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Deputado Cauê Macris

Presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo

 

Conversamos com o jovem deputado Cauê Macris, que aos 30 anos já tem uma grande trajetória política e conseguiu se eleger Presidente da Assembleia Legislativa. Ele nos contou um pouco de sua história e como deve ser sua gestão à frente da casa do povo paulistano. Acompanhe nosso bate papo.

CityPenha: O senhor é um político da nova geração tendo o primeiro mandato como deputado aos 27 anos. O senhor começou bem cedo na política?

Cauê Macris: Realmente. Iniciei minha carreira política aos 21 anos, quando disputei o primeiro mandato como vereador da minha cidade natal, Americana, na Região Metropolitana de Campinas. No segundo mandato como vereador, cheguei a assumir a presidência da Câmara. Antes de tudo isso, eu já militava no movimento estudantil da PUC-Campinas, onde cursei Direito, e mesmo no período escolar, pela Juventude do PSDB. 

CityPenha: Sua trajetória foi sempre no PSDB, isso é uma questão familiar ou de ideologia com o partido?

Cauê Macris: Desde pequeno convivi com figuras políticas que lutaram pelo regime democrático, como Franco Montoro, Mario Covas, Fernando Henrique Cardoso, José Serra e Geraldo Alckmin. Além de meu pai, Vanderlei Macris, eles foram sem dúvida grandes inspirações de espírito público. Ainda menino, orientado pela Dona Lila Covas, ingressei no Projeto Tucaninhos, destinado a formar futuras gerações no PSDB. 

CityPenha: Já com muita história nesse meio, o que é política para o senhor?

Cauê Macris: Quando se ingressa na política é preciso ter claro o fundamental papel de servir. Servir a população e o interesse público. Hoje o país vive uma crise de confiança por causa de maus políticos. Na vida pública, não existe atalho. O caminho mais curto muitas vezes é ilusório. O mais longo é repleto de curvas, com muito trabalho, sacrifício pessoal e vocação. A população começa a distinguir quem se serve da política daqueles que usam a política para servir.

 


CityPenha: O senhor já exerceu missões importantes no partido como relator do orçamento e líder do PSDB, e líder do governo. Como o senhor conquistou essa liderança ou ela surgiu naturalmente?

Cauê Macris: Primeiramente, eu tenho um grande exemplo dentro de casa, o deputado federal Vanderlei Macris, meu pai. Acompanhei o crescimento dele, sempre pautado na lisura e no intuito genuíno de atender aos interesses da população. Com essa diretriz, e também com muito trabalho e dedicação, fui percebendo espaços em que esses preceitos precisavam ser reforçados. Foi assim quando fui presidente da Câmara de Vereadores de Americana, na gestão que menos gastou dinheiro público até então. Todos que acompanham a minha história política sabem que não tenho compromisso com o erro. E se um dia eu errar, será tentando acertar, e não terei o menor problema em admitir e tentar consertar. O meu compromisso é o de poder olhar na cara das pessoas e falar a verdade, e o de total transparência. Acredito que o perfil de líder contemple esse tipo de postura. 

CityPenha: Como líder do governo o senhor teve que articular bastante com todos os partidos para aprovar os projetos. Como é seu relacionamento com a oposição?

Cauê Macris: Minha eleição como presidente da Assembleia Legislativa contou com o voto de alguns integrantes da oposição. E posso dizer tranquilamente que não houve nenhuma “negociata” para isso ou mesmo para a composição administrativa da minha gestão. Muita gente olha torto para isso, mas é bom esclarecer que a discussão político-partidária acontece no campo das ideias e é colocada em pauta nas sessões plenárias. Já a composição administrativa, essa designada por mim, deve respeitar o espírito democrático, inerente ao parlamento. À frente da presidência da ALESP, vou respeitar e garantir o direito de oposição. Os deputados confiam em mim porque sempre fui uma pessoa de palavra, eu sempre cumpri todos os meus compromissos políticos, seja com situação, seja com oposição. Eu consegui 88 votos, dos 94, pela credibilidade que conquistei com essa postura.

CityPenha: Quais são seus objetivos e metas como presidente da ALESP?

Cauê Macris: Para exercer a presidência da ALESP tenho por base um tripé que pautará minha gestão. O primeiro pilar desse tripé é o da inovação, no sentido de tornar o Parlamento mais moderno, dinâmico e acessível à compreensão popular. O segundo é a transparência para que o cidadão entenda que a ALESP está aberta, é um espaço público e ele pode e deve fiscalizar o trabalho do legislativo. Em breve, devemos ter um aplicativo chamado Fiscaliza Cidadão, no qual estará disponível, na palma da mão, qualquer informação relativa à ALESP. O último pilar é a austeridade para administrar o dinheiro público com responsabilidade e da melhor maneira possível. O Parlamento moderno tem o dever de fazer mais com menos. Nesse ponto, já projetamos uma economia de R$ 6 milhões com o rompimento de processos licitatórios para compra de equipamentos de ar condicionado, cadeiras de luxo, locação de máquinas de café expresso, redução no consumo de energia, entre outros gastos.

CityPenha: Com uma ligação tão forte com o Governador Alckmin como o senhor vai lidar com a questão da independência dos poderes na sua gestão?

Cauê Macris: Eu tenho muito claro meu papel como presidente da Assembleia Legislativa. Não é porque que sou aliado político-partidário do governador Geraldo Alckmin que eu não sei do meu compromisso com os outros 93 deputados da casa. Reitero: a confiança que conquistei tanto da situação, quanto da oposição, se deve ao fato de eu respeitar o ambiente democrático do legislativo. E isso deve ir além dos deputados, tem que incluir a população. Um dos meus desejos como presidente é conseguir trazer o povo para dentro da ALESP. Pretendo ainda criar uma corregedoria, formada por concursados, para ajudar a fiscalizar o trabalho do parlamento. A independência dos poderes será garantida não só pela minha palavra, mas pelos olhos da população.

 


 

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