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Bom humor ou irritabilidade, tudo haver com alimentação

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Segundo o dicionário Aurélio, humor significa “disposição de ânimo de alguma pessoa para alguma coisa”; humor também é o nome dado a “substância fluida de um animal, como o sangue, fleuma (mucos), linfa e bile. Supunha-se que a saúde de uma pessoa dependia de uma mistura correta desses quatro humores em seu corpo”.

Fica claro, então, que bom humor é a forma que o corpo encontrou para dizer que está bem.  Sabe-se que fatores físicos, culturais e da personalidade tem muito reflexo na qualidade do humor, mas existe muito mais do que isso, recentemente pesquisas têm demonstrado os efeitos dos nutrientes, ou a falta deles, no desempenho do cérebro, na formação e no funcionamento das células nervosas e principalmente na produção de neurotransmissores.

A serotonina é um neurotransmissor, responsável pela sensação de bem estar e está muito relacionado com o humor. Sua existência depende da ingestão de um aminoácido chamado triptofano e dos carboidratos. Outro neurotransmissor a dopamina e a noradrenalina, responsáveis pela alegria e excitação depende do aminoácido tirosina.

Vitaminas e sais minerais exercem a função de formar e regular as funções desse complexo todo, chamado sistema nervoso central.

Além de ingerir substâncias formadoras e auxiliadoras na expressão do humor, é essencial evitar a ingestão de outros nutrientes que “jogam contra”, pois podem atrapalhar todo esse equilíbrio. Por exemplo, a ingestão de carboidratos simples e alimentos refinados que são inflamatórios.

Para melhorar o humor, inclua na alimentação os nutrientes envolvidos na modulação do humor e veja as principais fontes de alimentos:

Tirosina e triptofano (precursor de neurotransmissores): peixes, carnes magras, aves sem pele, ovos, leguminosas, nozes e castanhas, leite e iogurte desnatados, queijos magros, tofu e milho.

Magnésio (transmissão impulsos nervosos): banana, abacate, gérmen de trigo, cacau em pó, grão de bico, semente de abóbora e de girassol e folhas verdes escuras.
Cromo (oxigenação das células): cereais integrais, carnes, aves e grãos.

Zinco (formação das células): gérmen de trigo, carne vermelha, ovos, feijões, pão integral e peixes.

Vitamina B1 (metabolismo da energia): peixes, manga, pão integral, castanhas, abacate, ovos, aveia, arroz integral, melancia, carnes e feijões.

Vitamina B3 (previne desordens mentais): gérmen de trigo, abacate, aves, arroz integral, peixes, castanhas, feijões, ameixa e carnes magras.

Vitamina B6 (converte triptofano em serotonina): abacate, carnes magras, arroz integral, gérmen de trigo, banana, brócolis, feijões, castanhas e aves.

 Vitamina B12 (manutenção células nervosa): carne vermelha, peixe, ovos e fígado.

Ácido Fólico (antidepressivo natural): gérmen de trigo, brócolis, semente de girassol, abacate, espinafre, folhas verdes e lentilha.

Além disso, evite o consumo dos alimentos fontes de carboidrato simples e refinado, que são inflamatórios, diminuem a disponibilidade de serotonina e provocam sintomas que levam a irritabilidade.

Evite: açúcar, bala, doces, refrigerantes, arroz refinado e farinha branca, que também são deficientes em vitaminas e sais minerais; causam fadiga, desânimo, indigestão, estresse metabólico, fraqueza muscular, ansiedade, dificuldade de concentração e cansaço mental.

Edina Ap. T. Trovões Nutricionista - CRN3-1579
edina.trovoes@terra.com.br


 

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