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Tempo de Peelings



O peeling é uma esfoliação induzida pelo uso de substâncias químicas que ajuda a remover as células mortas e renova o tecido cutâneo, removendo manchas, atenuando marcas e preparando a pele para receber e absorver tratamentos, cremes, vitaminas e outros procedimentos indicados pelo médico. Muito mais do que um coadjuvante em seu papel terapêutico, o peeling é a base do sucesso de tratamentos estéticos e também contra manchas, como melasma, cicatrizes deprimidas, marcas de acne vulgar e rosácea. 

Recomendado para todos os tipos de pele, os peelings são classificados quanto a sua profundidade e agentes químicos utilizados e aplicados conforme os objetivos a ser atingidos. Peles mais delicadas pedem combinações mais leves. Peles resistentes ou muito mal tratadas precisam de concentrações maiores, uma vez que o peeling pode remover tanto a camada superficial da pele quanto a região mediana da derme, dependendo do agente, de sua concentração, da quantidade de camadas e até da maneira como o procedimento é aplicado. 

É importante ressaltar que esse é um procedimento que deve ser feito em consultório, apenas com indicação médica, e por profissionais.

As muitas máscaras:
Para cada tipo de problema, sempre diagnosticado pelo médico dermatologista, existe uma máscara facial com o ativo adequado. O processo é simples: o médico dermatologista aplica o ativo desejado, em seguida coloca uma máscara quente, e a vasodilatação provocada pelo calor ajuda na penetração do produto. 

Alguns ativos:
Dmae – Descansar a pele
Ácido Hialurônico – Hidratação
Ácido Retinóico – Revigorar a derme
Vitamina C – Rejuvenescer e cicatrizar
Nicotinamida – Clarear
Ácido Glicólico – Purificar
Ácido Salicílico – Oleosidade 

Uma pergunta que sempre me fazem é sobre qual o nível de penetração dos ativos com a aplicação da máscara. Isso depende do principio ativo.
O ácido retinóico e os seus derivados, por exemplo, por serem concentrados são mais potentes, penetram melhor e permanecem por mais tempo na pele. Outro exemplo é o DMAE que penetra duas vezes mais em relação aos cremes que contém o princípio ativo. Uma questão importante é com que frequência as máscaras devem ser aplicadas, e isso varia conforme o objetivo do tratamento:
Para rejuvenescimento, a cada 15 dias.
Para acne, 1 vez por semana.
Manutenção, 1 vez a cada três meses.

Outra dúvida muito comum nas pessoas é se as máscaras substituem os cremes hidratantes e antiidade convencionais? 

A resposta é não. Os cremes provocam um estimulo diário e as máscaras são coadjuvantes nesse tratamento continuo.
Aí entra outro ponto importante que é o benefício efetivo das máscaras faciais industrializadas, que normalmente contam com o controle de qualidade da indústria cosmética, o que garante a procedência dos ativos e sua confiabilidade.

Alguns truques que indicamos:
Vitamina C – aplicar de manhã.
Ácido Retinóico – aplicar a noite.

Máscaras – aplicar 30 minutos antes de sair para algum evento. A pele fica mais bonita e tonificada. Se a máscara escorrer aproveite para passar na mão e no colo
Uma dica bem interessante para complementar o resultado da aplicação das mascaras.

A força da gravidade é malvada. E não há quem escape dela, infelizmente. Mas, ainda bem que existem paliativos. Uma dica para quem está sofrendo os resultados da diminuição do colágeno e da elastina da pele é a aplicação de ácido hilaruônico nas têmporas. Ele funciona como um efeito dominó ao contrário, preenchendo as têmporas, a pele da região dos olhos sobe, as bochechas levantam, e assim por diante. Basta uma aplicação.

Dra. Patrícia Rittes - Dermatologista - Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e Pós-graduação Dermatológia  - Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo


 

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