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Gazeta Penhense 
por Arilton Batista
Tradicional e eficaz, jornal Gazeta Penhense comemora 50 anos em abril




Fundado em 1963 por Francisco Cantero, o jornal Gazeta Penhense, hoje dirigido por Eugênio Cantero Sanchez, 65, faz aniversário em abril, e se destaca pela prestação de serviços ao bairro da Penha e imediações. Pegar aos sábados pela manhã um exemplar fresquinho do mais tradicional jornal da região é hábito antigo dos moradores. E manter a população bem informada, com notícias produzidas com isenção, que aproximam o leitor dos acontecimentos do bairro, é função do semanário, que tem uma tiragem de 45 mil exemplares e é distribuído gratuitamente.
O nascimento do periódico veio através de um grupo de penhenses que na época buscava a criação do Clube dos Lojistas, a fim de valorizar o comércio local. Vinculado ao projeto do tal clube foi idealizado também um jornal, para que a ideia nascesse ainda mais forte. Francisco Cantero, na ocasião chefe gráfico do jornal Última Hora - cuja gráfica produzia também veículos de comunicação de bairro -, foi procurado pelo grupo de lojistas. Como o Última Hora estava para encerrar as atividades, Francisco fundou a gráfica Impressão Paulista, assumiu a produção dos jornais antes feitos pelo Última Hora e também deu início ao Gazeta Penhense. “Quando o jornal chegou na edição de número 13 eu comecei a me interessar. Tinha 15 anos na época. Eu trabalhava na gráfica com meu pai. Era ajudante de revisor. Já levava um jeitinho para escrever e comecei a fazer o jornal também”, conta Eugênio Sanchez, diretor da publicação.
Eugênio atuou entre a redação e o departamento comercial, de publicidade, durante anos, sob a supervisão de seu pai naquela época e em sociedade com outros profissionais do setor publicitário. Entre 1978 e 1981 dividiu o comando do jornal com o advogado João Parada Neto. “A partir de 1981 eu fiquei com o jornal sozinho. O João, que era sócio, vendeu a parte dele e eu coloquei minha esposa no lugar. De lá para cá a família vem tocando. Hoje meus filhos Marcelo, 42, e Márcio, 37, que me ajudam com todas as atividades”, conta Eugênio.
O jornal, desde a sua criação, sempre visou a valorização do bairro, do campo comercial ao cultural. Em parceria com outras entidades e através de uma coluna chamada Estudantes em Marcha, o Gazeta Penhense participou ativamente da campanha para a criação de uma biblioteca no bairro, que aconteceu em 1970 no prédio que abriga também a Casa de Cultura e o Teatro Martins Penna, no Largo do Rosário. Foram coletadas para concretizar a construção do espaço cerca de 50 mil assinaturas. “Uma das mais importantes [campanhas] foi para conseguir uma biblioteca para a Penha. Os estudantes da região na época tinham que usar as bibliotecas do Centro e, posteriormente, do Tatuapé. Nós tínhamos uma coluna que se chamava Estudantes em Marcha, e isso ajudou bastante”, explica Sanchez.
Importantes figuras políticas, celebridades e esportistas participaram das edições do jornal Gazeta Penhense. Os políticos Fernando Collor, Eduardo Suplicy, Marta Suplicy e Geraldo Alckmin, e os jogadores de futebol Dinei, Ataliba e Wladimir são alguns dos que foram destaques nas páginas do semanal, que, segundo o diretor Eugênio Cantero, nunca levantou nenhum tipo de bandeira partidária. “O jornal nasceu para o desenvolvimento social e comercial do bairro. A ideia sempre foi não ter cor política. E dar guarida a todas as linhas ideológicas, seja de direita ou de esquerda”, conta Cantero, que complementa: “Todo mundo sabe que somos isentos, imparciais nessas questões. E isso é muito importante, porque a gente é respeitado e mantém nossas portas abertas”.
Completando o 50º ano de serviços prestados à Penha, o jornal Gazeta Penhense busca manter a linha editorial focada na imparcialidade e na prestação de serviços, proporcionando o desenvolvimento comercial, cultural e social ao bairro e suas ramificações. “Nesses 50 anos a gente acredita que acrescentou muita coisa para a região. Mas quem mais aprendeu com tudo fui eu”, conta Eugênio. “Para alguns leitores o sábado não é sábado se não tiver o Gazeta Penhense. Ele [leitor] viu o avô e o pai trazendo o jornal para casa. E hoje quem faz isso é ele”, finaliza. O jornal circula aos sábados nos seguintes bairros: Tatuapé, Penha, Vila Matilde, Cangaíba, Engenheiro Goulart, Ermelino Matarazzo, Artur Alvim, Vila Esperança, Vila Granada, Vila Ré, Vila Marieta, Engenheiro Trindade, Vila Buenos Aires, Jd. Popular e Jd. Nordeste.



 

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