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Esperança.
Como o jovem pode alimentar a esperança?

        O que é a esperança?

A Esperança é mais que um sentimento, mas em um primeiro momento podemos dizer que é um sentimento abstrato. Existe apenas no campo da imaginação. Podemos dizer que está no mundo da ficção, no mundo dos sonhos que emana do nosso interior ou é depositado em nosso intimo por alguém e só pode atingir a nós mesmos no primeiro momento. Apenas com a materialização, ou seja, a partir do momento em que começamos a buscar a realização da mesma a esperança deixa de ser abstrato e se torna real e a partir daí atinge outras pessoas e desencadeia um processo que provoca o nosso interior a buscar mais e maiores realizações.

A Esperança sempre está relacionada a situações que nos dão conforto, nos trazem bons sentimentos.

Os jovens esperam serem pessoas bem sucedidas, realizadas em suas vidas, mesmo quando a situação mostra o contrário por conta das dificuldades momentâneas. Mesmo quando elas se prolongam pelo tempo, vemos que os jovens acreditam em um futuro promissor.

Quando crianças, temos a esperança de ganhar aquele brinquedo, que, para nós, é a coisa mais importante. Nem sempre ganhamos, mas quando somos conscientizados dos motivos por não termos ganhado não nos tornamos pessoas frustradas, e sim pessoas que aprendem a perseguir, a realizar nossos sonhos na vida.

A esperança na vida dos jovens tem percorrido os tempos, fazendo deles idealistas, revolucionários, sonhadores. Hoje temos visto jovens mobilizando multidões com o propósito de melhorar o mundo em que vivemos. Jovens que têm mudado a cultura do conformismo da mesmice por um ideal de manter nosso planeta Terra vivo para gerações que hão de vir. Jovens que têm mudado seu comportamento na sexualidade preocupando-se com a saúde, com a outra pessoa, com a castidade. Neste caso, então julgados por alguns como uma atitude careta, quadrada, mas hoje surgem vários grupos que se unem para defender uma opção de comportamento que retoma uma conduta saudável para o corpo e para o espírito.

Vemos jovens investindo no futuro, buscando formação profissional, buscando um crescimento espiritual acima de tudo, um crescimento quanto pessoa.

Mas temos jovens que têm sido violentados, arrancado deles a esperança já na sua fase de infância. E são esses os jovens que temos que refletir hoje, nunca se esquecendo de vista os que estão em um crescente desabrochar dos seus sonhos, mas retomando o foco para que todos possam atingir seus sonhos, seus projetos, ou seja, sua esperança. Para isso, tem que zelar para que nunca seja tirado de ninguém o “Dom da Esperança”. Quando me refiro a “Dom” é por que a esperança é um Dom, como o Amor. O “Dom de Amar” é também o Dom de esperar, de aguardar, de acreditar. Quantos dos nossos jovens não conseguem exercitar este Dom por que olham para a vida e não conseguem enxergar possibilidade de vitória. E aqui não me refiro apenas em conquistas materiais, preocupações apenas em padrões econômicos, mas quantos jovens se suicidam por não conseguirem ser ouvidos pela sociedade, por seus colegas ou simplesmente por seus pais. E digo simplesmente por que são os pais as pessoas mais próximas ou devem ser os pais os mais próximos, para isso os pais precisão deixar de lado a pessoa que idealizam para seus filhos e ajudar eles a serem ótimas pessoas, seres humanos felizes.

Hoje temos visto jovem que colocam sua vida em risco na criminalidade porque, como ouvimos da boca de alguns deles, tanto faz estar vivo ou morrer. Jovens que aceleram a sua morte pelo consumo das drogas e outras substâncias, jovens que tiram a própria vida por não conseguir alcançar o padrão atual tido como ideal de aparência estética e/ou econômica.

A sociedade como um todo é responsável, mas principalmente nós, pais, em produzir e subsidiar o alimento que nutri no jovem, a esperança. São tantas as formas e condições que existem, mas todas partem de uma só lei: o “AMOR”. Ele é quem nos faz agir de forma caridosa para com a realidade do próximo. O jovem precisa ser amado, por consequência respeitado, compreendido e construído para ser feliz. E não uma felicidade momentânea, que se esgota com o fim de um relacionamento ou o fim do efeito de uma substância ingerida, mas uma felicidade inesgotável que se recebe ou se conquista mediante a uma entrega mutua provocada por uma expectativa de atingir o sucesso e a realização.

Somos os principais protagonistas deste sonho. Cabe a todos nós, adultos, jovens, crianças, a responsabilidade de acreditar em uma vida melhor em um mundo melhor.

Um dia deste, ouvindo o radio, escutei uma música em que o vocalista da Banda Aliados diz na letra que deseja que seja ela a última a morrer, a Esperança. Neste momento reconheci que os jovens gritam por um futuro melhor, um futuro de realizações.

Em um País tido como emergente como o nosso, não podemos mais ignorar a necessidade de levar para nossos jovens o conhecimento à cultura, à arte, a religiosidade - ferramentas necessárias para alimentar a Esperança.

Roberto Pires • Empresário e membro atuante de várias entidades sociais • Coordenador Diocesano da Renovação Carismática Católica da Diocese de São Miguel Paulista e participante da Basilica Nossa Senhora da Penha.


 

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