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Vou receber pela primeira vez a namorada(o) do(a) meu filho(a)





Para muitas mães, é difícil cortar o cordão umbilical, ver os filhos crescidos, em um relacionamento, evoca o inicio à síndrome do ninho vazio para quem se prendeu com muita força aos papéis de pai e mãe.

Quando os pais desenvolvem cuidados excessivos com seus filhos de forma narcísica, dói demais a possibilidade da ‘entrega’ de suas crias a um outro (a) estranho (a), e que nunca cuidara dele (a) como vocês.

Para muitas mães, quando seu (a) filho (a) arruma uma namorada (o), ela sente uma espécie de invasão e uma leve disputa entra no ar, esta mãe, nunca vai deixar que outra pessoa pense que conhece mais seu (a) filho (a) do que ela mesma, e vai tentar mostrar isso o tempo todo.

Mas, não podemos esquecer que os filhos já têm identidade própria, independente da dos pais e que podem e devem fazer escolhas próprias.

E que esta pessoa que ele (a) escolheu para trazer em sua casa para a família toda conhecer quer o melhor pra ele (a) e o (a) ama e que é uma pessoa especial. Ao invés de se sentir insegura ou entrar em conflito com ele (a), você precisa pensar que não tem nada melhor do que mais uma pessoa querendo o bem do seu (a) filho (a), e dando o melhor de si para que ele se sinta bem.

Entenda que seu (a) filho (a) cresceu. Agora ele (a) terá que fazer suas escolhas da mesma forma que você fez. Ele (a) irá cometer erros e acertos, não importando mais o quanto você fale, mas deixe claro que você sempre estará ao lado dele (a). Confie na educação que você deu a ele (a), e confie na pessoa que ele (a) escolheu, e que o (a) escolheu também.

Converse muito com ele (a), sobre a vida, sonhos, idéias e no meio destas conversas surgira uma preliminar sobre esta novo (a) namorado(a) e a intenção de trazer-la em casa para que todos possam conhecê-la e nesta euforia dirá algumas informações sobre a personalidade dele(a), onde terá idéia de como recebê-lo (a).

Na primeira vez que o (a) namorado (a) visita os pais de sua (o) namorada (o), ele (a) será levado (a) naturalmente a cumprimentá-los com carinho e respeito, ao lhe ser apresentado (a).

Para expressar esses sentimentos, talvez ele (a) lhe cumprimente de maneira enfaticamente condenado pelas pessoas de costumes mais avançados, modernamente chics ou charmosamente espontâneas.

Na verdade não importa a forma de cumprimento, o importante é quando realmente se deseja mostrar de modo especial o afeto pela família da pessoa amada e entender que provavelmente ele (a) também esteja ansioso (a) por este encontro, criando uma serie de fantasias e com medo da rejeição e da não aprovação.

Esta fase de apresentações prévias é extremamente importante, por isso, combine com seu filho (a), escolha um dia em que todos estejam presentes e torne esse momento o mais agradável possível. Pode ser um jantar, um almoço ou um lanche numa tarde bem bonita.

Converse com seu (a) filho (a) de que maneira ele prefere que o (a) recebam:

De maneira formal, com uma atenção maior na escolha das roupas finas, elaboradas e apropriadas, com a mesa posta de belos pratos de porcelanas e guardanapos engomados com anéis de prata e a pauta da conversa será sobre a ultima queda da bolsa, a globalização e a sustentabilidade, servidos com um bom Menu Frances, onde bocejar na mesa é imperdoável.

Ou de maneira informal, onde se prezam o conforto em suas roupas e não precisem ser tão minuciosas, um jantar caseiro onde muitos têm lembranças de sua infância regados a muitas gargalhadas, uma conversa agradável onde todos falam ao mesmo tempo e o prato principal é a naturalidade.

Seja qual for a escolha, prepare tudo antes, com muito capricho e carinho para que possa dar atenção após o momento da chegada do (a) convidado (a) de honra, descubra o seu prato preferido e demonstre o quanto prazeroso é em recebê-lo (o).

Fale sobre um assunto que todos gostam de conversar para que o (a) namorado (a) de seu (a) filho (a) não fique sem graça e se sinta cada vez mais a vontade.

