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Aisha Jambo Ferreira Telek, mais conhecida como Aisha Jambo. No mês de seu aniversario vamos presenteá-la com essa entrevista. Essa maravilhosa atriz estreou na televisão como Naomi, em Malhação. Além de ser uma ótima atriz, é linda e carismática. O tempo foi passando e outros convites foram chegando. Desde então viveu a conselheira Ritinha, de Cabocla, Sabina, de Alma Gêmea, que sofreu com o preconceito, Leni, de Paraiso, Patrícia, de Insensato Coração, entre outros. Em 2011 foi a protagonista do ousado seriado da TV Brasil: Natália. Vamos conhecer um pouco mais dessa atriz completa em entrevista ao também ator e diretor Cauê Bonifácio.

CityPenha:

Você trabalhou com muitos atores consagrados. Conte um pouco dessa experiência?

Aisha Jambo:

Sim. Tive a honra de trabalhar com pessoas que admiro muito. O que foi, sem dúvida, um grande aprendizado para mim. Observar atores com mais experiência me deu uma outra perspectiva do que era atuar até aquele momento. Porque são um talento descomunal e, geralmente, têm uma postura profissional louvável: que respeita o próximo, fortalece o espírito coletivo, respeita o seu próprio trabalho tendo consciência de seu espaço em cena. Por exemplo, agora terminei de filmar um curta metragem com Débora Olivieri – atriz fabulósa –, que, inclusive, está em cartaz em SP, no teatro Faap com o espetáculo "ROSA". Pude perceber como não para de estudar o texto. Também Tony Ramos, Patrícia Pillar, Walderez de Barros..... Othon Bastos, que me deixou muito admirada, pois é um ator que tem ampla e importante presença na história do teatro brasileiro. Que nas décadas de 1950, 1970 estava desenvolvendo seu próprio grupo teatral, montando grandes clássicos do teatro, e foi aclamado pela crítica da época. Tony Ramos é muito educado e atento a todos. Isso gerava um clima ótimo de confiança. Ele imprimia um ritmo no set de gravação.

CityPenha:

Em uma entrevista sua você menciona que gostaria de trabalhar em uma novela escrita por Glória Perez. Tem algum motivo especial?

Aisha Jambo:

Não, não tem. Eu falei isso, na época, porque gostei de muitas novelas que a Glória Perez escreveu. Lembro bem de "Explode Coração", que assisti antes de começar a trabalhar em televisão. Me interessa essa coisa que ela apresenta em seus textos com a força da mulher, e sua feminilidade, magia.... A pesquisa da cultura árabe, indiana.

CityPenha:

Você é Bacharel em dança pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atuar ou dançar?

Aisha Jambo:

Bom, não acho que precise escolher, eleger um veículo (teatro, cinema, tv) como predileto e tão pouco uma linguagem. Gosto, justamente, do intercâmbio de linguagens e da variedade dos espaços de ação. É claro que as linguagens e os espaços são distintos, e transitar por eles não é tão simples. Adoro cinema, foi onde comecei minha carreira, em 1999, no filme Orfeu. O teatro exige muito domínio, o que te ajuda para tv e cinema, pois no teatro sua emissão de voz não pode falhar e a proximidade com o público te dá uma outra perspectiva do ato de contar uma história. A dança veio muito para complementar minha pesquisa como atriz. É verdade que sempre fui apaixonada por dança, mas não tinha experiência com ballet antes de entrar para a faculdade e lá pude conhecer essa mistura de dança/teatro. Atualmente estou trabalhando também com dramatização de poesia através da atriz, poetisa, cantora Elisa Lucinda.

CityPenha:

TV, Cinema ou Teatro. Conte um pouco dessas experiências?

Aisha Jambo:

Comecei a fazer testes aos 12 anos. Fiz minha primeira participação no filme Orfeu, depois fiz algumas publicidades e nesses testes conheci o produtor de elenco Luiz Antônio Rocha, que me chamou para fazer um teste na Globo. Com este teste fui chamada para integrar o elenco de apoio do seriado Malhação, pela produtora de elenco Ciça Castelo.

CityPenha:

Já teve outra profissão que não fosse de atriz? Qual?

Aisha Jambo:

Não tive outras experiências profissionais.

CityPenha:

Uma cena inesquecível na televisão em que você gostaria de ter participado?

Aisha Jambo:

Hahahaha. A cena final da novela "Paraiso", em que o mocinho e a mocinha correm, montados em seus cavalos, para se encontrar.

CityPenha:

Um momento mágico em que gostaria de compartilhar com os leitores da CityPenha?

Aisha Jambo:

Um momento mágico recente aconteceu durante as filmagens do Longa "Alemão", do Belmonte, que vai ser lançado ano que vem. Era uma cena bastante intensa, eu não sabia como seria. Filmamos esta cena no bairro Rio das Pedras, durante a madrugada. Foi emocionante.

CityPenha:

Tem algum projeto em andamento? Se tiver, compartilhe com a gente.

Aisha Jambo:

Sim. Estou com vários projetos. Não podemos ficar parados. Hahaha. Filmei dois Curtas Metragens (Banho Maria e Lugar de Glória), e um Longa (Alemão). Vou ficar em cartaz, por um mês, no nordeste, com o espetáculo Agora é Tempo, escrito pela atriz e cantora Gisele Tigre.

CityPenha:

Como foi para você encarar uma protagonista no seriado Natália?

Aisha Jambo:

Protagonizar o seriado "Natália" foi uma mudança para mim, porque a personagem conduzia a história, era quase um diário dela. E isso exigia um grande cuidado, pois não filmamos na ordem, então temos que ficar muito atentos ao que acontece antes e depois de cada cena. Além de conhecer o Guti Fraga, diretor do Nós do Morro, e ator fabuloso.

CityPenha:

Você sempre sonhou em ser atriz ou aconteceu por acaso?

Aisha Jambo:

Não era um coisa muito consciente, mas desde pequena brincava de fazer teatro em casa com meu irmão e primos. Também acompanhava algumas novelas e me imaginava fazendo aquilo, mas não falava que queria ser atriz. Na adolescência ainda estava em dúvida, mas depois de "Cabocla" percebi que era isso mesmo que queria fazer.

CityPenha:

Deixe uma mensagem para os leitores da revista CityPenha?

Aisha Jambo:

Bom, gostaria de falar que o ser humano tem uma capacidade criativa incrível e é fundamental usarmos toda nossa capacidade. Não podemos ficar no limiar. Nos apropriar de nossas vidas, de nossa cultura, é um passo para admirar e compartilhar com as demais.

 

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