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A Barbie e suas novas curvas

 

A Barbie está de parabéns. A boneca com a qual milhões de crianças brincaram desde a primeira vez em que ela foi colocada à venda em março de 1959, ampliou sua coleção. Não se trata de uma nova profissão ou hobby, e sim de uma grande revolução. Com a inclusão de novas formas, a boneca é lançada agora com sete tons de pele, quatro tipos de corpos, 22 cores de olhos e 24 estilos de cabelos diferentes, na linha que chama de “Fashionistas”.

É uma grande gama de opções que retratam muito mais o perfil feminino, do que o modelo clássico, que continua existindo. Parece que a Mattel, a empresa que as fabrica, finalmente escutou os que se queixavam de que ela não representava uma mulher real e colocaram forma e volume em suas Barbies.

A boneca mais popular da história será alta, baixa e com curvas, algo que se aproxima muito mais da realidade das silhuetas que popularmente categorizam as silhuetas femininas como o triângulo invertido, retângulo, ampulheta e oval.

Em 2015 a Mattel já tinha introduzido inovações importantes na Barbie: as tonalidades de pele e os tipos de cabelo foram ampliados. A empresa quis dessa forma refletir uma diversidade étnica maior, a mesma de quem consome seus produtos.

 


Com a evolução do mundo, os ideais de beleza também evoluíram. As meninas e as jovens de hoje admiram artistas como Beyoncé, Kim Kardashian, Jennifer Lopez e Demi Lovato, com seus diferentes padrões de beleza e de estrutura corporal, além do comportamento. Os movimentos feministas de forma geral reivindicam a aceitação do corpo tal como ele é. As curvas mandam e a Mattel agora sabe disso.

O momento da mudança da Barbie acompanha a grande mudança no comportamento geral da mulher, em especial as jovens, dentro de toda a sociedade. Cada vez mais as mulheres conquistam espaços e fazem valer suas opiniões, mesmo que choquem de maneira forte as outras pessoas. As mudanças são principalmente de comportamento, que acaba se refletindo na forma de se vestir, de se pentear, de se expor e até de como cuidam do seu corpo. A aceitação de ser como é, e não de ser, necessariamente, como querem que seja, as vezes ultrapassa até o limite do bom senso e leva a composição de grandes tribos. Enquanto muitas valorizam o corpo esculpido outras gostam de ser Plus Size. Enquanto muitas valorizam se sentir bonitas, outras fazem questão de expressarem que não estão nem aí.

As novas Barbies vem em um bom momento, mantendo o sonho do ideal de beleza, que agora tem vários modelos, mais reais, mais próximos do que pode ser alcançado pelas mulheres de verdade.

A Barbie causou controvérsia desde sua criação. A criadora do brinquedo, Ruth Handler, se inspirou em outra boneca alemã chamada Lilli, um presente entregue nas despedidas de solteiro. E, consequentemente, suas medidas foram feitas, por exemplo, com seios, algo pouco comum na época. A Mattel sempre se defendeu argumentando que suas Barbies não são inspiradas no corpo de uma menina e sim no corpo de sua mãe.

Durante anos, a Mattel tentou dar às Barbies uma imagem de bem-sucedidas mulheres de negócio, profissionais em diversos campos, feministas e esportivas, mas suas famosas medidas corporais nunca deixaram de ofuscar essas tentativas. Talvez agora — ocasião tão significativa que até a revista Time dedicou uma capa ao assunto — a Barbie 2016 consiga colocar o status feminino ao nível que lhe corresponde, influenciando positivamente as crianças e jovens a lutarem pelo sucesso, por que ele é mais palpável.

 

 


 

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