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Depressão:
a doença da tristeza



A depressão é muito, muito mais profunda e resistente do que a tristeza. Alguns dos seus sintomas, que podem vir todos juntos, são: melancolia, desânimo, falta de concentração, desinteresse pela vida, sentimento de culpa, autoestima e autoconfiança reduzidas, fadiga, sono excessivo, perda da libido, sensação de inutilidade, insônia, ideação suicida e prejuízo funcional significativo (faltar ao trabalho com frequência e falta de empenho nas atividades escolares).

A depressão difere do sentimento de tristeza que afeta as pessoas com frequência. Depressão grave é a dor que fica mesmo quando o problema vai embora. É a melancolia profunda que não vai embora nem com situações prazerosas.

Depressão severa é uma doença, um desarranjo na química cerebral que precisa e, felizmente, pode ser tratado com medicação e psicoterapia. Pode estar ligada a uma situação estressante como perdas, traumas ou luto e, para afirmarmos que uma pessoa está deprimida temos que afirmar que ela se sente triste a maior parte do dia, quase todos os dias.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, tornou-se um mal mais comum entre as mulheres, superando o câncer de mama e doenças cardíacas. No ano de 2020 será a segunda moléstia que mais roubará anos da vida útil da população em geral. As mulheres costumam ser consideradas mais suscetíveis às alterações emocionais que os homens, o que justifica a incidência maior entre as mulheres. Porém, por ser muitas vezes confundida com um traço de fraqueza de caráter pela sociedade, ela, tende muitas vezes, a ser negada pelos homens. De qualquer modo, o número de homens vítimas da depressão também é muito alto.

A depressão atinge quase 20% da população mundial, o que equivale a 1,4 bilhão de pessoas, das quais, 38,8 milhões no Brasil. Filhos de pai e mãe depressivos têm 35% de probabilidade de ter a doença. Cerca de 1% das mulheres depressivas e 7% dos homens nas mesmas condições cometem suicídio, numa frequência vinte vezes maior do que a registrada na população em geral. Na depressão, é incorreto definir o progresso de um paciente apenas com base em dados estatísticos. Uma melhora de 20% ou 25% pode significar o fim de um comportamento suicida.

A busca por um diagnóstico preciso é fundamental para um tratamento adequado. A medicação contra a depressão age de forma a aumentar a oferta de determinados neurotransmissores entre os neurônios (células nervosas), restabelecendo assim a química cerebral e a psicoterapia comportamental cognitiva (TCC), modifica os padrões de comportamento comuns entre os depressivos. O método utiliza dados da realidade e exercícios para alterar os comandos cerebrais que acionam os pensamentos distorcidos.
Buscar tratamento é muito importante e necessário.


 

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