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Avanços e conquistas das mulheres modernas 



O movimento das mulheres pela igualdade tem obtido, ao longo da história, avanços graduais e constantes principalmente no trabalho.

Para entendermos o porquê a escolha da data do “Dia Internacional da Mulher”, precisamos saber dos fatos que edificaram esta data:

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. 

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Objetivo da Data 

Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar, mas também discutir o papel da mulher na sociedade, o esforço é para tentar diminuir com o preconceito e a desvalorização no mercado de trabalho e a violência com a mulher em todos os segmentos, muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado na história.

Em todos os países e tempos, as leis, preconceitos e costumes tendentes a restringir o papel da mulher em cargos de tomadas de decisões, a limitar a sua instrução, a entravar o desenvolvimento das suas aptidões naturais, a subordinar sua individualidade ao juízo de uma personalidade alheia, foram baseados em teorias falsas, produzindo, na vida moderna, intenso desequilíbrio social; a autonomia constitui o direito fundamental de todo individuo adulto; a recusa desse direito à mulher é uma injustiça social, legal e econômica que repercute desfavoravelmente na vida da coletividade, retardando o progresso e desenvolvimento.

As mulheres, assim como os homens, nascem membros livres e independentes da espécie humana, dotados de faculdades equivalentes e igualmente chamados a exercer os seus direitos e deveres individuais e profissionais, os sexos são interdependentes e devem um ao outro, a sua cooperação. 

A supressão dos direitos devidos acarretará, inevitavelmente, prejuízos pra o outro, e, conseqüentemente para a Nação. 

Quando começa o século XIX às mulheres cabiam basicamente, as atribuições de afazeres domésticos, trabalharem na lavoura e a maternidade, em sua grande maioria, viviam enclausuradas em antigos preconceitos e imersas numa rígida indigência cultural. Urgia levantar a primeira bandeira, que não podia ser outra senão o direito básico de aprender a ler e a escrever (então reservado ao sexo masculino).

A primeira legislação autorizando a abertura de escolas públicas femininas data de 1827, e até então as opções eram uns poucos conventos, que guardavam as meninas para o casamento, com ensino individualizado, todos se ocupando apenas com as prendas domésticas. 

E foram aquelas primeiras (e poucas) mulheres que tiveram uma educação diferenciada, que tomaram para si a tarefa de estender as benesses do conhecimento às demais companheiras, e abriram escolas, publicaram livros, enfrentaram a opinião corrente que dizia que mulher não necessitava saber ler nem escrever.

 Mulheres importantes para a História

Cleópatra, Joana D’arc, Rainha Vitória, Chiquinha Gonzaga, Princesa Isabel, Madre Teresa de Calcutá, Maria Esther Bueno, Indira Gandhi, Margaret Tatcher, Zélia Cardoso de Mello, Roseana Sarney, Dilma Rousseff (em 2010 venceu as eleições presidenciais tornando-se a primeira mulher presidente da República no Brasil), entre muitas.

Principais conquistas das mulheres na política brasileira exercendo sua  cidadania

1879: As mulheres têm autorização do governo para estudar em instituições de ensino superior, inclusive Medicina; mas as que seguiam este caminho eram criticadas pela sociedade.

1932: Getúlio Vargas, no início da Era Vargas, promulga o novo Código Eleitoral, garantindo finalmente o direito de voto e candidaturas às mulheres brasileiras.

1945: O Estado Novo criou o Decreto 3199 que proibia às mulheres a prática dos esportes que considerava incompatíveis com as condições femininas tais como: “luta de qualquer natureza, futebol de salão, futebol de praia, pólo, pólo aquático, halterofilismo e beisebol”. Em 1948 com a presença feminina, a delegação brasileira olímpica segue para Londres com 11 mulheres e 68 homens.

1985: Surge a primeira Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher – DEAM (SP) 

1996: O Congresso Nacional inclui o sistema de cotas, na Legislação Eleitoral, obrigando os partidos a inscreverem, no mínimo, 20% de mulheres nas chapas proporcionais.

