividade física é saúde dependendo de como é feita”. Muitas academias ainda vivem na época em que acredita-se que “esporte é saúde”. Os exercícios são orientados de acordo com os seus objetivos, mas de forma genérica. Ou seja, se você quiser perder peso, vai receber o mesmo exercício do seu amigo do lado que também quer perder peso. Se você que “ficar fortinho”, vai receber um treino diferente da pessoa que quer perder peso. Isso é verdade, mas vai receber o mesmo treino da pessoa que também quer “ficar fortinha”. A questão é “podemos fazer mais do que isso!”.

Duas pessoas querem perder peso e essa é apenas uma das características entre as pessoas. No entanto, apresentam pesos diferentes; a frequência cardíaca em repouso, na atividade e após o treino é diferente; uma delas tem dores nos joelhos; a outra acha caminhar na esteira muito monótono. Por esse motivo, se quisermos dar um passo além, temos que individualizar mais o treino. Isso é possível! Numa primeira fase histórica, nossa missão era incentivar a prática de atividade física. Conseguido isso, podemos passar para a segunda fase, que é proporcionar o máximo de benefícios e com o mínimo dos riscos na atividade física. Estamos na era das conexões sem fio e telefones comandados por toques na própria tela. Ainda existem pessoas que usam internet com fio e celulares enormes com botões gigantescos. No entanto, uma vez que percebemos a diferença com as novas tecnologias, damos um passo além e pensamos “como é que eu pude viver sem isso antes?”.

Ft. Rodrigo Rizzo • Fisioterapeuta Responsável pelo Instituto do Movimento (Pilates, Yoga, Treinamento Físico e Atendimentos)
www.InstitutodoMovimento.com.br  • 27913266


 

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