FOTOS

Brincadeira ≠ Bullying

Nos últimos tempos esta palavra está sendo veiculada em vários tipos de mídias, campanhas publicitárias em muitos países, estão sendo feitas depois de uma série de acontecimentos que vem ocorrendo em escala mundial.

A palavra Bullying vem do termo norte americano Bully que significa Valentão. Trazendo ela para o nosso vocabulário vamos traduzir como um conjunto de violência física ou psicológica de um grupo sobre uma pessoa, uma pessoa sobre um grupo, de grupos sobre grupos ou de pessoa sobre pessoa.

Na maioria das vezes esse é um assédio escolar, onde ocorre fora da visão dos adultos.

Mas temos que tomar cuidado na hora de classificar esses atos, vamos colocar que Bullying é uma “brincadeira” que ultrapassou os limites, e acontece corriqueiramente na vida de uma determinada pessoa, ou grupo. Não podemos julgar que todos os acontecimentos ou fatos que acontecem é Bullying, é quase instinto de uma pessoa rir de uma pessoa caindo ou escorregando, naquele momento as pessoas dão risada, fazem brincadeiras, mas passa. Ou você está usando alguma coisa diferente ou inusitada, e leva um colega seu a fazer alguma brincadeira, arrasta o assunto por alguns dias e também passa. A escola é um local que reflete (dentro das proporções) o que acontece na sociedade, não podemos criar uma geração “dodói” onde uma pessoa chama outro de feio, bobo, ou riu de seu estilo musical, já é Bullying. Tudo que acontece com um menor, ele deve levar aos seus responsáveis, ou alguém de sua confiança, mas cabe a nós adultos também ensinar nossos filhos sair dessas situações, primeiro passo, pedindo para essa pessoa ou grupo parar com essas brincadeiras, colocar seus sentimentos perante essa situação, e quanto você está ficando chateado com tudo aquilo. Passo dois, tentar cortar as relações de amizades. Se mesmo assim essas agressões continuarem, fica caracterizado o Bullying, aí você me pergunta, por que esperar tanto tempo, se meu responsável indo até a escola resolve tudo? Respondo-lhe da seguinte maneira, é importante passarmos por situações de dificuldades em determinados momentos, e tentarmos resolver com nossos próprios argumentos. Agora pensem pais, se você proibiu que seu filho saísse para jogar bola com medo que ele se machuque, ou que ele saísse com determinada roupa para não sujar, lembre-se que é nas dificuldades que nossos filhos crescem. O cuidado, o zelo, a proteção tem que existir sempre, mas em momentos difíceis também construímos o caráter de nossos jovens.

Quero deixar bem claro nesse artigo, é que o Bullying não é o mau da humanidade, ele sempre existiu, mas com os casos do massacre na escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio onde colegas de classe afirmaram que o atirador Wellington Menezes de Oliveira ex-aluno da escola era vítima de Bullying e que um dia ele chegou a fazer a macabra previsão de que um dia ele “mataria muita gente”.

Ou a história do estudante australiano Casey Heynes de 14 anos, que sofria perseguições diariamente sem motivo algum pelo simples motivo de ser gordo. Um dia Heynes contra-ataca seu algoz, Richard Gale, de 13 anos. O revide foi de tal ordem que poderia ter quebrado o pescoço de Gale. Eles ganharam repercussão internacional. Mas lembre-se nem tudo é Bullying. A brincadeira, o sarro sempre existiu, e nunca vai parar, se você sofre esse tipo de brincadeira, tente reverter à situação, seguindo as dicas desse artigo, caso não conseguir resultados, fale com seus responsáveis ou um adulto confiável, caso você é uma das pessoas que faz esse tipo de brincadeira, repense sua filosofia e a maneira de tratar seus amigos, nem sempre você pode estar agradando, e nunca se esqueça, é bem provável que um dia você possa estar pedindo emprego para uma dessas pessoas que você tanto persegue.


 

Voltar