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Como entender a Ciclotimia
(Distúrbio do Humor)



A Ciclotimia é um distúrbio do humor, ocorre uma instabilidade persistente, envolvendo numerosos períodos de depressão e elação (aumento de energia, levando à hiperatividade) leves. Está inserida dentro das características das doenças bipolares, por apresentar alternância e variações do humor persistentes, variando entre hipomania (bom humor persistente e elevado) e depressão.
Essa instabilidade usualmente se desenvolve no início da vida adulta e segue um curso crônico, ou seja, o indivíduo pode estar rindo agora e daqui alguns minutos chorando, embora às vezes o humor possa ser normal e estável por meses. A busca pelo tratamento pode demorar, pois a pessoa acredita que as constantes mudanças de humor fazem parte da sua forma de ser. As oscilações de humor fazem parte da vida, mas passa a ser doença, quando os sintomas persistem na maior parte do tempo e trazem prejuízo psicológico e emocional.
O diagnóstico é difícil de ser estabelecido sem um período prolongado de observação ou sem um bom relato sobre o comportamento passado do indivíduo. Como as oscilações de humor são relativamente leves e os períodos de elevação do humor podem ser agradáveis, a ciclotimia pode fugir à atenção dos profissionais, pois muitas vezes, alguns comportamentos podem ser vistos como próprios da personalidade e não como sintomas que merecem tratamento.
Apesar de geralmente não privar o indivíduo de suas funções e obrigações diárias, impede de aproveitar a vida na sua totalidade. A doença também pode se estender por um período longo e frequentemente a pessoa distímica vai apresentar desânimo, irritabilidade, capacidade produtiva reduzida, dificuldades em manter relacionamentos pessoais, baixa confiança, alteração do apetite e do sono, isolamento, rejeição social e perda de prazer sexual.
A Ciclotimia é mais comum nos homens do que nas mulheres. A causa exata da doença é desconhecida até o momento, no entanto, a condição surge devido à combinação de vários fatores tais como: genéticos (histórico familiar de depressão e transtornos de humor), dependência de álcool e droga, ambiente (má convivência familiar) e, processos bioquímicos no corpo como alterações na química cerebral.
O tratamento engloba psicoterapia e medicação. A psicoterapia vai auxiliar o paciente a entender e lidar melhor com a doença, explorando o que desencadeia os episódios eufóricos e depressivos. Proporciona informações sobre o curso da doença e o controle sobre o nível de ansiedade e tensão que irão interferir nas alterações do humor. A medicação vai interferir no controle e prevenção de episódios de hipomania e depressão.

Renaura  Silva Francisconi Pardal • CRP 35469-7 •  Psicóloga Clínica e Psicopedagoga •  Consultório: Rua Jorge Augusto,656 sala 19 •  renaura.f@hotmail.com • cel:99299-0932

 

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