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Os grandes foram pequenos

Geralmente, as pessoas têm em pensamento que as grandes empresas sempre foram grandes.   É um engano esses pensamentos, pois é raro alguém ter iniciado grande.
Todos os grandes iniciaram pequenos, nesta ou em gerações passadas.

Levaram anos de luta, entre erros, fracassos e resultados negativos em sociedade.   Erros de planejamento, marketing, erro de contratação de pessoas inadequadas para as funções.   Briga entre administradores, gerentes com funcionários, etc.

Mesmo as grandes obras, devem ser consideradas a soma e junções de milhares ou milhões de peças, a participação do proprietário, diretores, supervisores, gerentes, chefes de grupo, operários, pedreiros que com suor e dedicação, trabalham para se chegar a obras completas para serem admiradas.

Eu já ouvi e li relatos de pessoas que tiveram uma infância difícil e pobre, sem ter meios de estudar e sequer uma roupa decente.

Sofreu humilhações por parte dos colegas na escola sendo judiados pelos companheiros, chegando ao ponto de tentar o suicídio.

Exatamente essas pessoas, são as que fazem dos sofrimentos acumulados em anos de suor e sacrifício, sua experiência para superar tantas dificuldades, ficando com a têmpera tão forte que nada ou ninguém pode derrotá-los.

Tal qual as plantas como a aroeira, o carvalho, o pau santo e outros, que crescem lentamente, fortalecem a cada vento, tufões e tempestades e não se quebram.

As plantas rasteiras que crescem rápido, do dia para a noite, que não resiste nem à água ou ao vento, não tem nenhum valor.

O homem que passa por tormentos na vida, sabe resolver os problemas que aparecem através de suas experiências acumuladas, estes fortes.

Quando pequeno, meu pai me dizia: “O sacrifício, mesmo pagando deve ter”, “É preciso provar da comida das outras casas, para dar valor à comida de casa”, “É preciso peregrinar para aprender a viver e dar valor à vida”. Os pais sempre nos ensinam a viver.

Eu fui educado de modo muito severo.

Apanhei muito e da última que me lembro, devia ter entre 14 a 15 anos. Ele me surrou tanto com tamanco que até urinei na cama.

Naquela idade acreditava não ser da família Shimomoto, pensando ter sido adotado.

Mas depois de adulto refleti e depois de muita reflexão, passei do ódio, a ter gratidão. Acreditei que ele realmente amou mais a mim do que a outros 11 irmãos.

Ele me forjou e me tornei mais tarde um homem público, exercendo 6 mandatos de Deputado Estadual por São Paulo, seguindo o princípio de que “Uma Nação se constrói pela formação do povo, pela Educação, Civismo e Amor à Pátria, através dos bons usos e costumes que sejam benéficos aos Cidadãos, à Sociedade e ao País”.

E com esse espírito de gratidão, cuidei dele com carinho e atenção até a sua morte, aos 91 anos.   Sou muito grato ao meu pai Yasuichi Shimomoto.  Que Deus o tenha.


Hatiro Shimomoto é escritor, Presidente da Organização King de Contabilidade; Hatiro Shimomoto Advocacia; TRIJAB - Tribunal de Justiça Arbitral do Brasil; ABRADE - Associação Brasileira de Defesa das Empresas;  Dep. Estadual 6 madatos. Professor, advogado e contabilista.


 

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