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Alto verão exige atenção especial com os pets

 

A estação mais quente do ano faz com que as pessoas mudem algumas de suas rotinas e busquem conforto com atividades ou alimentos que tragam refrescância, além de exigir alguns cuidados especiais, como com a hidratação da pele, com a higiene e alguns outros fatores. Quando se trata dos animais de estimação essas mudanças também devem ocorrer, afinal, os bichinhos são considerados por muitos como mais um membro da família, merecendo, assim, a devida atenção e o carinho. Segundo especialistas, é importante voltar o foco para a importância dos banhos durante os períodos de maior calor, já que é nessa estação em que os animais ficam mais vulneráveis a fungos, bactérias e pulgas.

Farid Khaled Diab, profissional da área de estética animal, banho e tosa, formado pela UNIPET, ressalta que há duas situações diferentes quando se trata de cachorros, por exemplo: os que vivem em ambientes internos, como apartamento ou casa, e os que vivem em ambiente externo, como quintal ou garagem. Por mais que não pareça, no caso dos animais criados dentro de casa a frequência dos banho deve ser maior do que os que vivem fora. “A frequência se torna maior em virtude do contato com o humano também ser maior. Camas e sofás podem ficar com cheiro do pet e acabar incomodando. Esses bichinhos geralmente devem tomar banho semanal ou quinzenalmente”, comenta Farid, reforçando também a necessidade da tosa: “lembrando que uma vez por mês é muito importante a tosa higiênica (barriga, patinha, e bumbum), o que acaba deixando o pet mais fresco e ainda mais limpo”. Cachorros que não vivem dentro de casa podem ir ao banho, no verão, a cada 15 dias e no restante do ano uma vez ao mês.

 


Com o forte calor muitos cuidadores de cachorros optam por dar um banho mais breve no animal em casa mesmo, a fim de refrescar o bicho. Nestes casos, segundo Farid Diab, alguns cuidados devem ser tomados para preservar a saúde do animal. De suma importância após o banho é a secagem, pois, com a pele ou os próprios pêlos molhados, os pets tendem a ter fungos, coceiras e mau cheiro. A expressão popular do “cheiro de cachorro molhado” vem daí. Por isso é essencial que o bichinho seja devidamente seco após o banho. Outro ponto importante nos casos dos banhos dados em casa é a proteção dos ouvidos feita com algodão hidrofóbico, que é diferente do algodão tradicional. Ele repele a água, não permitindo que haja contato com o ouvido interno do animal. “Podemos higienizar os ouvidinhos com um algodão seco, para tirar qualquer vestígio de umidade e sujeira nas paredes externas. Já a parte interna é indicada somente para profissionais capacitados”, orienta Farid. A temperatura da água deve ser sempre de morna para fria, de acordo com tamanho do calor no momento.

Todo animalzinho deve passear na rua e nas praças no entorno da residência, pois, além de desestressá-lo, é geralmente o momento em que ele faz suas necessidades. No verão é indicado que esses passeios sejam feitos em horários em que o sol esteja mais baixo, de preferência na parte da manhã e, melhor ainda, que aconteça antes das 9h. O motivo é simples. Como os pets não usam nenhuma proteção, como os humanos, que andam calçados, as famosas almofadinhas em suas patas podem sofrer queimaduras com o piso quente. Há também no mercado opções de protetores para as patas, como pequenos sapatos. Promover passeios em horários com o sol mais brando contribui também para evitar a fadiga e o mal-estar  no animal. Se o percurso for significativamente maior é indicado que o tutor ofereça água para o bichinho, que certamente ficará sedento.

Se a família for viajar durante o verão e quiser levar o animalzinho é importante tomar algumas precauções, como a utilização da caixa de transporte adequada ao tamanho do pet e visita ao veterinário antes de pegar a estrada. Isso se torna importante em virtude de doenças que podem ser adquiridas justamente no destino, principalmente quando se trata de litoral. Muito se comenta da Dirofilariose - também conhecida como o Verme do Coração -, que atinge os cães que são picados por um mosquito presente nas praias. Há remédio que previne essa doença.

No caso de famílias que preferem não levar o amigão para a viagem, até para preservar o conforto do bicho, há muitas alternativas hoje em dia de hospedagem animal. Muitos dos chamados hoteizinhos oferecem desde da estada até o transporte e atividades em grupo com outros cachorros. É importante, porém, ter atenção na hora de escolher uma empresa para esse tipo de serviço, orienta o biólogo Dr. Adilson Duran. “O importante é escolher um local idôneo, que tenha boas instalações e condições de higiene, além de lembrar que as vacinas anuais de cães e gatos sejam realizadas, pois nos hotéis a probabilidade de adquirirem uma doença infecto contagiosa é maior”, encerra Duran.

 

por Arilton Batista


 

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