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Distimia: Quando o mau humor pode ser uma doença

 

Ser muitas vezes incapaz de um sorriso, responder delicadezas com cara feia, baixa autoestima, tristeza, falta de prazer, reclamar de tudo, apresentar intolerância nos relacionamentos pessoais e afetivos, ser desagradável quando não deveria, quando até ganhar na loteria pode ser motivo de infelicidade, podemos estar diante de um quadro de Distimia.


Que a vida não é fácil todo mundo sabe. Trânsito, violência, relações afetivas, relações de trabalho com chefe, colegas e funcionários, contas a pagar, problemas de saúde, várias insatisfações, são inúmeras situações difíceis que, de um modo ou de outro, todos enfrentamos no cotidiano. E, como se não bastasse, há uma outra série de “leões”, estes internos, com os quais nos defrontamos incessantemente: são nossos impulsos e sentimentos mais básicos (amor, ódio, fome, sexo, etc.) e os mecanismos que usamos ou as vezes nos usam, para avaliar e manter sobre controle estas relações.

Podemos dizer, considerando nossa vida diária, que o bom humor é das mais apreciáveis riquezas que podemos conquistar. O humor, segundo Sigmund Freud, não é um ato de resignação, mas sim de liberdade e rebeldia. Isso porque ele afirma, ser o nosso “eu”, que se mostra potente para viver e ser capaz de extrair prazer deste fato, mesmo com todo sofrimento que encontramos no caminho.

Mau humor é desequilíbrio. Se o bom humor representa o equilíbrio, na outra ponta está a rabugice, aquele tipo desmancha prazer.

Mau humor crônico é doença e seu nome é Distimia. O diagnóstico é difícil, pois apresenta características similares ao mau humor do dia a dia. Influencia não só a vida do paciente como também das pessoas que convivem com ele.

Outros sintomas podem acompanhar o mau humor como insônia, perda ou ganho de apetite, muitas vezes a pessoa pode achar que esse é o seu jeito normal, confortando-se com dizeres como “sempre fui assim”. É nesse momento que o quadro pode piorar, pois não se percebendo o paciente não procura tratamento, surgindo o desinteresse total e isolamento, levando-o a depressão, limitando sua vida.

Muitas situações contribuem para o aparecimento da doença como estresse excessivo, limitações físicas, familiar com histórico de uso de álcool ou droga, depressão, relações familiares conflituosas, etc. O tratamento para Distimia é com antidepressivos, que traz grandes mudanças a vida da pessoa, mediante a correção do desequilíbrio químico e psicoterapia cognitivo comportamental que, vai ajudar o paciente a mudar os hábitos que se formaram no contexto aprendendo novas formas de se relacionar.

Estabelecendo os limites da saúde, bom ou mau humor, num momento ou em outro, são reações humanas, até saudáveis. O perigo surge quando o mau humor toma conta da situação tornando-se crônico. Um sorriso e bom humor faz bem a todos que estão ao nosso lado e mau humor traz doenças e afasta as pessoas. Buscar tratamento é fundamental!

 

Por Renaura Silva Francisconi Pardal • CRP 35469-7 • Psicóloga Clínica e Psicopedagoga • Av. Amador Bueno da Veiga, 1.230 cj 1002 renaura.f@hotmail.com • 99299-0932 • 2791-4005 


 

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