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Há uns tempos atrás um famoso produtor musical decretou que a guitarra elétrica estava banida da música brasileira. Fiquei pensando sobre essa declaração e observando que a maioria dos trios elétricos que desfilaram no Carnaval apresentavam guitarras nos arranjos musicais. Olhando mais a miúde, o chamado Sertanejo Universitário adotou esse instrumento o que deixou as composições (ou pelo menos sua maioria) bastante semelhante ao Pop Rock (por mais que não aceitem essa minha declaração!).

Aí fui ouvir alguns grupos de Pagode e lá estava ela – a guitarra elétrica, dando mostras de que aquela declaração não apenas foi infeliz como também me pareceu estar completamente equivocada. Verdade é que nos habituamos a associar a figura da guitarra elétrica ao Rock em suas mais diversas vertentes afinal foi pelas mãos de instrumentistas virtuosos que ela acabaria ficando conhecida e mais, se tornaria o sonho de consumo da maioria dos jovens até hoje, quando se decidem pelos caminhos da música.

Críticas à parte, decidi escrever, hoje, um pouco sobre a história dessa parente tão próxima do violão e espero que dessa forma eu tenha contribuido para despertar ainda mais o desejo de jovens músicos se decidirem por ter e aprender a tocar uma guitarra elétrica !

Uma breve história da guitarra

O nome guitarra refere-se a uma série de instrumentos de cordas cedilhadas, que possuem geralmente de 6 a 12 cordas tensionadas ao longo do instrumento e um corpo com formato aproximado de um 8 (embora também existam em diversos outros formatos), além de um braço sobre o qual as cordas passam, permitindo ao executante controlar a altura da nota produzida. Existem versões acústicas, que tem uma caixa de ressonância e elétricas, que podem ou não possuir caixa de ressonância (guitarra semi acústica), mas utilizam captadores e amplificadores para aumentar a intensidade sonora do instrumento.

O termo guitarra identifica nos dias atuais, quase que exclusivamente, à guitarra elétrica e a palavra “violão” é usada para se referir tanto à guitarra clássica como à guitarra acústica, podendo se apresentar com ‘nylon’ ou aço, como no caso do violão folk, utilizados mais comumente por instrumentistas do gênero popular, enquanto os violões de nylon são preferidos pela maioria dos violonistas clássicos e adeptos de ritmos como o choro, samba, bossa nova e estilos musicais regionais

O “pai” da guitarra elétrica
Na verdade, a guitarra elétrica existe há um bom tempo, mas sua história  é bem mais recente que os violões acústicos e clássicos. De fato, a guitarra elétrica foi criada cerca de 70 anos atrás (década de 30) por Adolph Rickenbacker. Desde aquele tempo, a guitarra elétrica evoluiu muito até o que conhecemos hoje.

Com a chamada era das Big Bands, as guitarras precisaram ter seu som amplificado para serem percebidas em um conjunto onde prevaleciam metais.

Você já deve ter ouvido deles!

A guitarra elétrica que mais prevalece nos dias de hoje é a guitarra de corpo sólido. Ela foi criada pelo músico e inventor Les Paul em 1941. É uma guitarra feita de madeira sólida, sem aberturas. A primeira guitarra criada por Paul era bem plana – era um bloco de madeira retangular conectada a um braço com seis cordas de aço.
Com o tempo, a forma retangular das guitarras foi evoluindo para formas mais arredondadas, como podemos ver hoje em dia, sendo algo bem marcante na história da guitarra.

Boa parte do sucesso das guitarras se deveu aos anos 50, quando Gibson introduziu a invenção de Les Paul para o mundo. A Gibson Les Paul, como se chamava e ainda é conhecida, se tornou bastante popular e permaneceu com esta popularidade por cerca de 50 anos.

No mesmo período, outro inventor importante para a história da guitarra chamado de Leo Fender, criou sua própria guitarra elétrica de corpo sólido. No final da década de 40, Fender apresentava sua guitarra elétrica Fender Broadcaster, que passaria a ser conhecida pouco depois como Stratocaster, apresentada ao público em 1954.  A Strat, como é conhecida hoje, era uma guitarra muito diferente se comparada com a Les Paul. Possuía uma forma diferente, hardware diferente e um corpo mais leve. As guitarras Stratocaster da Fender estão hoje entre as mais populares, junto com as Les Paul da Gibson.

E a coisa pegou!!!

Durante os anos que se seguiram, outras empresas como Ibanez, Jackson, Paul Reed Smith, ESP e Yahama lançariam suas próprias guitarras elétricas de corpo sólido. Entretanto, em grande parte essas guitarras são bem semelhantes em sua forma as Les Paul e Stratocasters e ambas contribuíram muito com a história da guitarra. 

E aí, sentiu os dedos pedindo para tocar uma boa “guita”? Saiba que você pode encontrar grande variedade delas nas melhores lojas do Brasil, mas tomo a liberdade de procurarem suas “guitas” nas lojas da INTERMEZZO afinal, melhor que comprar sua guitarra é ter a certeza de que esteja fazendo a melhor compra e ninguém mais pode lhe orientar do que um profissional nesta área!

Bruno Saike • músico e vocalista da Banda He Saike


 

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