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POETA, POEMA, POESIA.

O mundo cada dia, mais estreito,
A dor da agonia no meu peito,
Só você pode curar... ou dar um jeito;
O dia não tem mais a importância,
Já não mede o tempo, ou distância,
Já perdeu a união, as alianças;

Não existe mais a tal dor do parto,
Marcam o dia prá ser feito o buraco,
Até banana, hoje, corre do macaco.
De repente... chegou a televisão, esta biscate,
Foi prá balada... voltou grávida...fez a arte,
Deu à luz a um computador, que disparate!
Mãe e filho, não contentes com tanta desgraça,
Fizeram o incesto numa noite de cachaça,
Foi assim que veio ao mundo a internet, filha da trapaça.
Não sou descrente, mas o mundo está perdido,
Por mais que eu tente, sempre acabo ferido,
Onde é que estão meus irmãos desaparecidos?


 

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