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Ressaca? Mas eu só bebo socialmente...

 

O uso, abuso ou dependência de álcool é de grande relevância social, do ponto de vista da sociedade como um todo e especialmente para os jovens, pelos seus aspectos socioeconômicos, de saúde, de segurança, sendo talvez um dos mais desafiadores obstáculos para com nossa juventude.

Desde a antiguidade o álcool está vinculado a comemorações, festas, rituais religiosos, mistérios de fé etc. As bebidas alcoólicas desde sempre foram preferidas pelo seu efeito tónico e euforizante, para aliviar a angústia a libertar tensões. 

O álcool não é considerado droga pela sociedade, mas é uma droga muito perigosa, geralmente apresentada às crianças no próprio seio da família. Estudos mostram que o uso do álcool começa na infância.

A família tem dupla responsabilidade, ou seja, na educação e orientação para a saúde e na estabilidade emocional de seus membros, especialmente os pais, que são responsáveis por que os filhos se sintam seguros e amados, evitando o encontro precoce com o álcool. 

Quem não consegue ir a uma festa ou passar o fim de semana sem beber deve tomar cuidado, pois deixou de ser um “beber socialmente”.

Exagerar na bebida aos finais de semana também pode construir um padrão de consumo arriscado podendo levar ao alcoolismo, esse comportamento representa um perigo real, esse padrão de uso pesado de álcool por tempo determinado (um fim de semana, por exemplo) é chamado pelos especialistas de uso "binge" de álcool, ou, em português, "BPE" (beber pesado episódico).

É importante atentar para ao comportamento do bebedor. O bebedor social usa o álcool, sobretudo pelo sabor e consegue parar de usar quando quiser, ou seja, ele bebe se quiser e, caso não queira, simplesmente não bebe. Já o alcoolista perde essa escolha: ele não usa o álcool pelo gosto, e sim pelo efeito de promover relaxamento e desinibição, por exemplo. Então ela é ingerida em grandes quantidades e em um curto período de tempo, para se alcançar o efeito desejado. Esse comportamento é considerado de alto risco para o desenvolvimento da dependência química.

Alguns dos sintomas da dependência são claros, como o desejo incontrolável de beber, a perda de controle (não conseguir parar depois de ter começado), tolerância (com o tempo, é necessário doses maiores para obter o efeito desejado) e sintomas físicos como sudorese, tremores e ansiedade.

 


Consumo moderado

A OMS (Organização Mundial da Saúde) estabelece que o consumo aceitável álcool seja de até duas doses por dia para homens e uma dose por dia para mulheres. Nessa quantidade, algumas pesquisas apontam que a bebida pode trazer benefícios para a saúde. Vários estudos, entre eles os realizados pelo Kaiser Medical Center, da Califórnia, e outro pela Universidade da Flórida (UFA), apontam a relação entre a bebida com a redução de 32% no risco de morte por ataque cardíaco e o aumento de 10% a 20% dos níveis de HDL (conhecido como "colesterol bom").


Na juventude as mudanças físicas que ocorrem neste período podem ser por ações hormonais, psíquicas e sociais, não são simples, são mudanças complexas, que fazem o adolescente se sentir inseguro, ansioso, insatisfeito com o seu corpo e consigo mesmo. 

É no grupo que os adolescentes se sentem protegidos, agindo de modo homogêneo, vestindo roupas características, usando gírias, tentando encontrar seu espaço e sua identidade. É por isso que é no grupo que a influência fica mais sujeitos aos comportamentos de risco que envolve principalmente o uso de álcool que são impelidos a experimentar também.

O álcool é a droga de uso mais frequente, seguida, à distância, pelo tabaco, pelos inalantes e pelos medicamentos psicotrópicos.
O álcool é apontado também como a principal causa de acidentes de trânsito, que estão entre as três principais causas de morte de jovens brasileiros de 15 a 24 anos, como mostram os dados da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (SEADE). 

Mitos e Verdades sobre a “Ressaca”

Se você é maior de 18 anos e ingere bebidas alcoólicas, provavelmente, uma vez ou outra, já deve ter tido dúvidas sobre o consumo. Então vamos compreender o que é mito ou verdade:

É verdade que um copo de cerveja cura a ressaca?

Do ponto de vista médico é um erro. De fato, pode aliviar o mal-estar momentaneamente, por dois motivos: os sintomas da ressaca são semelhantes aos da abstinência alcoólica e a cerveja contém magnésio, mineral que se desperdiça com a ingestão de álcool. Mas trata-se de um ciclo vicioso: ao beber, perde-se mais líquido, o que leva a nova perda de minerais.

Tomar comprimidos efervescentes evita realmente a ressaca?

Geralmente, a fórmula desses comprimidos inclui antiácido, anti-inflamatório e analgésico, o que pode aliviar principalmente a dor de cabeça. Mas os efeitos da ingestão de álcool e os sintomas cognitivos, como sonolência e perda de reflexos, não passam com o remédio.

O café corta os sintomas do consumo excessivo?

A cafeína é um estimulante do sistema nervoso central e, por isso, acaba revertendo um dos efeitos da bebida alcoólica: a sonolência. Isso não quer dizer que, entretanto, que a pessoa esteja liberada para dirigir depois de ingerir bebidas alcoólicas só porque tomou café. Até recuperar os reflexos e eliminar todo o álcool do corpo, são necessárias de 8 a 24 horas.

 


Se eu tomar uma ducha fria vai me deixar sóbrio novamente?

Somente o tempo elimina o álcool do organismo.

Vou beber esse tipo de bebida porque é mais fraca

Mito. Não existem bebidas fracas ou fortes. O que determina o estado de alcoolemia é a quantidade ingerida. 

Bebida alcoólica é estimulante?

Mito. Na verdade, a sensação estimulante provocada nada mais é do que a diminuição da inibição.

O alcoolismo é uma doença?

Verdade. O desejo que um alcoólatra sente no consumo de bebida é tão forte quanto a necessidade do consumo de comida ou água. 

Deve-se parar de ingerir bebidas alcoólicas quando se está tomando remédios?

Verdade. O uso concomitante com medicamentos deve ser evitado, já que uma única dose pode inibir a metabolização de um determinado medicamento prolongando seus efeitos no organismo. 

Consumir bebida alcoólica aquece o corpo?

Mito: Quem consome bebida alcoólica sente-se mais aquecido e pode até ficar “vermelho”. A consequência é que quanto mais na superfície, mais longe do centro do corpo, o que configura, na verdade, perda de calor.

Beber melhora o desempenho sexual?

Mito: A bebida aumenta o desejo, mas compromete o desempenho dos homens, em caso de excesso, mas também diminui à produção do hormônio masculino, a testosterona.

Comer um chocolate com licor pode provocar um resultado positivo no teste do bafômetro?

Verdade. Dois bombons com recheio de licor, por exemplo, são suficientes para o resultado positivo.

 Beber refrigerante com gelo antes do teste do bafômetro engana o equipamento?

Mito. Diferentemente de algumas correntes de e-mail que difundem a receita, o gelo não libera hidrogênio, o que seria capaz de confundir o bafômetro.

Então, agora que conhecemos um pouco sobre os efeitos do álcool e da ressaca, vamos neste 28 de fevereiro, “Dia da Ressaca”, beber moderadamente para desfrutar o que a bebida alcoólica nos proporciona de bom.

 

Por Cida Lopes • Gestora/Produtora de Eventos/Docente – MBA em Hospitalidade •  cida.aparecida.lopes@gmail.com

 


 

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