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Você Ouve Bem?





A deficiência auditiva é muitas vezes ignorada ou desvalorizada, mas com o avanço da idade pode trazer repercussões irreversíveis. 

A perda auditiva afeta 20 por cento da população mundial, com maior incidência em pessoas com mais de 60 anos, e é considerada a doença sensorial mais frequente. Nos idosos, pode levar ao isolamento e à solidão. 

O fator idade

É quase tão natural como as rugas que se desenham no rosto. A perda de audição que afeta os idosos é uma doença fisiológica: a presbiacusia. Com o envelhecimento, é natural algumas pessoas apresentarem dificuldades em ouvir, porque ao longo dos anos também o ouvido vai envelhecendo.

Nós ouvimos através das células sensoriais, presentes no ouvido interno. O som é transformado em energia elétrica que é “percebida” pelo cérebro. A falta de audição no idoso pode ser consequência da perda ou diminuição da vitalidade das células do ouvido interno. Isto pode explicar porque o idoso diz, muitas vezes, que “ouve mas não entende”. Com a idade as artérias podem diminuir a capacidade de enviar oxigénio suficiente para as células e elas perdem vitalidade ou mesmo morrerem.  Como estas células não se regeneram, o ouvido vai perdendo faculdades.

Desconfiança, irritabilidade frequente, alterações de humor são, geralmente, resultado da perda de capacidade auditiva. Muitas vezes as pessoas que sofrem desta patologia isolam-se e recusam qualquer tipo de apoio, acrescentando que, dessa forma, têm mais dificuldades em comunicar com os outros e em adaptar-se. É, por isso, essencial identificar os distúrbios auditivos antecipadamente.

O diagnóstico e os sinais de alarme

Um diagnóstico precoce é fundamental. O problema é que as pessoas chegam muito tarde quando já estão a sofrer por não ouvir. De acordo com especialistas, raras são as pessoas que assumem que estão a ouvir mal. A maioria acha que os outros é que não ouvem bem ou que falam baixo e desvalorizam o problema.

A partir dos 45 anos as pessoas devem estar atentas aos sinais e perceber se há tendência para ouvir mal, como o fator genético (hereditariedade), PAIR (Perda Auditiva Induzida por Ruído), zumbidos, desatenção, dificuldades no telefone e em conversas em grupo entre outros. Em caso de dúvida, devem consultar um otorrinolaringologista e um fonoaudiólogo para realizar exames auditivos.

Falar num tom mais elevado do que o habitual, pedir para repetir o discurso, a presença de zumbidos, sensação de mal-estar ou vertigens são os sinais mais frequentes que denunciam a perda auditiva.

A poluição sonora e ambiental são os principais fatores de risco, mas doenças como a hipertensão ou a diabetes podem agravar o processo de perda auditiva, lembrando, no entanto, que as pessoas já têm uma tendência para perder a audição e que estes são apenas fatores externos que podem agravar a situação.

Aparelhos auditivos: uma solução rápida e eficiente

Atualmente a surdez é um problema que pode ser resolvido com a aplicação de próteses auditivas que melhoram significativamente a qualidade de vida das pessoas. A adaptação de aparelhos auditivos deve ser sempre prescrita por um especialista.

É importante consultar um fonoaudiólogo para realizar testes específicos que vão indicar qual o melhor aparelho, de acordo com o grau da perda auditiva e com o que revelam os exames auditivos. A seleção, indicação e adaptação de uma prótese auditiva inadequada podem incomodar e levar o candidato a deixar de usar, alerta a fonoaudióloga Fábia Miranda Martins, CRFa 10.503-SP.

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