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Mês do Rock: Erik Presley

 

CityPenha: Lembro que em nossa primeira conversa você me contou como começou a fazer cover do Elvis. Foi durante um programa que seu irmão apresentava na TVSPL. Eles precisavam de alguém para falar de Elvis e chamaram você, que surpreendeu a todos ao aparecer lá trajado como o rei. Como foi isso mesmo?
Erik Presley: Era o mês de agosto, quando se celebra a memória pela morte de Elvis, que ocorreu em 1977. O programa era quinzenal. Pensamos numa pauta só focando em Elvis. Como eu já cantava suas músicas, mas em outras versões, encarei como uma brincadeira. Aluguei uma roupa parecida, arrumei o cabelo, costeletas, e fizemos um programa super animado. Após a apresentação, que foi sem pretensões, recebi três convites de shows e eventos. E então a carreira como cover vingou. Sempre tive muito receio de mexer num patrimônio musical como Elvis, devido a ele ser o maior artista que o mundo já conheceu. Mas, vencido o medo, o projeto já se encontra muito bem encaminhado.

CityPenha: Há quanto tempo você faz cover do Elvis?
Erik Presley: Sou músico há quase 15 anos. Já cantava as musicas de Elvis em meus shows com banda, mas como Erik Presley estou há dois anos.

CityPenha: Onde costuma fazer suas apresentações?
Erik Presley: Qualquer tipo de lugar que queira um evento como esse. Bares, teatros, casas de shows, espaços abertos e festas fechadas das mais variadas; de casamentos à formaturas. Me apresento em vários formatos de shows,. Como exemplo as formações Solo (com acompanhamento mecânico) e com minha banda, a TSB – The Suspicious Band, que pode variar de simples a completa, dependendo da estrutura oferecida.

CityPenha: Qual é a formação da banda TSB – The Suspicious Band?
Erik Presley: Hoje conta com cinco músicos principais: Gustavo Trevisan na guitarra, Nando Rondelli no contrabaixo, Ranieri Benvenuto no teclado e efeitos, Marcelo Teixeira na bateria e Marla Monteiro na voz. Dependendo do show, nós adicionamos mais algumas vozes e metais, entre eles o Sax, o Trompete e o Trombone. Fica bem completo e, musicalmente, uma surpresa agradável.

CityPenha: Como se trata de Elvis, um artista de outra geração, espera-se um público alvo mais velho. É assim mesmo? Ou tem um pessoal mais jovem que comparece em suas apresentações?
Erik Presley: Quando o show é direcionado ao público fã de Elvis – em Fã Clubes, reuniões, encontros ou tributos –, realmente temos um publico de uma faixa etária mais adulta, de uns 30 anos pra frente. Já quando o show é em bares, casas de shows e teatros, temos uma boa variação, com pessoas jovens cada vez mais curtindo o som de Elvis. Faço desde festas debutantes, com uma faixa etária bem baixa, até comemoração de bodas. Isso se dá pelo fato de a música de Elvis ser atemporal. Ele quebra barreiras.

CityPenha: Qual a sensação de representar um dos artistas mais consagrados da música – se não for o maior deles?
Erik Presley: Uma sensação indescritível. Sem palavras para dizer o quanto me sinto lisonjeado de manter viva a memória de Elvis, junto de tantos outros covers pelo mundo. Ver o público encher uma casa de shows, buscando ouvir as músicas dele em minha voz e interpretação, não tem preço. Busco sempre um trabalho profissional, com dedicação e muito respeito à sua memória. Se um dia perceber que me tornei caricato ou que não consigo mais manter o show em alto nível, serei o primeiro a parar. Em respeito a tudo o que ele fez. E sei também muito bem onde piso, sei separar bem o artista Erik Presley do cidadão Erik Magalhães. Levo Elvis comigo, sempre, mas tenho plena consciência que ELE é o artista. Eu sou apenas uma ponte entre seus fãs e sua música. Tudo é por ele. Sem ele, não existiria esse projeto.