O que tem impedido que essa igualdade aconteça na prática é principalmente a barreira cultural o que impede a ascensão feminina de cargos de alto escalão nas empresas e no governo, especialmente em áreas não relacionadas à saúde, educação ou assistência social, campos tradicionalmente reservados às mulheres.

Recentemente, em 2006, a  Lei Maria da Penha definiu um novo marco na proteção dos direitos das mulheres.

A Lei Maria da Penha 

A Lei 11.340, de 7 de agosto de 2006, conhecida como Lei Maria da Penha, é responsável por mudanças importantes relacionadas aos direitos da mulher, como o aumento no rigor das punições às agressões contra a mulher no âmbito doméstico, familiar e ate trabalhista. 

O nome é uma homenagem a Maria da Penha Maia Fernandes. Ela foi agredida pelo marido durante seis anos que tentou assassiná-la. O marido de Maria da Penha só foi punido depois de 19 anos de julgamento

Esses agressores também não podem mais ser punidos com penas alternativas, e o tempo máximo de detenção passou de um para três anos. Além disso, a lei prevê medidas como a saída do agressor do domicílio e a proibição de sua aproximação da mulher agredida e dos filhos.

Igualdade entre homens e mulheres: avanços e desafios

No Brasil, existem grandes obstáculos: o abismo salarial entre os dois sexos, os poucos cargos políticos ocupados por mulheres e a desigualdade no acesso ainda à educação. 

No mercado de trabalho, o que se observou, a partir dos anos de 1990, foi o crescimento do desemprego, a expansão do assalariamento sem carteira e dos trabalhadores autônomos e a redução dos rendimentos.

O resultado sobre as famílias foi a diminuição da qualidade de vida dos indivíduos e o aumento do desemprego do chefe do domicílio, obrigando os demais membros da família a buscar um posto de trabalho para aumentar a renda familiar.

Além disso, o crescimento de famílias com chefia feminina que hoje é bem grande, também impeliram a mulher para o mercado de trabalho.

Desigualdades nos mercados de trabalho metropolitanos

Dificuldades de inserção – As dificuldades para obtenção de emprego, porém, são maiores para as mulheres do que para os homens, tanto que suas taxas de desemprego são sistematicamente superiores às masculinas. 

O trabalho feminino encontra-se, em maior proporção, em postos de trabalho vulneráveis, representados pelo assalariamento sem carteira assinada, trabalho doméstico, autônomos que trabalham para o público e trabalhadores familiares e ainda com a necessidade de conciliar trabalho e cuidados com filhos e casa.

A desigualdade na remuneração entre os sexos – Os rendimentos da mulher no mercado de trabalho são sempre inferiores aos dos homens, mesmo quando exercem a mesma função e têm a mesma forma de inserção. Nem mesmo a maior escolaridade média feminina elimina essa diferenciação, indicando clara discriminação em relação ao seu trabalho. 

Isso significa que, apesar de o nível de instrução ser um fator fundamental de diferenciação salarial, a escolaridade da mulher geralmente não garante um salário melhor.

Hoje em alguns setores (Engenharia, Direito, Policiais, etc.), esta em crescente as opções pelas mulheres pela sua sensibilidade, são muito mais sensíveis aos problemas sociais, são mais duras de serem corrompidas, têm mais pudor em corromper, administram com equidade e equilíbrio, empresas administradas por mulheres, são em geral bem sucedidas

Parabéns às nossas mulheres pela conquista que fizeram, pelos degraus que foram galgados em muitos anos de lutas. 

Todas as conquistas adquiridas pelas mulheres impõem-lhes conseqüências, elas estão muito mais competentes, seletivas, desenvolvidas e exigentes, adquiriram direitos praticamente iguais aos dos homens, porém, tem sempre que manter a prova sua capacidade. 

A sensualidade, a feminilidade, a sensibilidade, foram sentidos colocados na mulher, por Deus, mas muitas delas abriram mão desses atributos, pois gira hoje muito em torno da praticidade, da rapidez, da visão ampla necessária em todos os ângulos do seu mundo. 

Sinceros parabéns principalmente àquelas que: endureceram, mas não perderam a ternura.


 

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