Então vamos a alguns pecados que jamais devem ser cometidos neste dia:

Não procure descobrir defeitos que ela (e) pode estar escondendo fazendo perguntas indiscretas ou que traga constrangimento;

Não faça ou transforme em interrogatório uma conversa agradável;

Não mantenha um assunto particular, onde ele (a) não terá idéia do que se trata ou entre cochichos;

Não conte piadas inapropriadas;

Se for falar de religião, futebol ou política (temas delicados e polêmicos) faça-o de maneira suave, aberta a novas opiniões, com uma pitada de bom humor e nunca de maneira austera e imperativa, dando uma idéia de ser a dona da verdade e que se ele (a) for de opinião contraria a sua não terá assunto;

Se ela (e) for de outra cultura, não se feche vendo apenas o lado pejorativo da questão, converse mais, ouça mais, talvez tenhamos uma má impressão sobre esta ou aquela cultura simplesmente por não conhecê-la o suficiente;
 
Não trate seu (a) filho (a) de maneira infantilizada ou o critique na frente dos outros, inclusive da (o) namorada (o). Nessas circunstâncias, alguns ataques podem ser dirigidos na verdade ao filho (a), quando a mãe se sente preterida pelo (a) namorado (a);

Não seja grudenta demais, isso é mau sinal, da à impressão de ser o filinho da mamãe, de mimado e não vai ficar bem e se for ciúme patológico, cuidado, nada impede uma competição por atenção ou por afeto, então fique ligada em respeitar a privacidade e o espaço de seu (a) filho (a);

Se logo de cara já você comentar de forma nada agradável a sua roupa, seu cabelo ou seu jeito de se expressar terá um sinal vermelho nela relação. Faça algum elogio em seu cabelo, algum detalhe em sua roupa, interaja sobre moda, tendências e cores, é claro que a cor do sinal será verde muito depressa;

Não fique se gabando o tempo todo, falando de seu patrimônio, dos seus contatos e conhecimentos, ser convencido ou ter o ego inflado não é a melhor maneira de começar um bom relacionamento;

Não seja dramática ou reclamona, não faça desta visita uma terapia mesmo quando tiver oportunidade, Dara a impressão de chata, se é assim na primeira visita como será a convivência. Tenha sempre uma pitada de leveza na vida;

Não seja negativa nem fale como louca, um bom bate papo é fundamental para que descobrir gostos e estilos em comum. A dica principal para garantir isso é desviar de pontos de choque e investir nos assuntos agradáveis para todos;

Evitar conversar sobre doenças, brigas, problemas pessoais e financeiros também garante que um clima positivo, não aborde polêmicas, tragédia;

Não especule sobre a vida financeira. “Qual é o modelo do seu carro? Como é a sua casa? O que seu pai faz?”. Não insista nas perguntas que tentam traçar o tamanho do patrimônio do pretendente. Você corre o risco de deixá-lo (a) desconfortável e ser considerada interesseira;

Não o force a provar a todo o momento que é um rapaz (moça) direito (a) e que suas intenções são as melhores possíveis (sejam lá quais forem). Saiba isso de maneira sutil e observando mais do que forçando;

Não o (a) deixe constrangido com ostentação e rigidez à etiqueta ou total informalidade, não se importando com sua visita. Seja apenas natural;

Não fique distante ou na defensiva, é preciso quebrar o gelo na comunicação não verbal também: descruze os braços, invista no contato visual, não altere demais o tom de voz;

Jamais fale de antigas namoradas, amigas coloridas que você conheceu e se mantêm este contato até hoje. Isso é um estopim para a próxima briga;

Não recorde de festas onde houve mau comportamento dele (a) e de amigos que ela já conhece;

Não empurre a louça do jantar para o casal lavar, deixe a louça para depois e vamos desfrutar deste momento;

Em hipótese nenhuma, esta terminantemente proibida de mostrar o álbum de fotos quando ele (a) era bebe, sabe aquela foto peladinho (a), isso jamais na primeira visita.
Agora que já sabemos dos pecados só nos resta crer que no fim as coisas irão dar certo agindo com naturalidade.

Pegar a nossa melhor toalha, nossas melhores louças, providenciar a melhor comida, vestir a melhor roupa, não com ostentação e sim com todo capricho existente, tudo isso para contribuir para a felicidade de nossos filhos.

Dar a eles a certeza da contribuição para seus olhos brilharem de amor, marejarem de emoção, vidrarem de paixão e navegar em lagrimas o mínimo possível, não apenas nesta dia dos namorados mas para toda a vida.

Cida Lopes  • Gestora/Produtora de Eventos – MBA em Hospitalidade
cida.aparecida.lopes@gmail.com


 

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