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Como se comportar nas folias de carnaval



O Brasil é conhecido como o “País do Carnaval” e, talvez, conhecemos pouco sobre a história e o comportamento dessa festa que contagia tanta gente. Fantasias, confetes e serpentinas em quatro dias de muita diversão e, apesar de ser muito apreciada por grande parte dos brasileiros, a folia não começou em nossas terras.

Ao carnaval estão relacionadas também as festas e manifestações populares dos mais diversos povos, tais como o “purim” e “saturnálias” judaicos e as “caecas” babilônicas, eventos que contribuíram muito para o nosso carnaval atual.

A palavra carnaval deriva da expressão latina “carne levare”, que significa abstenção da carne. Esse termo começou a circular por volta dos séculos XI e XII para designar a véspera da quarta-feira de cinzas, dia em que se iniciava a exigência da abstenção de carne, ou jejum quaresmal.

A real origem do carnaval é um tanto obscura. Alguns historiadores assentam sua procedência sobre as festas populares em honra ao deus pagão Baco (deus de origem grega, conhecido como Dionísio e responsável pela fertilidade, também o deus do vinho e da embriaguez) e também é caracterizada pela alegria descabida, quebra de regras, eliminação da repressão, da censura e liberdade de atitudes críticas e eróticas. 

A origem do carnaval no Brasil:

O primeiro baile de carnaval realizado no Brasil ocorreu em 22 de janeiro de 1841, na cidade do Rio de Janeiro, no Hotel Itália, localizado no antigo Largo do Rocio, hoje Praça Tiradentes, por iniciativa de seus proprietários, italianos empolgados com o sucesso dos grandes bailes mascarados da Europa, principalmente os de Veneza, freqüentados pela corte, com ostentação em suas fantasias e mascaras.

Com o tempo, os bailes no Brasil eram realizados em salões, onde as máscaras e fantasias muito bem elaboradas, apenas com os freqüentadores da corte e de fino trato eram muito comuns.

O primeiro desfile de rua aconteceu em 1855, também no Rio de Janeiro e com toda a pompa da realeza. Um grupo formado por oitenta foliões, a maioria fazendo parte da alta sociedade carioca, rompeu a tradição e foi às ruas com máscaras, fantasias, música e muitas flores.

As máscaras e fantasias sempre deixavam a brincadeira mais divertida. Existem as tradicionais, como a Colombina, Pierrô e Arlequim, que são personagens que tem origem na comédia italiana e não poderiam faltar nesses desfiles.

O carnaval hoje conta com bailes de todos os tipos, como o baile à fantasia, baile da terceira idade, matinês para crianças, bailes de travestis, entre outros. Os embalos musicais destes bailes contam com o bater dos surdos e o samba é o ritmo predominante. No carnaval, hoje, quase não se dança mais, pula-se.

Prepara-se para muita folia, diversão, música animada e serpentinas e não há quem se esqueça de aprender a música da moda, juntar os amigos para a festa, aprontar o estoque de alegrias e ensaiar o samba. Entretanto, regras básicas para se ter uma festa tranquila, com uma etiqueta primorosa, começaram a cair no esquecimento. 

Hoje no Carnaval todo mundo fica mais alegre, mais livre e mais solto. Daí para cometer um excesso e terminar a festa como o “indesejável do grupo” ou “o mala”, seja entre os amigos ou para os outros foliões do local, é muito fácil. 

Vamos reunir algumas dicas para quem quer aproveitar bem a folia sem queimar o filme: 

Menos é mais: A regra que serve para a maquiagem e para a moda também é essencial para o comportamento.

Fantasias: Os dias de Carnaval em nosso país são de extremo calor, portanto, elabore sua fantasia com tecidos que deixem a pele respirar, cores claras e que também não tire sua liberdade de movimento.

Calçados confortáveis: Para uma boa folia tem que ter um calçado confortável, que não te canse ou forme bolhas. Não tem nada pior para estragar nossa alegria.

Nada de dançar se batendo nas pessoas: É de extremo mau gosto. Mesmo no Carnaval devemos ficar atentos para não importunar os que nos cerca. Isso é questão de educação.
Beber além do seu limite: Você pode gostar muito de um amigo, mas se na hora da festa ele bebe demais e começa a dar vexames, como ficar romântico demais ou lembrar-se de seu (a) namorado (a) que lhe deu o fora e por isso abrir um berreiro, não tem carnaval que aguente.

