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Paolla Oliveira da Penha para o Brasil

A musa de nossa região conta detalhes de seu trabalho atual no cinema e faz um balanço de sua carreira de sucesso

 

Há um pouco mais de uma década, uma jovem atriz estreava no horário nobre da Rede Globo, vivendo uma aspirante à modelo na novela “Belíssima” do respeitado autor Silvio de Abreu. Cheia de sonhos e medos, a paulistana Paolla Oliveira, no auge de seus 23 anos, via na arte a chance de contar muitas histórias da ficção. Nascida e criada em nossa região da Penha, ela conhece bem cada canto de nosso bairro. Filha de um ex-policial aposentado e uma ex-auxiliar de enfermagem, na época em que morava em São Paulo, iniciou aulas de teatro em oficinas culturais e se formou em Fisioterapia numa conhecida universidade na cidade. “Sou Zona Leste sempre”, costuma ressaltar orgulhosa de suas origens. Obstinada, doou-se integralmente ao trabalho conquistado através de testes para compor a insinuante Giovanna. O retorno foi tão positivo, que a atriz foi escalada para protagonizar o folhetim “O Profeta” em pouco tempo. Num total de mais de 20 trabalhos em mais de uma década no ar, pode-se considerar um feito para poucos de sua geração. Considerada uma das personalidades mais influentes do mercado publicitário, anunciantes de grandes marcas sabem que é sucesso garantido associar-se à imagem da artista.  De férias da TV desde sua atuação em “Além do Tempo”, a bela aproveita para divulgar seu novo trabalho na sétima arte. “Em Nome da Lei” coroa uma nova faceta na carreira de Paolla Oliveira. O novo filme da atriz revela ao espectador uma mulher forte, Alice, promotora de justiça que se alia ao juiz Federal Vitor, personagem bem construído pelo ator Mateus Solano. E pensar que tudo começou de forma despretensiosa na vida da filha ilustre da Penha, que sequer sonhava com o oficio artístico... 
 


Foto: Globo - Pedro Curi


CityPenha: Paolla, conta mais detalhes da Alice, sua protagonista no filme “Em Nome da Lei”.

Paolla: Eu vivo uma promotora atuante nas cidades de fronteiras trabalhando em conjunto com um antigo juiz até a chegada do Vitor, personagem do Mateus Solano. Ela se vê desgostosa, sem ter muito para onde ir percebendo que não há progresso. O juiz Vitor chega exatamente nesse momento cheio de energia. Ela questiona, juntamente com o Policial Federal Elton (Eduardo Galvão), até onde as atitudes por justiça do juiz recém chegado, do certo e errado, a questão da ética e moral, tudo é colocado em questão. 

CityPenha: Eles (Alice e Vitor) acabam se envolvendo amorosamente?

Paolla: Há um envolvimento amoroso, mas se torna pequeno diante da história toda do filme. Existe o romance sim, porém eles são muito mais ligados pelo trabalho. 

CityPenha: Qual o principal objetivo no trabalho do trio?

Paolla: Eles criam um grande grupo com sede de justiça, de fazer o trabalho direito e de quebrar o sistema que já está estabelecido.

CityPenha: E como foi gravar com tantas figuras masculinas no filme?

Paolla: São homens de alto nível profissional foi bem fácil (risos). É um filme masculino com bastante ação. Minha personagem está centrada no fórum. Alice toma um tiro que me assustou! Foi interessante ver pronto nossa parte que estava dentro de outro contexto, se juntando a segunda parte de ação da história que se completou.  

CityPenha: Alguma preparação especial na hora de construir a personagem?

Paolla: Grande parte da preparação vem do que desejamos contar para não virar personagens maniqueístas. Parte da criação veio das conversas com o diretor e documentários que assistimos para entendermos o contexto. Pra viver essa promotora quis entender como se dá a junção desses poderes. 

 


Como Alice, contracenando com Mateus Solano no filme Em Nome da Lei
Foto: Paprica Fotografia


CityPenha: Recentemente você integrou a novela Além do Tempo que ousou no formato, sendo dividida em duas épocas bem distintas. Como define essa experiência? 

Paolla: O ator sempre vive muitas coisas. Aprendi mais sobre carma, vinhos, cavalos, a época, o comportamento. Tive a sorte de trabalhar com atores como Othon Bastos, Carlos Vereza, Irene Ravache, é uma honra, foi um aprendizado diário. 

CityPenha: Você viveu sua segunda vilã na carreira a maquiavélica Melissa... A considerava muito má mesmo?

Paolla: Eu acho que nada justifica o que ela fez, foi num grau muito alto para conseguir o que queria. Melissa era uma garota mimada, brigava com mãe o tempo todo, mas não sabia viver sem ela. E sofre quando vê o amor ir embora, era sua forma de amar. 


CityPenha: De que forma avalia suas personagens em mais de dez anos de carreira em novelas?

Paolla: Eu me entrego cem por cento a todos os meus personagens, seja uma participação menor ou maior. Já fiz vilãs, porém, as pessoas marcam mais as mocinhas, talvez pela minha evolução em fazê-las, mas é tão difícil interpretá-las, pois exige uma entrega e um esforço cada dia de um jeito diferente. 

CityPenha: É você quem busca seus trabalhos na TV?

Paolla: Não. As pessoas acham que temos esse poder de escolher qual novela vai fazer, a gente não sabe. Na hora em que batem o martelo, abraçamos o trabalho e fazemos com de vontade e verdade.  

CityPenha: Alguma dica de beleza na hora do make?

Paolla: Eu costumo saber qual é o evento. Adoro batom e rímel, sou louca por maquiagem. Às vezes uso pouco, outras eu abuso um pouco mais.

CityPenha: A moda influencia até que ponto em seu estilo?

Paolla: Até sou ligada, mas tem uma coisa que sempre fala mais forte que é o meu gosto. Se eu gostar levo independente de tendência ou não. 

CityPenha: Se considera uma mulher sexy?

Paolla: Eu não penso em ser sexy. A maior sensualidade que pode existir é a espontaneidade, ser natural. Você pode seduzir em momentos específicos: numa noite em um jantar, vestindo uma roupa e uma maquiagem especial... Há uma preparação para estes momentos.

 


Foto: Globo - Sergio Zalis

 

Por Michele Marreira

 


 

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