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Comportamento Patológico

 

O termo patológico refere-se ao que está doente. A fronteira entre o normal e o anormal é extremamente tênue, e, além disso, o conceito de normalidade e anormalidade é bastante relativo. Entretanto de um modo geral, aceita-se como anormalidade uma condição que impede a pessoa de funcionar efetivamente em sociedade, no meio em que vive. 

Os psicólogos consideram que, ajustes inadequados aos estímulos recebidos do meio em que vivemos, podem caracterizar evidências de possíveis anormalidades. Todos nós exibimos ocasionalmente estes comportamentos, porém, a frequência, a incidência, é que vai estabelecer a patologia.

O homem tem sempre que enfrentar frustrações em momentos da vida, e, muitas vezes ele usa “mecanismos de defesa”, medidas que o organismo usa aliviar tensão e, conseguir lidar com a frustração. É uma maneira de se proteger da realidade, às vezes por demais dolorosa.

Esses mecanismos, só são classificados como patológicos, quando se tornam modos prioritários de ajustamentos e provocam uma perda de contato com a realidade. Podem ser classificados como repressão (afastar do consciente a ideia ou percepção provocadora da ansiedade, reprimindo-a), racionalização (é o processo de encontrar motivos racionais aceitáveis, para situações e pensamentos inaceitáveis), projeção (projetar nos outros características que lhe são próprias, não reconhecendo que são ruins e suas), sublimação (troca de uma grande frustração, canalizada para uma atividade social), resistência (evitar o contato com situações dolorosas), negação (negar a realidade que possa lhe causar tensão), e outros.

Para fins de pesquisa e de diagnóstico, o comportamento patológico costuma ser dividido em três grandes categorias: as neuroses, as psicoses e as sociopatias.

O termo neurose não se refere a patologias graves, é um termo para se referir a ajustamentos que são usualmente caracterizados por tentativas de escapar da ansiedade ou lidar com ela, usando-se, de maneira exagerada, os mecanismos de defesa. Na neurose a pessoa busca uma forma estereotipada de agir na vida, é quando as reações emocionais são substituídas por ideias que só existem no mundo criado pela sua fantasia.

O neurótico, procura toda forma de lidar com o ambiente, não havendo interferência na sua racionalidade, enquanto o psicótico cria um mundo próprio, distorcendo a realidade. Na psicose, a perda de contato com a realidade causa delírios, alucinações e falsas percepções auditivas e visuais. Como principal psicose temos a esquizofrenia.

As sociopatias são desordens comportamentais, onde existe transtorno da personalidade. Despreza-se normas sociais e, presença de comportamentos agressivos. O sociopata não consegue se adaptar aos padrões éticos e morais da sociedade.

É importante lembrar que existem também as desordens comportamentais, advindas de danos do Sistema Nervoso Central, como a psicose senil, a psicose alcoólica, etc. Existem ainda as desordens psicossomáticas, que diferem da conversão somática, sendo que aqui o dano orgânico é real, devido a tensão ou estresse prolongado.

Levar em conta que viver é estar o tempo todo com um grande número de novidades, riscos, acertos e erros, concluímos que, se realmente quisermos mudar nossas vidas, temos que buscar uma forma de estabelecer uma relação amigável com nossos sentimentos e atitudes, para que tenhamos uma vida que realmente valha a pena.
Ter saúde mental, implica em buscar para si um estilo de vida onde nos reestruturamos a cada dia.

 

Por Renaura Silva Francisconi Pardal • CRP 35469-7 • Psicóloga Clínica e Psicopedagoga • Av. Amador Bueno da Veiga, 1.230 cj 1002 • renaura.f@hotmail.com •  99299-0932 • 2791-4005 


 

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