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Vacinação em cães e gatos

Cães e gatos devem ser vacinados anualmente a partir dos dois primeiros meses de idade. Eles recebem de três a quatro doses de uma vacina polivalente específica para a espécie, com intervalos de 30 dias. Na última dose recebem também a vacina antirrábica e depois de 10 dias os cães podem sair para passeios na rua, com guia, e ter contato com outros animais. Durante a vacinação do filhote não é recomendado o passeio e nem contato com outros animais. As doenças que são prevenidas com vacinação são: cinomose e parvovirose em cães e panleucopenia em gatos, além da raiva para ambos.

Quando o esquema de vacinação começa com o animal já adulto, ele pode receber apenas duas doses com intervalo de 30 dias. Hoje ainda é muito discutido a frequência de reforços das doses que os animais recebem, mas devemos seguir o protocolo vacinal anual. A V10, vacina exclusivamente para cães, protege contra cinomose, hepatite infecciosa, traqueobronquite infecciosa, parvovirose, coronavirose e leptospirose. A quádrupla felina protege o complexo respiratório dos gatos e a panleucopenia. Já a quíntupla felina acrescenta a leucemia viral felina.

A leptospirose é uma das vacinas que não protege os cães completamente, pois existem vários tipos de cepas Leptospira. E as vacinas só imunizam algumas cepas. Com relação aos felinos, mesmo vacinados ainda assim podem adquirir a infecção, porém de uma forma mais amena.

Quando for vacinar seu animal sempre procure fazer com um profissional de sua confiança, porque somente um médico veterinário pode vacinar seu bichinho e escolher o protocolo adequado de vacinação. Além disso, os animais devem estar saudáveis no momento da vacinação, para criarem anticorpos e ficarem realmente protegidos.

De todas as doenças que aumentem os cães e gatos a mais importante e mais perigosa por ser uma zoonose é a raiva, que é infecciosa viral e afeta unicamente animais mamíferos. Ela atinge o sistema nervoso central, levando a óbito em pouco tempo caso o dono do animal não tome as providências necessárias logo após a exposição. Esta zoonose é um vírus presente na saliva do animal doente. O contato com essa saliva pode transmitir a doença a outro indivíduo.

Os sintomas geralmente são mal-estar, febre e dores de cabeça. Em seguida pode-se apresentar ansiedade, agitação, agressividade, confusão mental, paralisia, convulsões, espasmos musculares e dor ao deglutir. Após dez dias geralmente o indivíduo entra em coma e vem a óbito .

A vacinação anual ainda é o único meio de prevenção da doença e os órgãos públicos geralmente oferecem as vacinas gratuitamente. Entretanto, animais que foram vacinados em clinicas veterinárias não necessitam ser vacinados nas campanhas porque a dose é anual. Após um caso de contato suspeito, o indivíduo deve lavar a região atingida apenas com água e sabão e procurar assistência médica imediatamente em um posto de saúde, a fim de começar a receber as doses da vacina ou imunoglobulina humana antirrábica. É importante que não se interrompa o tratamento.

A RAIVA NÃO TEM CURA E O PACIENTE GERALMENTE VEM A ÓBITO.

Com relação às outras vacinas, devemos sempre ter em mente que a atualização da carteira de vacinação é o melhor cuidado que pode se dar para seu melhor amigo

Dra Elizabeth Alvim de Souza Mello • CRMV 8058 • Veterinaria na Xandogs Pet shop • fone 26317580


 

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