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Inibição é uma das causas de desistências em academias
por Arilton Batista

Segundo a Associação Brasileira de Academias – Acad, mais de 50% das pessoas que se matriculam em academias acabam desistindo nos primeiros 45 dias. Entre os motivos que levam a interrupção do treino está a inibição por conta do próprio corpo. Muitos invertem a situação. Esperam estar magros ou em forma para poder frequentar a musculação. Sendo que o processo é ao contrário. Na academia é que se busca um melhor condicionamento físico e uma evolução estética.

Na academia tradicional, por ser um ambiente onde há muitas pessoas já em boa forma, homens e mulheres malhadas, além de ser também um local de grande movimentação de pessoas, o que propõe maior socialização, os que se encontram fora desses padrões muitas vezes se sentem envergonhados e acabam trancando a matricula ou simplesmente abandonando os treinos. Este foi o caso do estudante André Mantovani, 21. “Não gosto de academia pelo meu porte físico pouco avantajado. Já pratiquei muay thai durante dois anos, mas parei por não conseguir ter a mesma evolução que os outros”, explica Mantovani. Há, evidentemente, os que se sentem bem à vontade ou não se incomodam com o ambiente das academias tradicionais, e suprem suas necessidades lá, com tranquilidade.

Entretanto, pensando no público que encontra dificuldades em frequentar academias, seja por conta do físico, do ambiente ou por vislumbrar algo mais específico que vai além das salas de musculação, o Instituto do Movimento (Impdor) criou o serviço de Treinamento Físico, que começa a funcionar a partir de setembro. Segundo Rodrigo Rizzo, 32, diretor e fisioterapeuta responsável pelo espaço, o novo serviço será com base nas necessidades individuais de cada aluno, que será acompanhado de perto pelos profissionais do instituto. Com a intenção de estimular a frequência nas aulas e alavancar os resultados, os horários de treino são agendados no sistema e o limite por aula é de cinco pessoas, o que permite um aproveitamento mais completo e direcionado das atividades. “A vantagem é que, com esse controle, temos a certeza de que não haverá mais que cinco pessoas por hora de treinamento. E o horário marcado faz com que o aluno se comprometa mais com a prática. Nosso interesse é o resultado”, conta Rizzo.

Além dos fatores ligados à estética corporal e à inibição que fazem com que algumas pessoas desistam da academia, existem também os que param de treinar por conta de histórico de lesões e dores crônicas que incomodam com o treinamento e bloqueiam a evolução esperada. “A gente montou um serviço que oferece oportunidade para essas pessoas fazerem suas atividades físicas. Nosso serviço também é para pessoas que têm histórico de se lesionar praticando atividade física. Aqui a gente vai trabalhar com esses aspectos”, explica Rodrigo. O serviço também atenderá àqueles que têm algum objetivo específico, como o emagrecimento com prazo pré-estabelecido e o fortalecimento ou a preparação para alguma competição, como corrida, caminhada, torneios de futebol, etc.

Muita gente se queixa da falta de estímulo para treinar por não ter uma companhia conhecida treinando junto e, com o passar do tempo, acabam desistindo ou faltando às aulas. Com o esquema de no máximo cinco pessoas por grupo de treino os alunos podem se reunir e formar grupos específicos, compostos por familiares e amigos. “Tem a possibilidade de pessoas já conhecidas treinarem juntas, no mesmo grupo. Nosso principal objetivo é melhorar qualidade do atendimento”, finaliza Rodrigo Rizzo, ressaltando a importância do novo serviço do Instituto do Movimento aos moradores da Penha. “Isso vai agregar muito à região. Os moradores não precisarão sair daqui para buscar esse serviço em outros bairros”.


 

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