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Afrodisíacos: a magia erótica



Desde a Antiguidade, o homem encara os afrodisíacos como um elemento valioso para resolver seus problemas sexuais. Plantas, raízes, substâncias químicas, tudo foi experimentado para aumentar o desejo e a potência. O mais importante dos afrodisíacos, porém, não se encontra em farmácia. E se chama mulher. Isso porque, quando se fala no uso dessas substâncias que supostamente estimulam o comportamento sexual, estamos sempre falando de homens. São eles que se preocupam com a potência, com o desempenho sexual.

Apesar da popularidade dessas substâncias, a ciência não conseguiu determinar até que ponto elas realmente podem influir no desejo. Afinal, funcionam ou não? Onde termina a fantasia e começa a realidade?

Enquanto a ciência não determinar o princípio ativo dessas substâncias apontadas como afrodisíacas, estaremos sempre no terreno da especulação.

A medicina sempre foi muito crítica e conservadora em relação aos afrodisíacos: se seus princípios ativos não são conhecidos, se sua atuação nos centros sexuais e no sistema nervoso central não é comprovada, então não tem validade.

Em primeiro lugar, não é possível avaliar se essas substâncias agem realmente nos estímulos eróticos. Não existem pesquisas para identificar seu potencial e o princípio ativo contido nelas.

Em segundo lugar, é preciso lembrar que a medicina sempre foi conservadora, reprimindo a sexualidade. Por trás da crítica aos afrodisíacos, revela-se um preconceito: o de tentar negá-los enquanto forma de estimular a prática sexual.

Se um indivíduo tem uma vida sexual razoável e recorre a um afrodisíaco que não provoca efeitos colaterais e que pode melhorar sua fantasia e seu contato com o sexo, por que não fazê-lo? Como sexo é 70% fantasia e 30% realidade, não há motivo para não estimular a imaginação. Quem perde a capacidade de fantasiar começa a morrer sexualmente.


 

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