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Jurandir Junqueira


Prefeito Regional da Penha

 

A nova administração municipal mudou a nomenclatura e a funcionalidade da regional, que agora passam a ser efetivamente Prefeitura Regional da Penha. Para verificar a mudança e conhecer o novo Prefeito Regional fomos conversar com ele, Jurandir Junqueira, penhense de nascença, com muita história no bairro.

CityPenha: Uma das coisas mais interessantes em sua nomeação é que escolheram uma pessoa realmente da região.

Junqueira: Exatamente. Eu nasci na rua 2 de janeiro em 1960. Sou da Penha, nascido na Vila Esperança em um cômodo e cozinha, uma casa muito humilde onde morei com minha família durante toda minha infância.

CityPenha: Você é oficial da reserva da PM, como foi sua história profissional?

Junqueira: Eu sempre gostei de trabalhar. Com sete anos de idade depois da aula eu pegava uma caixinha de sorvete e saia vendendo de onde hoje fica o Tiquatira até o Cangaiba. Aos 10 anos fui trabalhar na feira com um primo em bancas de frutas. Trabalhei com ele dos 10 aos 18 anos, quando fui trabalhar no Banco Bamerindus. Em uma conversa com colegas do banco fiquei sabendo que a Polícia Militar estava pagando um salário quase o dobro do que a gente ganhava. Fiz a inscrição para soldado sem ninguém saber. Fiz todos os exames e passei, isso em 1979. Estudei na Escola de Soldados de Taubaté e quando me formei pude escolher a unidade, o Segundo Batalhão, o 2 de Ouro na Amador. Fui soldado na primeira companhia da Penha, até ser escalado para viaturas. Em 82 fiz a Escola de Cabo e em seguida prestei concurso para sargento. Depois dos 10 meses de curso voltei para o 2 de Ouro.

CityPenha: Quando você começou a se envolver com o mundo dos políticos?

Junqueira: Quando já era sargento um primo meu, que era soldado do Segundo Batalhão de Choque, me convidou para atuar na campanha do Franco Montoro. Após a eleição fui locado para trabalhar no Palácio, na Casa Militar, que tem uma estrutura para cuidar da segurança do governador e do vice-governador. Por 6 meses trabalhei na segurança da dona Lucy Montoro e em seguida, pelo meu desempenho e demonstração de competência, me chamaram para fazer a segurança pessoal do governador. Em 1985 me escalaram para fazer a campanha do Fernando Henrique Cardoso, a prefeito. Eu atuei na segurança de toda a campanha dele e quando ele perdeu para o Jânio Quadros voltei para a segurança do Montoro.

 


CityPenha: Durante todo esse período você atuou como sargento?

Junqueira: Exatamente. 1986 era o último ano que eu tinha para prestar concurso para entrar no Barro Branco, e nesse ano o Quércia saiu candidato a governador. Fiz toda a campanha do Quércia para governador e ele foi eleito, mas também passei no concurso do Barro Branco. Após 3 anos quando me formei cadete, em 89, voltei para o 2 de Ouro, onde atuei até 1992. Em 90, mesmo como aspirante, fui chamado para trabalhar na campanha do Franco Montoro para o senado e do Mário Covas para governador. Em 92 como tenente, fui para o 15º Batalhão em Cumbica onde comandei a Cia dentro do Aeroporto Internacional.

CityPenha: Você atuou em muitas campanhas, sempre fazendo a segurança dos candidatos?

Junqueira: Como eu sempre fui muito organizado e um bom executor, era a pessoa escalada para cuidar da infraestrutura de segurança dos candidatos a prefeito e governador, fazendo os percursos em todo o estado. Eu conheço os 645 municípios do estado. Já fui pelo menos 2 vezes em cada um. 

CityPenha: Você tem uma grande história com o Mário Covas, como isso começou?

