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Segurança da residência deve ser redobrada durante a viagem de férias
por Arilton Batista

Viajar no período de férias, no fim do ano, é hábito comum entre a maioria das famílias. Muitos passam períodos mais extensos, de uma semana, 15 dias e um mês fora de casa. Quase tudo é pensado com antecedência. O destino da viagem, a reserva no hotel, a compra das passagens ou a vistoria no carro, atrações para os filhos, o transporte dos animais de estimação. Tudo é previamente organizado. O que deve receber também muita atenção, porém, é a residência, que tende a ficar mais vulnerável a ações de assaltantes nesse período e sob essas condições. É preciso pensar na segurança.

Muita gente apenas passa a tranca nos portão, vira as chaves das portas e fechas as janelas antes de fazer as malas e partir para a viagem. Alguns, um pouco mais precavidos, utilizam correntes para fechar a entrada da casa. Há, também, algumas técnicas que são utilizadas na tentativa de coibir a atividade dos assaltantes, como deixar as luzes da casa acesas ou o rádio ligado. Dessa forma, o proprietário imagina que o ladrão desistirá de realizar o roubo por acreditar haver alguém dentro da residência. 

Segundo especialistas, porém, esse é um dos erros praticados pelas famílias. O ato pode até ser um sinal de casa vazia. “Não é uma boa opção deixar as luzes acesas, pois chama muito mais a atenção que o normal. O rádio ligado não vai mudar em nada o cenário, se a residência já está no foco de meliantes. É até aconselhável desligar os equipamentos das tomadas, devido a esta época do ano ser propícia a tempestades”, alerta o consultor de segurança Gelson Passolongo, que atua no setor há mais de 15 anos e representa a empresa Pluri Segurança e Serviços.

Uma ação importante para manter a residência um pouco menos aberta aos planos de bandidos é deixar as chaves da casa com algum parente ou vizinho próximo, para que as folhas de árvores e sujeiras aparentes sejam recolhidas, a fim de não dar sinais de abandono e desmazelo – o que certamente atrai a atenção de pessoas mal intencionadas. As correspondências também seriam recolhidas pela pessoa que estiver com as chaves. “Se for uma pessoa de confiança, com certeza deixar as chaves com ela é o mais indicado. Tendo alguém para recolher as correspondências e olhar a residência com alguma periodicidade ajuda muito a prevenir roubos”, orienta Passolongo. Se houver a possibilidade, é interessante que as assinaturas de revistas e jornais sejam suspensas durante o período da viagem, para evitar o acumulo na caixa de correios e/ou no quintal.

Os tempos são de internet móvel, e o leque de redes sociais disponíveis só aumenta. E, com isso, o volume de informações trocadas entre os internautas também cresce. No Facebook, por exemplo, é muito comum ver usuários publicando check-in feitos em hotéis, baladas, festas, bares e parques. É uma forma de compartilhar um pouco do dia a dia com as pessoas que se relacionam na grande rede. O maior problema, neste caso, é que nem todos ali naquele meio podem ser bem intencionados. E a informação pode vazar e alcançar perfis de meliantes. “As informações se proliferam. Ainda mais hoje, com tantas redes sociais. É evidente que quanto menos pessoas souberem que a residência está vazia menor é o risco. Só a conscientização dos próprios moradores é capaz de reduzir este risco”, comenta Gelson Passolongo.

Outra atitude válida que ajuda a evitar uma surpresa chata no retorno das férias é desligar a campainha da residência. Isso deixará a dúvida se há ou não alguém na casa. Aliada a todos esses aspectos está a tecnologia. Hoje o mercado de segurança residencial e empresarial oferece inúmeras ferramentas que auxiliam os donos de imóveis a protegerem seus bens dos bandidos. Alarmes e câmeras de monitoramentos são dois dos itens mais comuns utilizados. Há também sensores de presença, que são bastante aproveitados. Hoje em dia muitos desses recursos são interligados ao aparelho de celular do cliente, que é avisado quando algo de incomum estiver acontecendo no local monitorado.
 
“A Pluri Segurança e Serviços monitora muitas indústrias e comércios com este tipo de tecnologia. E os resultados são ótimos”, enfatiza Passolongo. “Hoje há uma enorme gama de produtos para segurança pessoal e patrimonial. Diante da diversidade de opções de sistemas disponíveis no mercado, é essencial conhecer o produto mais apropriado para atender a necessidade de quem busca reforçar a proteção”, reforça Gustavo Rizzo, diretor da VAULT, empresa de engenharia especializada em equipamentos e projetos para ambientes seguros.


 

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