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Check-up da pele



Defendo a teoria de que o minucioso da pele deveria fazer parte do check-up anual como recomenda a medicina preventiva. A prevenção do câncer de pele é tão importante quanto a do coração ou do diabete.
O câncer de pele, tanto o melanoma quanto o não melanoma, corresponde a 25% de todos os tumores malignos no Brasil.
Se detectado em estado inicial tem excelentes chances de cura.
• O câncer é o crescimento anormal e descontrolado das células.
• As causas são a exposição excessiva à radiação solar sem o uso de proteção.
• Costuma aparecer a partir do 40 anos em áreas como face, lábios, orelhas, braços, couro cabeludo ou careca, mãos e pernas.
• É mais comum em pessoas de pele, cabelos e olhos claros.
Os tipos mais comuns:
Não-melanoma
Carcinoma basocelular. É o mais frequente, constituindo 70% dos casos. Em geral surge como uma lesão elevada, meio dura e avermelhada na pele. Cresce e se torna uma ferida que não cicatriza. Não cria metástase, ou seja, não atinge outros órgãos, mas pode destruir os tecidos a sua volta, até cartilagem e osso.
Carcinoma espinocelular. É o segundo mais frequente. Surge na forma de uma aspereza que se transforma em ferida, sangra e não cicatriza. Pode disseminar-se por intermédio dos gânglios e atingir outros órgãos. Pode ser fatal se atingir órgãos como o pulmão e o fígado.
Melanoma
É o tipo, menos comum e mais perigoso, responde por cerca de 80% das mortes, pois produz metástase rapidamente. Em geral inicia-se como uma pinta escura. Se não for diagnosticado logo e tratado, pode ser fatal.
Notando alguma pinta escura, estranha, diferente, com bordas indefinidas e que aumenta rapidamente, procure imediatamente o médico dermatologista
Trágica cronologia
1920 → 1 caso de melanoma para 50.000 pessoas
1940 → 1 caso de melanoma para 5.000 pessoas
2013 → 1 caso de melanoma para 500 pessoas.
BOA NOTÍCIA
Dois novos medicamentos foram apresentados durante o 47º Congresso Anual da Sociedade Norte-Americana de Oncologia Clínica, realizado em junho de 2012, em Chicago, nos Estados Unidos:
Ipilimumab. Estimula as defesas orgânicas do doente no combate as células cancerosas. Seu uso clínico foi aprovado pela FDA (Food and Drug Administration). É possível que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), do Ministério da Saúde, aprove em breve seu uso clínico no Brasil.
Vemurafenib. Neutraliza a ação de uma proteína envolvida na proliferação das células cancerosas. Sua ação foi comparada, em uma pesquisa com 600 portadores de melanoma metastático em estágio avançado, em 104 centros médicos de 12 países, com a da quimioterapia com dacarbazina tradicional. O resultado apontou para uma diminuição no tamanho do tumor e aumento da sobrevida dos doentes.
Próximo passo → Estudar os resultados da administração conjunta dos dois medicamentos
Novas pesquisas
Duas pesquisas feitas nos Estados Unidos e na Alemanha descobriram duas mutações na chamada “matéria escura”, os 99% do DNA considerados até pouco tempo como lixo genético, que podem aumentar a produção da enzima que controla o crescimento de células, que, descontrolado, provoca câncer, como o melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele. O Dr. Levy Garraway, um dos autores de um estudo acredita que “para entender o câncer, a ciência terá que dar mais atenção à matéria escura do DNA”. Cientistas norte-americanos e alemães apontam os raios ultravioletas como os principais responsáveis por essas mutações. Os estudos ainda não trazem formas de tratamento, mas apontam um novo caminho para a descoberta do tratamento para o câncer. (extraído do globo.com)
PREVENIR PARA NÃO REMEDIAR
→ O protetor solar é IMPRESCINDÍVEL
• Escolha entre os que contam com proteção contra os raios UVA e UVB
• Quanto mais branca a pele, maior deve ser o fator de proteção.
• O protetor deve ser aplicado na pele meia hora antes de se expor ao sol e repassado de duas em duas horas.
• Evitar o sol entre das 10h e as 16h.
• Use chapéu e óculos escuros
• Existem camisas e camisetas fabricadas com tecidos que contém proteção solar
Fotoprotetores orais devem ser indicados somente pelo médico dermatologista
