FOTOS

Por que o bocejo é “contagioso”?



Quando vemos uma pessoa bocejando, o resultado é praticamente certo: já começamos a abrir a boca para fazer o mesmo. Mas por que ao ver alguém bocejar acabamos repetindo o ato? Segundo o fisiologista Raúl Santo de Oliveira, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), há muitas teorias sobre o motivo de bocejamos e sobre o porquê de ele ser “contagioso”. Uma das mais aceitas indica que o bocejo é uma ação que o corpo faz para despertar, entrar em alerta. De acordo com Oliveira, a ação faz com que captemos mais oxigênio, o que aumenta a frequência cardíaca.
O pesquisador explica que uma das teorias, bem aceita, diz que a culpa pelo contágio do bocejo é dos neurônios-espelho. Essas células gravam a forma como nos comportamos em determinadas situação e irão basear nossas ações futuras nos comportamentos passados – quando choramos, por exemplo, essas células entram em ação para determinar como iremos chorar novamente. Ao vermos alguém bocejando, os neurônios-espelho desencadeiam um ato-reflexo, que não controlamos, e dão início ao bocejo. Até podemos tentar pará-lo, mas ele vai começas sem que queiramos.
O que acontece é que quando bocejamos por “reflexo”, em geral estamos em uma situação parecida com a primeira pessoa que bocejou. Um grupo de pessoas que está vendo um filme, por exemplo. Se elas estão relaxadas – em um filme chato, por exemplo -, quando a primeira pessoa boceja, o cérebro de uma pessoa próxima pode notar que ela precisa ficar mais alerta e também aciona o bocejo.
Por que sonhamos e temos pesadelo?
Mensagem divina? Premonição? A ciência prefere ver os sonhos como uma fase do sono na qual as informações da memória captadas durante o dia são fixadas na memória cerebral permanente. “É como se passássemos os arquivos da memória RAM do computador para o disco rígido”, diz o professor de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Rafael Raffaelli.
Além de ser indispensável para nosso equilíbrio orgânico, ele conta que o sonho é um fenômeno psíquico bastante revelador do que somos. “No período moderno, o maior decifrador dos sonhos foi Freud. Para ele, os sonhos são realizações de desejos. Sonhamos com aquilo que desejamos enquanto estamos acordados”, diz o professor.
Crianças, por exemplo, mostram isso de forma mais evidente porque sonham sobre coisas mais imediatas: se lhes for recusado um doce, vão sonhar com comida. No caso dos adultos, desejos reprimidos também aparecem. “E como esses desejos são em geral ligados à sexualidade ou à agressividade, os sonhos dos adultos tornam-se, na maior parte das vezes, ininteligíveis ou mesmo absurdos”, explica. Para Sigmund Freud, os pesadelos ocorrem quando tomamos contato com nossos desejos proibidos latentes, que surgem como algo ameaçador, aumentando a tensão psíquica e nos fazendo acordar.
Quanto tempo dura um sonho?
Os sonhos podem durar alguns segundos, como também mais de uma hora. O sonho comum dura de 10 a 40 minutos. Eles acontecem dentro de um período denominado REM (movimentos rápidos dos olhos, em português). O primeiro REM, durante a noite, dura mais ou menos 5 minutos, e o último pode durar até uma hora. Dentro desse movimento podem ocorrer vários sonhos.
Os sonhos sempre vão estar relacionados com o que sentimentos como, por exemplo, medo, preocupação e coisas que irão acontecer. Eles acontecem dentro do tempo que imaginamos que está ocorrendo certa situação.
Para que o sonho seja lembrado, a pessoa tem que acordar logo que ele acontece, caso isso não ocorra, a pessoa diz que não sonhou, o que não é verdade, já que sempre sonhamos na fase profunda do sono.


fonte: portal Terra

 

Voltar