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A influência da mídia em nossas vidas

 

A Mídia tem um papel importante no campo político, social e econômico de toda sociedade. Através desse mecanismo essa instituição incute na população uma consciência, uma cultura, uma forma de agir e de pensar.

A mídia tem assumido um papel cada vez mais importante na vida das pessoas e com o avanço tecnológico, tem aprimorado e sofisticado sua capacidade de transmitir mensagens. A grande questão que se coloca é: a mídia pode ser entendida apenas como fonte de informação e entretenimento ou ela efetivamente influencia o comportamento das pessoas de maneira negativa?

Quando pensamos em produtos temos a sociedade de consumo e a propaganda. Quando pensamos em cultura e opinião temos a aculturação, ou moldagem de pensamentos, controlando o comportamento, por meio da apresentação de imagens que represente ideais de felicidade, sucesso, beleza e prazer.

E note que quando fazemos referência à mídia, estamos na verdade nos referindo à todas as suas formas de veiculação, seja ela falada, escrita, televisada e até aquela feita pelos meios virtuais e outros meios que sejam possíveis.

Os pesquisadores consideram que crianças, adolescentes e adultos reagem de forma diferente aos estímulos recebidos. Enquanto os adultos distinguem a fantasia da realidade, as crianças seriam menos capazes de compreender sutilezas da trama, caracterização e motivação.

 

A mídia influencia e também é influenciada por outros campos (política, economia, ciência, religião). Pode-se salientar que a mídia não manipula automaticamente o cidadão comum, isso não nos impede de asseverar que os veículos de comunicação em larga escala podem nortear as conversações cotidianas, contribuir para criar modismos e tendências ou alterar a agenda política de uma nação. Basta ressaltar que para uma determinada noticia ganhar visibilidade e ser do conhecimento de milhões de pessoas, deve passar, inevitavelmente, pelo prisma midiático.
 


A ética desta profissão, assim como a de todas as demais, deve estar pautada não no interesse individual do profissional no sentido de autopromoção ou de promoção de alguma empresa, mas sim no interesse da sociedade de receber apenas a verdade. Não é a ética de um grupo que deve se sobressair, mas sim, a ética do todo.

Julga-se importante estabelecer os limites éticos da atuação da mídia, de forma que, respeitem a ordem legal, discipline as atividades e defina suas responsabilidades em relação às pessoas atingidas pela informação que se divulga, sem, é claro, que se perca o direito de informar e de ser informado. É preciso que a mídia banalize menos e instrua mais, sem decidir por si o que as pessoas devem pensar e a forma como elas devem agir em relação ao que foi noticiado.

A mídia pode ser uma formadora de cultura completa, não vendendo apenas o produto, mas criando um vazio, que assume a forma de um produto, e mostrando o quão importante é preencher o vazio através do consumo.

Vemos isso com padrões de beleza, com modelos cada vez mais magras seja nas passarelas, seja nas campanhas publicitárias. Por outro lado, os fast-foods, e as comidas extremamente calóricas, que são muitas vezes associadas ao prazer de comer, ao status e ao estilo de vida rápido das grandes metrópoles levam justamente ao oposto: pessoas cada vez mais distantes do “ideal” de vida, e por isso cada vez mais infelizes.

Mostram o cotidiano como um eterno carnaval, esquecendo-se da pobreza, violência e tantos outros problemas. Outros que por sua vez, em detrimento da instrução e informação, apresentam um nivelamento por baixo do que a sociedade conhece como lazer, fazendo crer que esta é a diversão da maioria do povo. 

A televisão tornou-se um fenômeno em massa, assim como, a alta taxa de criminalidade e, com isto, também cresce a sensação de medo e insegurança em toda população. O crime desperta curiosidade na população por apresentar uma ameaça. A mídia atua explorando essa fragilidade humana estimulando a sensação de insegurança.

Gastam-se mais tempo com o aparelho de TV ou redes sociais do que com qualquer outra atividade de lazer, ou permanecendo nas salas de aula e até mesmo na convivência com a família. 

Verifica-se que os jogos de videogames reforçam a ideia de violência como um aspecto cultural comum e os jogos envolvem demonstração, prática e recompensa. 

O conflito é sempre resolvido com competição, agressividade e morte. Conclui-se, portanto, que os videogames podem funcionar como dessensibilizadores, na medida em que banalizam a violência e não oferecem opções conciliadoras alternativas.

Quanto a Internet, os adolescentes são, provavelmente, os principais adeptos da rede mundial de computadores. Especificamente na questão da sexualidade, os jovens têm sido identificados como usuários do sexo virtual, onde prevalece o contato frio com a tela do computador, a fantasia corre solta, mensagens são facilmente idealizadas e onde não são satisfeitas necessidades amorosas.

Apesar de a mídia direcionar várias de suas mensagens para os adolescentes, não se pode esquecer que os meios de comunicação não pertencem à juventude; são instrumentos do mundo adulto e, da mesma forma que influenciam o comportamento das pessoas, sofrem pressão da sociedade e refletem normas e valores da cultura vigente.

O ideal ausente

O tempo compartilhado entre pais e filhos é cada vez mais escasso: trabalha-se cada dia mais para o aumento do poder aquisitivo (e consequentemente do consumo), pais chegam tarde em casa, crianças atarefadas, refeições solitárias ou feitas fora do lar. A família se reúne cada vez menos para conversar sobre o cotidiano.

Podemos identificar também como uma característica de nossa sociedade as múltiplas formas de conjugalidade: famílias monoparentais, descasamentos, recasamentos, assim como a crescente incidência de filhos únicos. 

A mídia invade nosso cotidiano. A criança e o adolescente de hoje não conheceram o mundo de outra maneira, nasceram imersas no mundo com telefone, fax, computadores, televisão, etc. TVs ligadas a maior parte do tempo, assistidas por qualquer faixa etária, acabam por assumir um papel significativo na construção de valores culturais. A cultura do consumo molda o campo social, construindo, desde muito cedo, a experiência da criança e do adolescente que vai se consolidando em atitudes centradas no consumo.

Por fim, a forma de se fazer notícia deve ser revista, ela não deve ter o fim de formar convencimento, mas apenas de transmitir informações no ponto em que às pessoas que a recebem, ao invés de simplesmente seguirem um pensamento posto, possam efetivamente formar suas próprias impressões, convicções, opiniões e conclusões sobre determinado fato. Isto é de fato liberdade, não só de passar informação, como ainda liberdade de pensar e pensar para se buscar o melhor.

Mas como podemos nos defender desses ataques da mídia?

Por fim, a forma de se fazer notícia deve ser revista, ela não deve ter o fim de formar convencimento, mas apenas de transmitir informações no ponto em que as pessoas que a recebem, ao invés de simplesmente seguirem um pensamento posto, possam efetivamente formar suas próprias impressões, convicções, opiniões e conclusões sobre determinado fato. Isto é de fato liberdade, não só de passar informação, como ainda liberdade de pensar e pensar para se buscar o melhor.

O passo mais importante é o esclarecimento de si mesmo. Através do estudo e reflexão podemos evitar muitos embustes, e assim formar realmente a opinião própria, baseada nas próprias experiências e conclusões.

 

Por Cida Lopes • Gestora/Produtora de Eventos/Docente – MBA em Hospitalidade •  cida.aparecida.lopes@gmail.com


 

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