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O Transtorno de Conduta e suas consequências

 

O Transtorno de Conduta é caracterizado por um padrão repetitivo e persistente de conduta antissocial, agressivo e desafiador. Envolve problemas emocionais e comportamentais, surge na infância e adolescência. 

Violar regras e normas é a característica principal desse transtorno. O jovem apresenta comportamento antissocial, brigas em excesso, intimidação, crueldade com animais ou com pessoas, roubo, mentiras, comportamento desafiador, desobediência grave e persistente e, são autores de bullying no ambiente escolar.

Normalmente, não demonstram arrependimento ou culpa pelos seus atos e, demonstram baixa tolerância às frustrações, apresentando explosões de raiva e grande irritabilidade, fatores que resultam em comportamentos violentos como por exemplo gangues de rua associadas ao consumo de álcool e drogas.

O Transtorno de Conduta é muito mais comum no sexo masculino. Há também uma diferença comportamental entre homens e mulheres. Os homens, apresentam comportamentos como furtos, destruição de patrimônio, roubo, vandalismo e indisciplina escolar. As mulheres apresentam mentiras, fugas de casa, prostituição e agressão verbal.

Em geral, os comportamentos menos severos tendem a aparecer primeiro, enquanto outros mais severos, vão aparecendo posteriormente. O transtorno pode surgir a partir dos 5 anos de idade, porém, habitualmente surge ao final da infância ou adolescência. É muito difícil encontrarmos o início após os 15 ou 16 anos de idade. O início precoce estabelece grande probabilidade e risco do transtorno persistir na vida adulta.

Problemas de conduta isolados não satisfazem critérios para o diagnóstico do Transtorno de Conduta, como por exemplo uma criança ou adolescente agressivo e que vai mal na escola. Para que seja diagnosticado como transtorno de conduta, estes comportamentos devem ser intensos e extremos que representem desvios em comparação com crianças que apresentem desenvolvimento normal, comprometendo a vida social do jovem.

Os sintomas que caracterizam o transtorno são:

Ameaça e intimidação, agressão física, utilizar armas e outros objetos que causem ferimentos, ser cruel com pessoas ou com animais, roubar, bullying, comportamento sexual de risco, delinquência, praticar furto, mentir para obter vantagens, incendiar (carros, residências, etc.), dormir fora de casa sem permissão (antes dos 13 anos), fugir de casa por longos períodos, cabular aula, arrombar patrimônio alheio, etc. Seu portador não apresenta respeito pelos sentimentos alheios, falta-lhe a ‘’boa’’ culpa e remorso que acompanha as boas pessoas.

As causas do transtorno associam fatores genéticos, ambientais, culturais, falta de estrutura familiar, histórico de vida incluindo a gestação.

O tratamento consiste na Psicoterapia Cognitiva Comportamental, Psicoterapia Familiar e medicação. O processo vai desenvolver habilidades para resolução de problemas, alterar o modo de agir e compreensão das emoções. Existe a possibilidade de mudar o comportamento de crianças com o transtorno e evitar que se tornem transgressores mais tarde.

 

Por Renaura Silva Francisconi Pardal • CRP 35469-7 • Psicóloga Clínica e Psicopedagoga • Av. Amador Bueno da Veiga, 1.230 cj 1002 • renaura.f@hotmail.com •  99299-0932 • 2791-4005 


 

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