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POETA, POEMA, POESIA

 

ESTRADA DE PÓ

 

De origem humilde
O menino pobre,
Ficou tão esnobe
Com muito dinheiro
Na roda de samba
Da periferia
Se tornou um dia...
Grande pagodeiro.

O tempo passando
Entrou numa “outra”
Com a bruxa solta,
Com arma e sangue
Pediu o tal “tênis”
De papo amarelo
Achou que era belo
Entrar nessa gangue.
          
Foi aí que pisou
Direto na bola
Entraram de sola
Sem fazer alarde
Foi assim, que perdeu
O bem para o mal,
Vivendo em curral
Sem o sol da tarde.

Te cuida criança
Se esse bicho te pega
Ele te carrega 
Pela ribanceira
Por essa BR
A estrada de pó
Te acaba tão só
Pela vida inteira.


Por Miguel Rubio, “Miguelzinho da Vila’’ • 08/08/2001 • www.poetapoemapoesia.com.br • miguelrubio@uol.com.br


 

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