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Preparar o Sucessor

 

Por que existe o preconceito de que o sucessor na 3ª geração quebra a empresa?

Não se trata de uma verdade absoluta, pois nem sempre ocorre esse fato.  Mas, devido a ocorrências dessa natureza de vez em quando, chega-se a criar tal pré-conceito.

O que deve ser feito para que isso não aconteça nos dias de hoje?

Será preciso tomar muito cuidado na administração de uma atividade, concentrando mais rigor na administração financeira, planejar com critério um programa de cargos e salários com atuação de profissionais, evitando que se tomem decisões fazendo uso do coração ao invés da razão.

O que se vê muitas das vezes, é que os administradores querem prestigiar uma determinada equipe, parentes ou pessoas afetivas, dando lhes cargos e privilégios. Por exemplo: fazem concessões, dão-lhe assessores, salas maiores, jantares particulares, carros, motoristas e combustíveis, tudo por conta da empresa. Alguns, ainda estendem para os finais de semana, indo a casas de veraneio, campos de golfe, etc., com toda mordomia custeada pela empresa, não incorporando esse custo ao custo do produto.

Deve perceber que o custo administrativo não pode passar de um limite. É onde começa a ter déficit financeiro, podendo comprometer a situação econômica e quando percebe, já é tarde para sua recuperação.

Porque isso ocorre? Em parte, porque o sucessor não enxerga o tamanho do patrimônio, a sua composição, o que produz o que não produz e as despesas que causam desgaste financeiro ou econômico. Sem condições de avaliar a sua origem de como foi construído, será necessário reprogramar a administração.

Enxergando além do que está à sua frente, e ser capaz de entender a profundidade da estrutura dessa empresa.

É preciso estar apto para avaliar o ideal, o sonho, as metas, os sacrifícios e o suor derramado por seus antecessores, até construir a empresa, o seu desenvolvimento até chegar ao seu estágio atual.

Nem sempre o sucessor conhece a história da empresa desde a sua fundação e os anseios do fundador. Nesse caso, também será difícil que o sucessor tenha informações de tudo sobre o que aconteceu até aquele momento.

Não valorizando as origens, acaba desgastando a empresa e não percebe que os seus procedimentos estão prejudicando e colocando em xeque a sua empresa.

Ao passar a empresa para o sucessor, resume-se dizendo: “agora entrego esse bastão, é a sua vez” ou “boa sorte, agora a empresa é sua”.

É importante enfrentar com bastante seriedade.

 


Por Hatiro Shimomoto • escritor, Presidente do Conselho da Organização King de Contabilidade; Hatiro Shimomoto Advocacia; TRIJAB - Tribunal de Justiça Arbitral do Brasil; ABRADE - Associação Brasileira de Defesa das Empresas;  Dep. Estadual 6 mandatos. Professor, advogado e contabilista.


 

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