CityPenha: O que procura levar ao público que acompanha o seu trabalho?
Erik Presley: Fidelidade, alegria, emoção, nostalgia, romantismo. Elvis conseguia ir do estouro de uma batida rápida ao romantismo de uma balada. Conseguia flertar, sendo sexy com o blues, com o soul. Nem que eu tente, estude e me especialize, não conseguirei chegar a qualquer porcentagem do que ele fez como músico. E sabendo disso, tento ser o mais fiel possível às suas músicas, mas com a minha interpretação, minha emoção no palco. Quando eu, durante uma canção, me emociono e choro, é tudo verdade, pois me sinto especial naquele momento, tendo tamanha responsabilidade comigo. Então, por ser fã e admirador, antes de cover, eu me preocupo muito com a qualidade das apresentações e dos detalhes. Os fãs de Elvis que me acompanham merecem lembrar o rei com um show de qualidade.

CityPenha: Quais são seus trabalhos já realizados, em termos de gravação?
Erik Presley: Temos algumas gravações pontuais, feitas por fãs durante os shows, com as quais divulgamos um pouco o trabalho na internet e mídias sociais. Em termos profissionais, estamos lançando o primeiro DVD ao vivo, gravado em março, onde o publico pode sentir um pouco do que é o show ao vivo. Esse DVD gerou um bom áudio, nos dando a possibilidade de lançar, em paralelo, o CD do show. O lançamento acontece ainda esse mês no Teatro Anhembi Morumbi, na Mooca, com um show muito especial e cheio de surpresas. Será no dia 26, sexta-feira.

CityPenha: Quais são seus planos?
Erik Presley: Difundir a música e a memória de Elvis em primeiro lugar. Para isso estamos com a turnê em pleno vapor, com o segundo semestre recheado de shows abertos ao público, guardando espaço para as pessoas que querem ter nosso projeto em sua festa. Disso, com certeza sairão muitos registros bacanas em vídeo, que pretendemos utilizar das melhores maneiras possíveis. Já um CD de estúdio não está nos planos devido ao fato de não termos o que acrescentar às músicas de Elvis, tudo já foi feito. Então, preferimos os registros visuais, em estúdio e em shows, para deixarmos nosso legado. Elvis se apresentou de muitas formas – em trio, com banda, sozinho num palco cercado de fãs. Pensamos em aumentar os registros em vídeo utilizando essas épocas especiais do rei.

CityPenha: O que o rock significa para você, em termos mais gerais?
Erik Presley: Bem, o rock é meu berço musical, onde me formei músico, onde ganhei meus prêmios por música, onde rodei o Brasil, onde pude ouvir minhas composições nas rádios e na boca do pessoal, nos tempos em que tive banda de rock. E, graças a Deus, fui bem sucedido. Tenho um carinho enorme por aquele tempo, por tudo o que criei e pelas pessoas que conheci. Sendo assim, só posso ser grato ao rock por ele ter me proporcionado conhecimento, possibilidades, realização de sonhos e muitas satisfações pessoais. Hoje tenho outra vertente em meu cover/tributo, mas continuando ouvindo, curtindo, cantando e aprendendo com o estilo. O tempo pode passar, mas o verdadeiro sentimento do rock para quem viveu isso na estrada, viajando, tocando e sendo reconhecido, não muda. O rock me ensinou muito, me proporcionou muito e serei do rock até o fim de minha vida. É onde me sinto bem, confortável para compor, para cantar e para me alegrar. Fiz amigos, finquei minha bandeira e ela vai ficar lá pra sempre. O rock não morreu, pelo menos, dentro de mim. E vai continuar vivo em cada banda que nasce, em cada música composta, em cada viagem até a cidade vizinha, na garagem com os amigos. O rock une, alegra; o rock protesta e muda as pessoas. Então, sigo mantendo o rock em um espaço especial em minha vida. Ele me deu o que sou musicalmente. E disso nunca vou esquecer.

   
Saiba mais sobre Erik Presley:
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YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=PKI2txS5E0k
   


 

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