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FOBIAS:
O Medo Irracional

 

A maioria das pessoas sofre de medos irracionais ou exagerados em algum momento da vida, contudo, ter medo não é o mesmo que ter fobia.

O medo é um dos sentimentos que permitiram à espécie humana multiplicar-se e dominar a Terra. Foi graças a esse sentimento, que nossos antepassados escaparam de muitos ataques e de outras ameaças naturais. Portanto, por motivos diversos, algumas pessoas apresentam um medo patológico, irracional, excessivo e persistente em relação a situações que estão longe de representar uma ameaça real. Pode ser de avião, altura, elevador, escuro, animal doméstico, insetos, injeções ou até mesmo de gente. 

Três em cada dez pessoas estão predispostas a desenvolver um tipo de fobia – esse é o nome do medo e da aversão doentios – ao longo da vida. As fobias podem ser tratadas com psicoterapia e medicamentos. Não raro, é preciso combinar as duas opções. Tudo leva a crer que o tratamento que consegue os resultados mais rápidos é a terapia cognitiva comportamental. Ela tem sucesso em até 80% dos casos.

Entre as fobias mais conhecidas, temos claustrofobia (medo de espaço fechados), aracnofobia (medo de aranhas), decidofobia (medo de tomar decisões), eclesiofobia (medo de igrejas), afania (medo de perder a capacidade sexual), agorafobia (medo de lugares públicos ou espaços abertos), acrofobia (medo de altura), hidrofobia (medo de água), etc. É claro que, dependendo das circunstâncias, as pessoas podem exibir reações de medo mais intensas do que o de costume, onde por exemplo, um animal pode parecer mais assustador. Uma viagem de avião mais turbulenta pode causar frio na barriga, mesmo a um viajante experimentado. Mas isso não significa que se tenha adquirido uma fobia. 
O medo patológico mais limitante é o de quem sofre de fobia social generalizada. São pessoas que ficam aterrorizadas em situações simples como ir a um supermercado ou a uma loja, comer na frente dos outros, assinar um cheque quando alguém está olhando ou mesmo usar um banheiro público.

 


Veja o que define exatamente essa patologia. A fobia é sempre em relação a uma determinada situação, objeto ou bicho.

- É irracional. Por exemplo, não faz o menor sentido ter medo de galinhas, já que galinhas não fazem mal a ninguém.

- É um medo desproporcional. Quem tem fobia de avião leva mais em conta as insignificantes estatísticas de acidentes aéreos do que a altíssima taxa do sucesso dos voos.

- Interfere nas atividades do cotidiano. É comum que alguém com medo de altura se recuse a trabalhar num andar alto.

A exposição ao estímulo fóbico provoca ansiedade como resposta imediata.

Uma fobia pode traduzir-se em reações físicas violentas. Ao deparar-se com o objeto do medo, o fóbico pode ter sudorese e ser acometido por tonteiras, tremedeiras, taquicardia, pressão sanguínea elevada e dificuldades de respiração. Muitos têm a sensação de morte iminente.

Para iniciar o controle dos sintomas do medo propriamente dito, o paciente aprende técnicas de respiração e de relaxamento. Depois dessa etapa parte-se para a exposição ao objeto do medo, de forma gradual. Apesar de todos os avanços nas técnicas de tratamento, não se pode deixar de lado um outro remédio: não ter medo de assumir seus medos nem de falar abertamente sobre eles. Esse é o passo inicial rumo ao tratamento.

 

 

Por Renaura Silva Francisconi Pardal • CRP 35469-7 • Psicóloga Clínica e Psicopedagoga • Av. Amador Bueno da Veiga, 1.230 cj 1002 • renaura.f@hotmail.com •  99299-0932 • 2791-4005 


 

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