Gritar no ouvido dos outros: É total falta educação. Por mais barulho que esteja não seja desagradável, tente gesticular. Se ainda assim não foi possível se comunicar, saia por alguns momentos para um ambiente onde se possa ouvir melhor.

Não insistir na paquera que não deu certo: O bom de qualquer início de relacionamento é que seja recíproco. Se isso não aconteceu, não seja inconveniente na insistência. Olhe em volta e vai perceber que o ambiente esta com muitas oportunidades.

Avise: Para onde e com quem vai, deixe números de contato e, se possível, ligue ou mande mensagens de tempos em tempos para que os familiares fiquem mais sossegados ou, se acontecer algum imprevisto, saber onde encontrá-lo (a).

Cuidado com as postagens nas redes sociais: Caiu na rede é público! E atente também para, se fizer besteira online, não colocar os amigos no bolo. E nada de filmar aquele “amigo” que está passando mal para publicar por brincadeira. Pode até perder o amigo (a) com essas atitudes.

Atenção ao que come: Ninguém, muito menos você, quer parar a festa porque está no horário de se alimentar. Mas não se esqueça totalmente e coma alimentos leves, que te deem energia para todos os dias de folia. Hidrate-se sempre. Beba água ou isotônico para manter o corpo hidratado, especialmente se estiver ingerindo álcool.

Folias durante o dia: Não se esqueça de usar protetor solar, um chapéu e escolher uma roupa leve e confortável.

Nada de briga: Se tem um encrenqueiro perto de você, ao invés de responder e continuar a confusão, saia de perto. Se o problema for embriaguez “do mala em questão” ele pode acabar ficando emocional ou agressivo e o estresse sobrar pra você. 

Não esqueça a camisinha: Não importa o quanto você bebeu ou o quanto está alegre, leve algumas com você e não esqueça na carteira e não deixe de usar. Essa é regra para a vida.

Se beber, não dirija: Se sua intenção é beber e aproveitar bastante a noite, se programe para voltar de taxi sozinho ou com seus amigos.

Avalie o que é de extrema necessidade levar: Acomode estes pertences a uma bolsa elegante, mas fácil de carregar, como transposta ao corpo, por exemplo. 

Documento de identidade: Jamais saia para qualquer lugar, principalmente no Carnaval, sem documentos de identidade. Exija isso dos que o (a) acompanham.

Cuidado com o celular: Se você for participar do Carnaval de rua ou de salão, fique atento quando falar ao telefone, pois pode deixar cair e quebrar ou ser roubado.

Cuidado com aglomerações: Observe certas brincadeiras indesejáveis para não se machucar ou machucar alguém e perder a graça da folia.

Cuidado para não se perde de sua turma: Preocupe-se para tratar com a turma que acompanha algum lugar fácil e em comum para o caso de se perderem. Saber se os componentes do seu grupo têm informações necessárias para, caso se perderem, conseguirem chegar ao ponto de origem.

Marcar sempre um ponto de encontro: Caso se distancia ou se distraia, tenha um ponto de encontro que saiba onde encontrar sua turma.

Cuidados com as crianças: Se for acompanhar crianças, fique sempre atento (a) em colocar identificações em sua fantasia, manter sempre o contato visual e hidratá-las constantemente.  

Na volta de sua festa carnavalesca: Não venham altas horas da madrugada, fazendo gritaria, batendo latas, chutando objetos sonoros, etc. Respeite aquele que não quis ou não pode participar do carnaval. 

Jamais pratique vandalismo: Isso é coisa para pessoas que não tem idéia do que é cidadania, respeito ao patrimônio publico e particular e não para você, que está disposto (a) a se divertir e a aproveitar o Carnaval com toda a alegria.

São dicas infalíveis para não perder o rebolado durante os dias de festa.

Cida Lopes  • Coach de Eventos Corporativos, Sociais e Gastronômicos • MBA em Hospitalidade • cida.aparecida.lopes@gmail.com.


 

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