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Volta às aulas



As férias foram ótimas, o ânimo renovado e agora um grande desafio: o retorno à escola.
De um modo geral, esta situação é bem simples, mas do ponto de vista educacional é um momento primordial para o desenvolvimento escolar e não somente para os alunos, mas também para as famílias e para os professores.
Estes são imbuídos do desejo de iniciar o ano letivo, com várias ideias e ansiosos por conhecer cada aluno, que por um pequeno período será chamado de meu, “meu aluno”.
Os educadores são profissionais ímpares no que diz respeito ao recomeçar, pois estão sempre em busca de uma ação inovadora e mais significativa para o aluno, o que torna a profissão docente algo tão encantador.
Os alunos então são uma verdadeira mistura de emoções: As crianças pequenas enfrentarão o distanciamento dos pais; as maiores, o aumento de dificuldade do nível de aprendizagem, os adolescentes, a separação do amigo que foi para a outra sala, o enfrentamento de permanecer com outro, o estudo de conteúdos que parecem incompreensíveis e o desafio de superar conflitos sociais.
Para os jovens o peso de iniciar um ano pode ser mensurado de acordo com a responsabilidade: ser aprovado no vestibular, sair de uma escola após 12 anos estudando, dedicar-se nas disciplinas da graduação, elaborar um trabalho de conclusão de curso ou até mesmo defender um mestrado ou um doutorado.
É isso mesmo, à volta às aulas não tem idade, mas para todas elas existem as famílias extremamente necessárias neste processo.
A família de fato é a base da formação do sujeito, da moral, do caráter e dos valores. É através dela que o aluno busca soluções para seus desafios.
Na infância, a criança tem na família a referência de construção de vínculos e quando ela se depara com um local com uma estrutura diferente de sua casa, com adultos e outras crianças desconhecidos, ela entra em um conflito emocional o qual – muitas vezes é o primeiro em sua vida - e aí surge o choro e a negação de permanecer na escola.
Neste momento os pais possuem uma ação primordial: acolher o filho e incentivá-lo a enfrentar tal conflito.
Já em outra fase, onde o grau de dificuldade teórico aumenta, chegam às expectativas dos relacionamentos sociais, ou seja, o valor que o grupo de amigos tem é algo que domina a emoção da criança e do pré-adolescente no seu processo de aprendizagem ou mesmo de adaptação no início das aulas. E o desafio dos pais é orientar sem se afastar, permitir sem ser permissivo, cobrar resultados com coerência, conversar sem brigar e incentivar sem abandonar... Um desafio enorme!
Após este período, ao contrário do que pensam, a graduação é mais uma etapa em que as famílias são imprescindíveis, principalmente ao que tange ao estímulo, responsabilidade e autonomia, tornar-se adulto é tão difícil quanto ir à escola pela primeira vez. Os pais precisam promover o diálogo constante e a escuta atenta, afinal, as ideias já são mais elaboradas e articuladas.
Mas para que tudo isso seja efetivado, a família tem mais uma tarefa: Confiar na escola.
Esta parceria é essencial para que todas as ações sirvam de exemplos para que estes alunos que crescem de mãos dadas com a família e com a escola possam consolidar seus conhecimentos.
Por fim, não existe uma fórmula mágica para cuidar e educar, mas sabemos que carinho, respeito e confiança fazem parte de um só sentimento: o amor.
E educar e amar abrem caminhos para a longa estrada do desenvolvimento humano, o qual atrelado à parceria e segurança na escola, resultará em grandes sucessos e conquistas.
Então, agora é só organizar os lápis, os cadernos, os livros e bons estudos!

 


 

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