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Falando de Amores

 

A pedido de uma leitora da revista CityPenha resolvi escrever uma crônica que falasse de amor.

Quando ela me falou, respondi que seria muito fácil escreve-la, mas, meu jeito de amar as pessoas seria muito diferente dos amores modernos dos tempos de hoje. Amar seria cortejar uma dama, protegê-la sem ciúmes, sem matança, sem discussão e brigas na presença de pessoas estranhas ao nosso convívio.

Hoje tudo está mudando: não há diálogo, o amor é um celular que toca a cada segundo e ai começam as discussões, ciúmes e agressões. Em meu tempo, amar era cortejar. A minha professora tinha a certeza que todos os dias eu levaria uma linda flor para que colocasse num pequeno jarro sobre sua mesa. Ela sentia aquele perfume vindo de um amor puro do coração de uma criança. Ela sentia o perfume e levava ao seu rosto como se estivesse no campo florido.

Desde criança esse amor já existia em minha alma... O respeito pelos mais idosos e nem mesmo, podíamos passar entre duas pessoas que conversavam, porque era uma falta de respeito. Hoje está tudo mudado: pais falam com o filho e ele mal responde com: “o que foi?”

Falta amor, respeito e dignidade aos seus entes queridos, quanto mais com uma moça que acabou de conhecer.

Hoje os casais se escondem em casa, em restaurante, agridem-se em locais fechados entre quatro paredes. Latem como animais por um simples, eu não quero.

Dou-lhe um exemplo: mesmo em sua casa, o casal está indo a uma festa; ela se arruma e pergunta para o marido. Como estou? Ele responde: está linda... Quando ela desce está completamente diferente da sua opinião. Ele sobe e vê sobre a cama, cinco ou mais mudas de roupas. Por que ela perguntou? Foi somente para contrariar a sua opinião ou se vestir para concorrer com outra mulher? Porque se fosse para ele já perfeita... Às vezes eu falo, com segurança: cabeça de mulher e de Juiz é muito complicado saber suas opiniões.

 


Preste bem atenção em um caso de amor: Num bosque, havia uma rosa muito linda, e todos queriam retirar um muda ou mesmo uma pétala, mas um velho amigo não deixava, e toda vez que alguém se aproximava dela, ele não permitia. Um belo dia chega um casal e sentiu o seu perfume. Ele não permitiu... Então, ela brigou com ele e mandou que ele se afastasse e ficasse longe dela.

Passadas algumas semanas, ele retorna e vê a rosa sem água, sem adubo e a pétalas feias e cheias de insetos.
Ele pergunta o que houve? Ela responde: você tinha razão. Todos me agridem e acabei ficando assim. Ele respondeu: vou mostrar para você como amá-la e protegê-la. Você quer se sentir amada, protegida e sem guerra entre nós?
Trouxe adubo, água e retirou todas as folhas secas do seu caule; podou com muito amor e em poucos dias ela estava linda como antes.

Essa é a história de um sapo que vivia no bosque, sempre ao lado de uma linda rosa, e todos queriam agredi-la. Ele espantava os seus destruidores jogando água e aparecendo para assustá-los. Em poucos dias tornou-a a mais linda rosa do bosque novamente. Outro caso muito interessante de amor é:

Num povoado distante de São Paulo, existia um grande fazendeiro. Todos os anos ele ganhava um troféu e um prêmio que dava para comprar um belo carro. Entretanto, ele nunca falou para seu floricultor que ganhara o troféu e o prêmio, mas dizia para ele se especializar com mais amor, porque queria, um dia, ganhar o referido prêmio e ainda dividir com ele. O rapaz sempre fazia o impossível para conseguir essa proeza, mas nunca recebeu esse troféu.

Logo após o concurso, uma repórter seguiu o fazendeiro até sua fazenda e esperou que ele saísse para comemorar com seus amigos. Ela então se aproximou do portão da fazenda e conversando com o florista lhe perguntou como ele fazia para conseguir aquela proeza e ganhar todos os troféus a cada ano e muitos prêmios? Ele ficou muito triste com a atitude do seu patrão e a convite da repórter que também tinha um belo sítio, resolveu ir trabalhar com ela, que ficou encantada com o carinho do rapaz. Com seu carinho com as plantas, criou-se um clima especial, bem mais forte que cultivar até mesmo uma linda rosa.

Nunca mais aquele fazendeiro, sem escrúpulos, ganhou um troféu. Esse floricultor ganhou uma bela esposa e a ensinou na fórmula mágica de se cultivar uma linda rosa.

Seu amor encantou com sabedoria, além do seu coração pular de alegria. Hoje juntos curtem o amor verdadeiro e, juntos, sem brigas vivem felizes.

Muitos humanos curtem seus amores entre armas e dissabores e nos deixam um legado de quase 35% de separações onde as crianças são as vítimas. Pais separados, filhos traumatizados e em seu dia a dia, seguem o exemplo dos seus pais. Assim a vida continua e sobre as mesas dos juízes depositam-se milhões de processos em buscas de heranças e pensões.

No reino animal tomamos como exemplo a águia, que em sua velhice, não quer morrer, mas dar continuidade a uma nova vida como fosse uma nova criança chegando ao mundo novamente. Então em seus pensamentos começar a pegar pequenos animais de plumagem macia para levar aos seus aposentos nas montanhas e guardando com todo carinho, porque ela irá precisar para seu alimento nas montanhas. Em seguida, com muita coragem, retira todas as suas unhas, porque não tem mais como caçar e, aos poucos, vai perdendo as suas penas. Então ela desce num voo rasante para bater o seu bico, com força, no chão. De volta para seu ninho espera que a natureza lhe traga um novo bico, novas unhas e novas penas.

Como uma rainha, retorna à sua vida normal com o voo de agradecimento a Deus e assim uma nova vida começa. Bem diferente dos humanos, que brigam por simples assentos dentro de um vagão de metrô ou ônibus, desrespeitando uma pessoa de idade. Então começa uma guerra e o amor é jogado sobre os trilhos da maldade. 
Para viver um grande amor é preciso pelo menos cultivar a doçura e o perfume de uma rosa.

 

Por Gildásio Paixão • Empresário Penhense, proprietário da Ultrasom Car Desing - Revisão do texto: Prof e diretor aposentado Darbi José


 

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