Estudos recentes...
• Constataram que vidros de carros verdes, azuis ou com mais de 6 milímetros de espessura protegem das radiações ultravioleta do sol.
• Pesquisa realizada pela médica dermatologista Ida Duarte, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, demonstrou que as luzes internas das casas, dos ambientes de trabalho e dos computadores não provocam câncer de pele.
MULHER MALHADA
Não estou falando da sarada de academia, mas daquela que está toda manchada do sol do último e de todos os verões da vida.
Estou falando daquela que tem manchas no rosto, no colo, nas mãos, nas costas, nos braços... Manchas escuras ou brancas, de tamanhos variados, desde as mais miudinhas, que podem ser uma espécie de micose de praia, aos temíveis panos, isso para não falar das que podem vir a se transformar em câncer de pele.
VAMOS CUIDAR?
Você se cuida, passa todos os cremes e ácidos que o médico dermatologista recomenda, faz peeling regularmente, alguns procedimentos e consegue roubar uns bons anos do seu rosto: ninguém acredita quando você conta a sua idade.
Mas a bandeira está lá, logo abaixo, no colo.
Colo é aquela região do corpo entre o pescoço e os seios, quase sempre à mostra nos decotes, no desabotoado das camisas, dos tomara-que-caia
A pele dessa parte do corpo é extremamente sensível a agentes externos e internos. As sardas que um dia foram charmosas se transformam em manchas e as rugas aparecem. Infelizmente.
Sol + poluição + cigarro + vento + a passagem do tempo = a partir dos 35 anos o colo começa a dar sinais de envelhecimento.
O que fazer? Usar, todos os dias, o mesmo hidratante com fator de proteção solar do rosto no pescoço e no colo; e na praia aplicar e reaplicar, sempre que entrar na água, protetor solar com alta proteção.
Como tratar? Os tratamentos devem ser recomendados pelo médico dermatologista e os procedimentos feitos em consultório.
→ As manchas escuras e as brancas podem ser removidas com laser
→ A estimulação do colágeno por radio frequência ajuda a dar nova vida a pele
→ É possível preencher as rugas com ácido hialuronico
Os resultados? Aparecem rapidamente e são duradouros.
ESTÁ EM SUAS MÃOS
Elas tomam sol direta e indiretamente, através do vidro do carro, caminhando na rua, no jardim lendo ou trabalhando iluminadas pela luz do computador, lavando a louça ou, simplesmente, lavando as mãos sem aplicar creme hidratante com FPS em seguida.
Bandeira 2 → O tempo é cruel com as mãos. Elas perdem o volume, veias e tendões ficam realçados, podem surgir as manchas de sol ou senis.
O que fazer? Antes de mais nada, aplicar constantemente creme hidratante para mãos com fator de proteção solar, e nunca sair de casa sem ele.
Como tratar? Os tratamentos devem ser recomendados pelo médico dermatologista e os procedimentos feitos em consultório.
→ Repor o volume perdido, aplicando acido hialuronico embaixo dos tendões e vasos. O procedimento é feito com anestesia local e é indolor. O resultado é imediado
→ Remover as manchas com laser ou luz pulsada. São necessárias de 1 a 4 sessões com intervalos de 30 dias. O procedimento é indolor. Os resultados vão surgindo com as aplicações.
→ Outra opção é o peeling químico, de cristal ou diamante, que ajuda a eliminar as manchas da pele e estimula a renovação das células e a produção de colágeno e elastina. O peeling de Krulig é o mais adequado para eliminar as manchas das mãos.
Do que ele é capaz?
• De clarear a pele manchada em uma semana;
• Bloquear a produção da melanina responsável pelo escurecimento da pele;
E o que mais?
• Pode ser feito em qualquer época do ano;
• Permite exposição ao sol, desde que com protetor solar;
• É compatível com todo tipo de pele;
• Provoca uma descamação suave e imperceptível e uma leve vermelhidão nos primeiros dias;

Pode parecer excesso de vaidade, mas seria perfeito se você pudesse usar luvas para dirigir... Evita manchas futuras


Dra. Patrícia Rittes - Dermatologista - Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e Pós-graduação Dermatológia  - Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo


 

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