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Lojas de saldo oferecem garantia e preço abaixo do mercado

As lojas de saldo são parecidas com as convencionais. Têm quase sempre a mesma estrutura e o layout é bem semelhante. Os produtos expostos chamam a atenção e os vendedores são treinados e fazem questão do bom atendimento. As mercadorias têm qualidade e garantia. As principais diferenças ficam por conta do preço, que é abaixo do estabelecido pelo mercado, e a exclusividade de alguns produtos, que já saíram de linha nos grandes magazines.

As mercadorias que as lojas de saldo oferecem são as mesmas que as grandes lojas comercializam, porém passam por alguns processos diferentes até chegar às prateleiras. São, quase sempre, quatros métodos de captação utilizados por essas lojas. O primeiro deles são os leilões realizados pela Receita Federal. O segundo são as mercadorias adquiridas e trocadas pelo cliente nos grandes magazines, que, por questão de espaço, as repassam para as lojas de saldo. A terceira maneira é chamada de logística reversa, em que a loja de saldo adquire os produtos que os magazines enviaram para a assistência técnica e que foram devolvidos sem conserto. A loja se incube de repará-los – muitas vezes transformando dois produtos em um – e revendê-los por um valor menor e com facilidades de pagamento. O quarto é ultimo método são os produtos de mostruários. Esses são repassados pelas grandes lojas devido à exposição a qual são submetidos, o que pode causa algum dano externo (risco, amassado, sujeira).

Apesar da maneira não muito convencional de comercialização, toda mercadoria adquirida têm garantia, que varia de acordo com a forma que ela foi adquirida pela loja. “Quando é produto da Receita Federal, a peça é nova. Só que ficou parada durante um tempo. A garantia é de um ano, normal. Quando é material devolvido para o magazine com algum problema, ainda existe a garantia do fabricante, mas com a data da primeira compra. Então, nestes casos, geralmente eu dou um pouco menos. Se é um ano no magazine, eu dou seis meses. Já as peças de mostruário eles me vendem sem garantia nenhuma. Neste caso eu dou três meses”, explica Rodrigo Henrique da Costa Silva, 32, proprietário da loja Casa Super Saldo, localizada centro da Penha. Além da vantagem na questão do preço, que costuma ser bem abaixo do convencional, há também a expectativa de se encontrar produtos suprimidos nos grandes magazines. “Meu preço, na pior das hipóteses, está 20% mais barato. E temos alguns produtos que os magazines não têm mais”, diz Silva.

Muitas pessoas têm receio de comprar nesse tipo de loja por imaginarem se tratar de produtos ilegais ou com defeito. Em algumas situações a diferença de preço quando comparado com as grandes lojas acaba inibindo os clientes. Rodrigo se lembra de uma situação em que colocou à venda uma TV moderna, com sensor de voz e movimento, que ele adquiriu por R$ 1,2 mil e estava vendendo por R$ 2 mil. No mercado essa mesma TV custava R$ 5 mil. Por conta da diferença no valor ele não conseguiu vender o produto, que só saiu da loja quando o preço subiu para R$ 3,5 mil. “É engraçado. A pessoa chega do lado, bate no ombro, diz que não vai contar pra ninguém e pergunta se o produto é roubado. A gente acha até engraçado”, comenta.

Outra curiosidade que envolve as lojas de saldo são as principais datas para a venda, que não coincidem com as do comércio tradicional. Como o foco desse tipo de estabelecimento é a venda de produtos não mais aproveitados pelos grandes magazines, todo feriado com apelo comercial é “adiado”. O que as lojas tradicionais vendem no Natal, por exemplo, os saldões vendem em janeiro e fevereiro. Assim como no Dia dos Pais, em que aos magazines vendem em agosto e a lojas de saldo em setembro e outubro.


 

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