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Jogos e Brincadeiras Sexuais na Infância



As primeiras descobertas sexuais da criança realizam-se, geralmente, em íntima associação com o sentimento de culpa. Tanto a criança que apresenta uma grande dependência da mãe quanto a que tenta romper com a figura materna atravessa a fase de descoberta do sexo com muita angústia.

As crianças têm uma energia para ser gasta – que Freud chamou de libido – e que não é, obrigatoriamente, apenas sexual. A libido infantil não tem, na verdade, nenhum vínculo com a relação sexual do adulto, mas sim com uma forma de energia psíquica que está a serviço da busca da satisfação. Nessa procura, a criança descobre que as sensações prazerosas, apesar de difundidas por todo o corpo, tendem a se concentrar em áreas específicas, dependendo da idade.

Num estágio inicial, que vai até o primeiro ano de vida, essas áreas – denominadas erógenas – são a boca e suas proximidades. O bebê, durante esse período, leva à boca todo objeto que encontra.

Na fase seguinte, entre o primeiro e o terceiro ano de vida, a região anal se coloca como zona erógena privilegiada. A sensação de alívio proporcionada pela evacuação e micção, e também pela curiosidade da criança em relação a seus detritos (urina e fezes), levam-na à manipulação de seus órgãos e a uma conseqüente satisfação.

Na terceira fase, a área erógena passa a localizar-se nos órgãos genitais, que permanecem como zona de grande sensibilidade pelo resto da vida.

 

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