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A evolução da Mulher no Mercado de Trabalho



Por onde andará aquele tão mencionado e famoso “sexo frágil”?  Difícil encontrar, pois as mulheres cada vez mais rompem barreiras e buscam conquistar o seu espaço no mercado de trabalho, hoje tão competitivo.

Há bem pouco tempo, a mulher tinha que decidir entre ser mãe ou adiar esse sonho para ter uma rápida ascensão profissional. Aquela que optasse pela maternidade, teria que se contentar com cargos menores, já que havia a mentalidade de que a dedicação ao trabalho estaria comprometida. Existem, porém, gerentes e diretores que decidiram quebrar esse paradigma, hoje em algumas empresas no Brasil, as mulheres recebem respaldo de seus superiores e conseguem ser promovidas quando ainda estão grávidas, ou assim que retornam da licença-maternidade. 

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), jovens mulheres de 15 a 19 anos estão cada vez mais ativas no mercado de trabalho, com taxa de atividade de 42,5%, isto indica que elas já pensam em sua carreira profissional. Segundo dados da (RAIS) - Relação Anual de Informações Sociais as mulheres obtiveram um crescimento de 5,93% em empregos com carteira assinada. Já o Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), demonstrou que a relação dos salários entre homens e mulheres passou para 85,97%, tendo um crescimento de 4,94% para as mulheres e 4,74% para os homens. Na edição das Melhores Empresas para Você Trabalhar, 20% dos cargos de chefia das companhias relacionadas, estão nas mãos delas. Porém o crescimento econômico do país nos últimos meses mostra que ainda há desigualdade entre homens e mulheres no ambiente de trabalho, no entanto a capacidade que elas têm para alcançar a excelência nas áreas, começam a aparecer cada vez mais, é só observar nas próprias salas de aula. O aumento da participação da mulher no mercado de trabalho brasileiro já é um dado consolidado, onde as barreiras e os preconceitos com relação a elas já começaram a ser vencidos. 

Com tudo isso acontecendo, uma tendência já pode ser observada: mulheres em destaque nos cargos de liderança. Elas estão mais ambiciosas e possuem uma rede de relacionamentos muito ampla. Notamos que o perfil da mulher que exerce um cargo de liderança hoje, é bem diferente de alguns anos atrás. Percebe-se que, dentro das organizações as mulheres estão se sentindo cada vez mais à vontade para exercer a liderança ao seu próprio modo, sem a preocupação em “imitar” o comportamento masculino. 

Falando nas diferenças de ser liderado por pessoas dos dois sexos, especialistas acreditam que a mulher tem uma visão mais detalhada dos assuntos e normalmente é mais paciente, ao contrário dos homens, que veem de uma maneira mais global e racional. Com relação aos pontos fortes da liderança feminina, a mulher tende a ser mais resistente do que o homem, tanto física como psicologicamente e suporta melhor as pressões. Além disso, segundo pesquisas, as mulheres têm o poder de comunicação e intuição mais desenvolvidas que o homem. 

As grandes mudanças no mundo coorporativo brasileiro acontecem graças à atitude da mulher, apesar dos preconceitos que ainda existem, elas veem demonstrando cada vez mais ousadia para assumir cargos de liderança, seja lá qual for o ramo de atividade, como exemplo a nossa Presidente Dilma Rousseff, Maria das Graças Silva Foster, Presidente da Petrobrás e própria Luiza Trajano, do Magazine Luiza e demais líderes mundiais. Para as que desejam “chegar lá”, o ideal é investir em especializações e continuar mostrando determinação e coragem. 

As organizações começaram a compreender que a carreira e a maternidade podem caminhar juntas sem que uma seja penalizada em prol da outra. O denominado “sexo frágil” sabe como exercer suas atividades com elegância e criatividade e, se no passado era sinônimo de cuidar de casa e filhos, hoje é muito mais do que isso, significa competência, determinação, coragem e dinamismo, conquistando assim, cada vez mais o seu espaço no mercado de trabalho.

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Damares Fediuk • Graduada em Administração, Marketing e Recursos Humanos • Pós-graduada em Gestão de Pessoas • Consultora Organizacional em Gestão de Pessoas e Treinamento e Desenvolvimento • Docente do Senac Penha na Área de Gestão de Pessoas

 


 

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