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Como reduzir gastos no condomínio

Medidas simples e conscientização são essenciais para o corte de despesas desnecessárias

 

A atual situação econômica do País causa preocupação geral e envolve, indistintamente, empregados e empresários. No setor imobiliário, esta é a hora certa para reduzir gastos no condomínio, com medidas simples, além da conscientização dos condôminos para cortar despesas desnecessárias, alerta Paulo Roberto Athie Piccelli, especialista em Direito Imobiliário e Direito do Consumidor. O advogado do escritório Athie e Piccelli Advogados Associados explica que a preocupação econômica vem fazendo com que empresários adiem investimentos e novos empreendedores aguardem momentos menos incertos para iniciar seus projetos. Nada melhor para também agir e se precaver em relação às despesas de condomínios, aconselha.

A atual situação econômica do Brasil é tecnicamente de estagnação, acrescenta. Para Piccelli, em toda situação de incerteza, principalmente em ano eleitoral, uma certa dose de pânico acaba se instalando. Esse também não é o caminho para a solução do problema, porque em momentos de histeria, decisões precipitadas podem também acabar destruindo o seu bolso. Nos condomínios, a situação tem sido a mesma, esclarece. Às vezes, piores que as residências normais. Ele explica que, afinal, um condomínio abrange um número maior de pessoas e precisa haver consenso por parte de todos. Um dos conselhos do consultor é que esses conjuntos habitacionais realizem planejamentos, visando reduzir gastos desnecessários.

 


Segundo pesquisa realizada pelo BC (Banco Central), a estimativa do mercado para a inflação deste ano é de 9,04%. Se for confirmada a previsão do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), o número será o maior desde 2003, quando atingiu 9,3%, pondera Piccelli. Além da inflação, há previsão de queda para o PIB (Produto Interno Bruto) de aproximadamente 1,76%. Se esse resultado for confirmado, será o pior em 25 anos, afirma. “Esses resultados aumentam o nível dos preços de bens, produtos e serviços e a população precisa tomar medidas para não exceder o limite de gastos”.

Posição dos condomínios

Para Piccelli, é fundamental que os condomínios estudem medidas para reduzir custos e reavaliem métodos de trabalho. É preciso que haja participação ativa dos condôminos em reuniões para alinhar reformulações pertinentes a gastos, conta. A participação de todos em assembleias é o que faz com que o condomínio tenha resultados bons ou ruins, aconselha. Para o especialista em Direito Imobiliário, o resultado de uma administração condominial depende exclusivamente dos condôminos. Considera, também que a troca de experiência e a união de forças, em momentos difíceis, são indispensáveis para se colher bons resultados. No seu entender, grande parte da responsabilidade para a manutenção e redução de gastos está ligada, diretamente, aos moradores do condomínio. 

Não basta realizar estudos para redução, as medidas precisam ser aceitas e aplicadas por todos. Redução do consumo de água e energia são os pontos essenciais, analisa. Todavia, acrescenta, outras medidas podem ser aplicadas para auxiliar na redução de custos. Por exemplo, usar bem e com bom senso as áreas comuns, em especial os elevadores é uma das medidas simples que possibilitam razoável redução de energia elétrica. 

Vandalismo

Outro fator importante que deve ser evitado é o vandalismo. “O condômino deve ficar vigilante junto à administração para evitar a depredação do seu patrimônio ou o uso inadequado da estrutura do local, afirma.

A terceirização pode ser outra alternativa em tempos de crise, por ser eficiente para evitar surpresas. O funcionário contratado diretamente, por vezes, dispõe de afastamento e ausências em que não é possível a cobertura do posto. Com terceirizados, explica, isso não acontece. Essa alternativa também é viável para evitar problemas com mão de obra. Mas, independentemente do método adotado pelos condomínios, os moradores devem ficar atentos às alterações e as melhorias que podem beneficiar o bolso e o patrimônio, conclui Piccelli.

 

Por Anderson França

 


 

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