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Investimento e Confiança



A mensagem de natal da presidente Dilma foi exatamente a que se espera de um governante consciente.  Mensagem de otimismo e na direção correta para o desenvolvimento da nação. Investir para crescer. Um convite que soa bem aos ouvidos do espírito do empreendedor.  

Essa é a receita certa para se iniciar um novo ano, não fosse à questão de confiança. Investimento e confiança são duas expressões que caminham juntas na rota da economia. Sem a presença desses dois elementos fica difícil pensar em  desenvolvimento econômico.

Em nosso país não é diferente. Há otimismo, espaço para  investimento, mas a desconfiança ainda pode atrapalhar. Isto porque, sem segurança e transparência nas regras comerciais os investidores não arriscam seu capital. 

Para que o investimento ocorra é preciso mais do que discurso correto. É preciso que as regras comerciais não sofram alterações no caminho e nem seja permitido à interferência do Estado na Economia.  Talvez isto explique o sucesso dos demais integrantes do BRIC e de alguns países da America Latina. Este foi o caso do Chile, do Peru, da Colômbia e do México em 2012, que cresceram muito mais que o Brasil.

Na hipótese da privatização da economia, ou como prefere o Governo ao falar em concessão é preciso  mais do que o potencial do negócio. É preciso que o investidor sinta segurança jurídica no contrato firmado. Alguns exemplos da intervenção do Estado nas regras estabelecidas para alguns contratos já firmados é motivo suficiente para afastar o investidor.

Ninguém arriscará seu capital ingressando em um negócio que possa amanhã sofrer intervenção do Estado, ou ainda  que permita a mudança de regras em pleno “campeonato”. Esse risco ninguém corre, muito menos se desconfiar dessa possibilidade futura, por mais interessante seja o negócio oferecido.  

Talvez esse receio explique a queda de investimento  externo neste ano, comparando-se com os anos anteriores. É verdade que as instituições democráticas aqui nunca estiveram tão fortes. Mas, para o mundo dos negócios isto só não basta. É preciso segurança jurídica.

Todos desejam o desenvolvimento do Brasil e nunca o país esteve em posição tão propícia para que o crescimento econômico chegue a passos largos. Por isto será uma pena perdermos mais uma oportunidade, como ocorreu neste ano de 2012, quando nosso crescimento girará em torno de 1%, quando o Peru cresceu quase 6% e o Chile beira 4%.

Não estamos aqui tratando do crescimento da China, que é algo excepcional, diante da crise mundial, que ainda ronda intranqüilidade. Mas, nossos vizinhos da América do Sul estão a mostrar o quanto poderemos crescer desde que o Estado assim permita.

Da mesma forma, percebe-se a razão da falta de crescimento em outros países da América do Sul, como a Argentina e a Venezuela que vivem momentos difíceis exatamente pela ação danosa do Estado, procurando controlar tudo e perdendo o momento favorável da História.

 Ainda é tempo para o Brasil crescer mais e proporcionar uma vida melhor para os brasileiros!


 

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