Junqueira: Fiz a campanha do Mário Covas que era totalmente avesso a aparato de segurança. Foi um desafio por que ele nem sabia que eu era da PM. Organizei todas as visitas nos municípios do estado. Quando ele foi eleito me chamou para ficar trabalhando como ajudante de ordens, o assessor militar direto. Nosso relacionamento foi muito grande e passei a acompanhar o Mário Covas praticamente durante o dia todo, todos os dias da semana. Eu o acompanhei administrando o estado. Aprendi como fazer, como priorizar e realizar. Ele me ensinou como administrar. Foram muitos anos convivendo diariamente, o tempo todo. Seria um desperdício não usar tudo isso que eu aprendi. Por isso quando ele faleceu, fiquei mais 2 anos com o Geraldo, e pedi para sair. Fui locado como assessor militar no Tribunal de Contas do Estado, onde aprendi todo o funcionamento desse órgão. 

CityPenha: Depois dessa passagem você foi para a reserva da PM?

Junqueira: Eu já estava completando 30 anos de PM e indo para a reserva, quando o José Serra me chamou para cuidar da infraestrutura da sua campanha para prefeito. Após a eleição, fui convidado pelo Caio Carvalho para trabalhar no Anhembi, hoje SPTuris, onde fiquei fazendo a infraestrutura de todos os eventos importantes da cidade como Carnaval, Fórmula Indy e Fórmula 1, durante 7 anos. Como todos os eventos da cidade de São Paulo passam pelo Anhembi, eu atuei na realização das viradas culturais, das viradas esportivas, de uma infinidade de eventos dos bairros, como a Festa da Penha. Essa minha atuação com certeza me credenciou ainda mais para assumir a Prefeitura Regional da Penha nessa nova administração.

CityPenha: Como foi o convite para você assumir a Prefeitura Regional da Penha?

Junqueira: Eu mantenho vivo o relacionamento com toda a família Covas, que reconhece todo o trabalho que foi feito junto com o Mário Covas. O Bruno Covas ao ser eleito como Vice-prefeito e também definido como o Secretário das Prefeituras Regionais me fez o convite para ser o Prefeito Regional da Penha.

CityPenha: E como você pretende atuar na Prefeitura Regional?

Junqueira: Eu sou um realizador, gosto de fazer, de estar atualizado com tudo. Tinha muita coisa atrasada, muita coisa pendente que estamos colocando em dia. Não sou um cara burocrático, pelo contrário, sou um cara operacional, de fazer. Ao ver um problema eu vou resolver. Tem uma frase do Geraldo que é uma verdade: “O prefeito tem que prefeitar”. Obviamente tem a parte administrativa, que tem que ser feita, mas o prefeito não pode ficar sentado na cadeira, no gabinete o dia inteiro. Ele tem que sair para a rua. Tem muita coisa para se fazer. Aqui são 4 distritos, Penha, Cangaiba, Vila Matilde e Arthur Alvim. São 300 km de pavimentação asfáltica e 300 praças. É preciso ficar em cima e acompanhar a zeladoria da cidade. Estou vindo para atuar fortemente na área social, para implementar programas, chamar a sociedade aqui para dentro da prefeitura, conversar com todo mundo para verificar o que a comunidade precisa e reivindica. Não adianta chegar com uma solução pronta que não atende o que as pessoas querem.

CityPenha: A sua ideia é fazer! Pôr a casa em ordem e melhorar a região?

Junqueira: Sou morador a 56 anos aqui. Eu conheço a região, conheço as pessoas, sei de boa parte das necessidades, por isso me sinto preparado para atuar na administração da prefeitura, e as pessoas não querem mais a velha política, elas querem mudanças, querem inovação e eficiência. A nova administração João Doria e Bruno Covas já está dando certo nesse sentido. A transformação é evidente e vai acontecer mais a cada dia. Tudo precisa de um tempo, vamos apagar os incêndios e ir realizando todas as ações possíveis. Eu estou aqui para servir, para fazer o meu melhor, em conjunto com a sociedade, para todos nós voltarmos a ter orgulho de morar na Penha, como já foi um dia.


 

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