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Bronzeamento artificial é uma alternativa antes da viagem de verão
Por Arilton Batista

É verão, férias. Faz muito calor. Com isso surgem as ideias de viagens, que quase sempre são decididas por litoral ou clubes com piscina. Muitas mulheres não se sentem confortáveis de exporem seus corpos para o sol no destino escolhido com a cor conhecida popularmente como branco-escritório. O apelido é alusivo. Pessoas que não moram em cidades litorâneas e não costumam tomar sol geralmente ficam com a coloração da pele mais clara. Esse fator está ligado diretamente à autoestima, que pode ficar menos elevada. Um forte aliado nessa questão, porém, é o famoso bronzeamento artificial, que é utilizado quase sempre como uma forma de as mulheres chegarem à praia ou ao clube se sentindo mais à vontade.

O mercado de estética atualmente oferece algumas formas de bronzeamento artificial. Os dois métodos mais utilizados e indicados são o a jato e o através de pílulas compostas de betacaroteno, que estimula a formação de melanina. Mais antigo e popular no setor de estética e beleza, as câmaras de bronzeamento foram proibidas em 2009 pela OMS – Organização Mundial da Saúde e o uso foi condenado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia devido à exposição direta aos raios ultravioletas causarem câncer de pele.
Na contramão da proibição e estimulado por não causar malefícios à saúde, o método de bronzeamento a jato passou de novidade a primeira escolha na hora de conquistar a cor de pele mais dourada e enfrentar as férias de verão. Segundo especialistas, a técnica é totalmente aceitável e indicada, pois não agride a pele com queimaduras e apenas pigmenta as primeiras camadas do corpo. “O bronzeamento a jato não é prejudicial à saúde, pois não causa nenhum tipo de risco, como queimaduras na pele ou manchas que teoricamente são causadas pelo sol”, explica a cosmetologista e esteticista da empresa Perfil Estética Denise Rozzi. Quem escolhe fazer esse tipo de bronzeamento deve se atentar apenas em esfoliar a pele antes, pois algumas regiões do corpo mais grossas, como joelhos e cotovelos, podem acumular mais pigmentos e ficar mais escuras. O procedimento dura no máximo 25 minutos e o resultado se estende de sete a 12 dias. “Depois do bronzeamento feito, deve-se esperar por algumas horas para que a cor fixe na pele e, a partir de então, o único cuidado de manutenção é evitar o banho com buchas e esfoliantes e manter a hidratação”, orienta a dermatologista Fabiana Padovez, docente do curso de graduação em Estética e Visagismo da Universidade Anhembi Morumbi.

Há, no entanto, a necessidade de um pouco mais de atenção se a pele apresentar algum tipo de ferimento, se a cliente for gestante ou possuir algum tipo de alergia ao produto utilizado, que tem como princípio ativo o DHA – dihidroxiacetona. “Salvo para pessoas que possam ter alergias ao produto usado no chamado 'jet bronze', não há contraindicação ao seu uso. No caso de gestante, embora não haja nenhum risco, é sempre bom ter a autorização médica”, explica a dermatologista Cristiane Dal Magro. A grande vantagem do bronzeamento a jato é a segurança, a velocidade do procedimento e o resultado muito aproximado do natural. “O bom é que você pode alcançar a cor dos seus sonhos de uma forma segura e confiável, pois ele [o produto] reage de acordo com a melanina da pele, ficando supernatural e estimulando a epiderme a fixar a coloração”, diz a esteticista Denise Rozzi.

Quanto às pílulas de bronzeamento, compostas de betacaroteno, derivação da vitamina A que estimula a pigmentação da pele, o procedimento deve sempre ser feito com orientação médica. O método é eficaz e outros ativos também podem ser encontrados com o tratamento feito com as pílulas. “Elas também podem trazer outras substâncias importantes para o corpo, como vitaminas C e E, que auxiliam na proteção da pele contra os danos causados pela radiação ultravioleta”, fala Alessandra Scorse, docente do curso de graduação em Estética da Universidade Anhembi Morumbi.

Não se deve esquecer, porém, que as técnicas artificiais para o bronzeamento da pele não podem, de forma alguma, substituir o sol. Tomar sol é importante para a saúde física e emocional. Ele auxilia o crescimento das crianças e, por isso, é indicado por pediatras. Além disso, previne a anemia. Para as pessoas mais velhas, como no caso dos idosos, ele é um aliado contra a osteoporose, doença que atinge os ossos. Tudo isso porque o sol estimula o desenvolvimento de vitamina D, essencial para a obtenção de cálcio para o corpo. A presença do sol estimula também o bom humor e contribui para evitar estados depressivos e casos de suicídios, que são mais comuns em países com frio intenso. Além do mais, os raios e a luz do sol que proporcionam o calor dão a sensação de relaxamento e contribuem com todo o sistema circulatório. Pessoas que tomam sol melhoram a aparência e adquirem um aspecto mais saudável.

Mas esse “remédio natural” para o bem estar deve ser administrado com certa cautela. Os raios ultravioletas transmitidos pelo sol são um dos violões causadores do câncer de pele. Por isso o cuidado. Deve-se evitar ao máximo o sol do meio dia. Os dois horários mais apropriados para a exposição ao sol são entre 8h e 10h e 16h e 17h. Mesmo nesses horários em que os raios solares são mais brandos não se deve abrir mão do creme protetor. Não menos importante é a hidratação da pele. “A radiação solar promove desidratação, portanto é necessário manter a hidratação da pele antes e após a exposição solar. Uma maneira bastante eficaz é utilizar cosméticos hidratantes. Lembrando que é necessário hidratar não só a pele do corpo, mas também do rosto”, explica a professora Alessandra Scorse. A dermatologista Cristiane Dal Magro ressalta a importância da utilização de hidratantes após o banho e o consumo de cosméticos sem perfume, para evitar possíveis alergias. “É importante utilizar hidratantes após o banho, preferencialmente sem perfumes, pois eles podem provocar alergias ou pigmentações irregulares quando a pele for exposta ao sol. A hidratação auxilia a manter a integridade das células da superfície da pele, contribuindo com a proteção aos raios danosos do sol”, finaliza a profissional.


 

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