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Enceramento, polimento e cristalização

Quando devemos fazer cada um?

 

Deixar o carro bonito é o objetivo da maioria dos motoristas, e proteger a pintura também é uma forma de cuidar do patrimônio e garantir um bom preço no momento de troca. Serviços como enceramento, polimento e cristalização são muito comuns no mercado, mas você sabe qual é a diferença entre eles e qual é o momento ideal deles para o seu carro?

Os três processos têm o objetivo de proteger e dar brilho além de retirar manchas e riscos.

Antes de tudo, dois pontos devem ser observados: o estado da pintura e a durabilidade da proteção. É importante você verificar que conforme o estado do seu carro, os riscos e manchas não serão removidos e somente uma repintura poderá deixar seu carro em ordem.

O enceramento é indicado para todos os veículos, mas principalmente para veículos novos, seminovos e repintados. Apesar de ter um potencial pequeno para eliminar riscos e manchas, é a maneira mais simples de proteger e deixar seu carro mais bonito.

“A qualidade do enceramento dependerá do material a ser utilizado e do profissional. Existem ceras de vários tipos e preços, por isso, antes de tomar uma decisão, verifique o resultado em outros carros. Ceras de baixa qualidade protegem por pouco tempo. Atente para a aplicação, verifique se o profissional protege as superfícies rugosas como frisos e borrachas do para-choques, peças que não devem receber o produto”, explica Sergio Basilio da rede Lave Park.

Lembre-se: se você deixa seu carro exposto ao sol e à chuva diariamente, é bom fazer um enceramento a cada três meses.

 


“Uma opção interessante é a lavagem com cera, quando é aplicada uma camada de cera liquida no momento de enxugar o carro após a lavagem. Esse processo pode ser feito frequentemente e garante uma proteção extra a pintura sem provocar abrasão, mantendo seu carro brilhante por mais tempo”, afirma Basilio.

O polimento é recomendado para pinturas manchadas, queimadas de sol, riscos de pouca profundidade, manchas provocadas por árvores e pássaros, peças que foram repintadas e perderam o brilho.

Utilizando massas abrasivas e politrizes que giram a 2.000 rotações por minuto, o polimento costuma retirar um pouco do verniz da pintura e junto com ela as manchas e riscos. Em alguns casos, os polidores fazem uso de lixa d’água bem fina para retirar substâncias impregnadas no verniz.

“Ao contrário da cera, que até pode ser aplicada na sombra da sua garagem, o serviço de polimento requer conhecimento e experiência com a politriz. Definitivamente, polimento não é para amadores. Quinas, vincos e frisos laterais são as principais vítimas de um profissional inexperiente - a abrasão é tão grande que se o profissional ficar alguns segundos parado na mesma peça poderá remover o verniz e a tinta, deixando à mostra o fundo branco da lataria”, alerta Basilio.

Cores escuras, como preto e azul marinho, merecem atenção especial, pois revelam facilmente as imperfeições do trabalho.

Se optar por esse tipo de procedimento, use-o com moderação. A utilização da politriz juntamente com produtos abrasivos sempre retira um pouco da camada de verniz, por isso especialistas recomendam no máximo três polimentos durante toda a vida útil do carro.

Cristalização ou espelhamento são termos utilizados para aplicação de uma resina protetora sobre a pintura. É bom saber que, assim como a cera, os produtos aplicados sobre a lataria do carro não reagem quimicamente com o verniz da lataria, ou seja, a aplicação da resina não transforma a estrutura molecular nem do verniz nem da tinta.

“A cristalização, por meio da camada fina de resina aplicada, garante durabilidade maior à pintura em comparação com a cera. Além disso, evita que pequenas agressões atinjam o verniz original do veículo”, explica Basilio.

A cristalização pode ser realizada em qualquer veículo, mas é mais indicada para os carros com alguns anos de uso, já que é feito um polimento para retirar possíveis riscos e manchas, em seguida é aplicado um desengordurante e, por fim, a resina.

 


 

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