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Preço e qualidade devem conduzir a compra do material escolar
por Arilton Batista



Janeiro é o mês que antecede a volta às aulas na maioria dos colégios. E é nesse período que os pais costumam fazer pesquisas e saem para comprar os materiais escolares dos filhos. É preciso ficar atento nessa época, porém, para que não ocorram exageros e, consecutivamente, uma alta e desnecessária despesa. Além dos preços, é preciso ficar de olhos abertos com a qualidade dos produtos e, dentro das possibilidades, procurar se interar sobre as novidades e tendências do setor.

Com o intuito de facilitar o processo de compras para os pais e responsáveis, muitos colégios passaram a divulgar a lista de materiais escolares necessários para o próximo ano já no mês de dezembro. Desta forma, o leque de negociação com as lojas se expande, dando maior possibilidade de parcelamento e melhores opções de valores – os preços tendem a subir conforme o início das aulas se aproxima. É importante, também como forma de economia, selecionar os materiais que ainda podem ser reutilizados e, antes de sair definitivamente para as compras, pesquisar os preços e as marcas em mais de uma loja. “Pesquise, pois uma marca menos conhecida pode oferecer materiais tão bons quanto os de marca famosa. Mas esteja sempre atento com a qualidade. Lembre-se que nem sempre o mais barato tem as mesmas características do mais caro. É preciso cautela”, comenta Marcos Bertoni, diretor da JB Papelaria.

É preciso atenção redobrada no quesito qualidade e também com detalhes que muitas vezes passam despercebidos, como a verificação dos lacres das embalagens, as indicações de idade, validade e instruções de uso. “Não é característico que os materiais escolares sejam testados no ato da compra. A maioria hoje em dia vem lacrada em plástico. Mas, é claro, o exame visual é muito útil. E, para as tintas, canetas e outros perecíveis, olhar a data de validade é importante”, Jaime Almeida, proprietário da Livraria Nobel do Shopping Penha. Marcos Bertoni, da JB Papelaria, ressalta a importância de verificar se o material não apresenta nenhum tipo de risco ao consumidor. “Fique de olho nas embalagens de produtos como cola, tintas, pincéis, fitas adesivas, que devem conter informações precisas em língua portuguesa a respeito do fabricante, importador, composição, condições de armazenagem, prazo de validade e se apresentam algum risco ao consumidor”, diz.

Com a lista de materiais em mãos e já preparados para sair às compras, cabe aos pais decidirem se levam ou não os filhos junto. Neste caso, há duas situações. É uma oportunidade de ensinar e levar a realidade financeira aos pequenos, que terão a experiência de consultar preços e ajudar na pesquisa dos produtos – o que pode estimular o senso de responsabilidade. Mas isso requer alguns critérios que devem ser estabelecidos pelos próprios pais. O principal deles é estipular uma faixa de preço para cada produto, para que a criança não extrapole. “Eles têm que opinar. A não ser nos livros didáticos. É até um bom programa de família. A criança participar da compra pode ajudá-la a valorizar o material e criar compromisso com o cuidado, pois vão ver o preço e perceberão que os pais pesquisaram e se empenharam”, explica Jaime Almeida, da Nobel. A presença da criança durante as compras tem de ser analisada também em virtude da empolgação que eles ficam para adquirir alguns produtos, como lancheiras e mochilas. Os pais não devem se esquecer de sempre levar em conta a qualidade do produto.

Segundo Marcos Bertoni, diretor da JB Papelaria, a preferência dos jovens alunos tem se mostrado muito dinâmica, tem mudado com muita rapidez. Entretanto, eles têm se tornado cada vez mais exigentes e específicos. E com os materiais escolares não é nem um pouco diferente. Por isso, antes de sair às compras vale uma breve pesquisa sobre as tendências do momento. “Tem crescido muito a venda dos produtos licenciados como  Capricho, Jolie, Red Nose, MMA e outros”, lembra Bertoni, que ressalta: “Hoje nossa empresa esta conquistando  resultados expressivos. Oferecemos aos nossos consumidores as melhores marcas do mercado”.

Outra tática para buscar melhores condições na hora de pagar pelos materiais é convidar outros pais e responsáveis para fazerem as compras em grupo. O volume maior de produtos pode proporcionar descontos ou um parcelamento mais estendido do que o esperado caso a compra fosse realizada individualmente.

Sobre os materiais básicos, há algumas ressalvas importantes. No caso dos cadernos e folhas de fichário, é válido observar se a impressão das linhas e margens está correta e se não há dobras nas folhas. A mesma atenção deve ser dada às réguas. É preciso verificar se não há rebarbas cortantes e também se a impressão da escala e dos números está visível. O apontador deve ser testado na hora, se possível, além de ser verificado se não há pontos de ferrugem – os feitos de ferro. O cuidado com as borrachas se dá mais na questão dos formatos e cheiros, para que não estimule as crianças a colocarem o material na boca – no caso dos menores. Os lápis devem ser comprados de acordo com as atividades que a criança vai desenvolver na escola. Há diversos tipos, cada um para uma finalidade. “Existem os lápis mais macios e mais duros. Os mais macios são melhores para desenhar. Os duros são melhores para escrever. Muitas vezes na lista da escola está especificado o tipo. Para o lápis de cor, há o comum ou aquarelado”, complementa o gestor da Livraria Nobel do Shopping Penha, Jaime Almeida.

Pesquisar e fazer uma escolha adequada no momento de comprar os produtos escolares para os filhos pode parecer algo simples e bem objetivo. Porém, é de suma importância ter em mente que aqueles materiais serão utilizados durante um ano letivo inteiro. Ou seja, talvez o que muitas vezes parece barato pode se tornar caro e gerar um prejuízo em médio prazo. O investimento tem de ser vantajoso para o usuário e para os pais, que desembolsam o capital para a compra dos produtos. “Se pensarmos que o material escolar é fundamental para o desenvolvimento de nossas crianças, nosso conceito começará a mudar. Se dividirmos o valor da compra pelos doze meses do ano, teremos um valor mensal muito menor, se comparado com o investimento que fazemos”, diz Marcos Bertoni, da JB.

Optar por lojas especializadas no comércio desse tipo de material é, também, uma atitude segura e que certamente trará benefícios de economia e garantia de qualidade aos produtos. “Empresas especializadas no setor de papelaria podem oferecer produtos de excelente qualidade. Essas empresas têm um maior relacionamento e poder de compra com os maiores fornecedores do setor”, finaliza Bertoni.


 

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