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150 anos de Alice no País das Maravilhas

 

Um dos maiores marcos da literatura mundial, AS AVENTURAS DE ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS, completou em 2015, 150 anos de sua publicação.

Motivos para comemorar não faltam. A obra-prima de Lewis Carroll (pseudônimo do reverendo e professor Charles Lutwidge Dogdson) é uma narrativa que ultrapassa o universo infantil, é acima de tudo uma história que critica os costumes da sociedade inglesa da era vitoriana num denso sonho de cunho psicológico.

A narrativa nasceu anos antes de sua publicação, quando, em 1862, o reverendo Charles Dogdson passeava de barco pelo rio Tâmisa com a então sua aluna, Alice Liddell e as irmãs dela, Lorina, e Edith, e começou a contar uma história para entretê-las durante o passeio.  A menina Alice gostou tanto da história que pediu ao professor que a escrevesse, e assim surgiu, de forma manuscrita em um caderno, AVENTURAS DE ALICE NO SUBTERRÂNEO, ilustrada por ele mesmo. Somente em 1865 a história é publicada em forma de livro com o título que conhecemos hoje, e ilustrada por um dos maiores ilustradores da época, John Tenniel.   

 


Um país que tem o Big Bem como seu maior símbolo, preza pela pontualidade, e a narrativa de Lewis Carroll começa justamente quando a menina Alice se põe a seguir um Coelho Branco, formalmente trajado com paletó, gravata, colete, guarda-chuva, e que constata, ao verificar as horas no seu imponente relógio de bolso, que está atrasado, e por aí seguem as críticas, principalmente nas incertezas demonstradas pela personagem principal quando entra em contato com os seres do País das Maravilhas.

Até o famoso chá das cinco, ponto alto da cultura inglesa, sempre servido em impecáveis chaleiras e xícaras de porcelanas, é alvo de crítica, quando um capítulo do livro é nomeado como UM CHÁ MALUCO.

 



Nesse mundo de sonhos as convicções de Alice são postas à prova. Ela é obrigada a “crescer”, literalmente deixar de lado a criança que é, para entender os enigmas e charadas, caso contrário pode “perder” a sua cabeça como ordena a Rainha de Copas.

E foi mergulhando nesse universo maravilhoso desse clássico literário que os alunos do 6º ano do Ensino Fundamental, do Colégio Júlio Botelho, deliciosamente comemoraram o 150 anos da publicação. O livro foi sugerido como a leitura obrigatória para o 3º Bimestre. A edição escolhida foi a vencedora do prêmio Jabuti como melhor tradução.

Além da tradicional prova do livro, outras atividades de outros componentes curriculares marcaram as comemorações: os alunos assistiram a adaptação de Disney de 1951 com áudio original em inglês, em Ciências descobriram o mundo do chá, passando a conhecer os mais diversas plantas e seus benefícios para a saúde humana, em Artes, produziram acessórios dos personagens, que foi utilizado para o compor a mesa de chá que serviu como momento de debate da história.

 

 

Por Prof. Marcelo Batista da Silva • Formado em Letras com habilitação em português e espanhol e suas respetivas literaturas,   Pós-graduado em História da Arte e Psicopedagogia • Atualmente leciona no Colégio Júlio Botelho e na ETEC Prof. Aprígio Gonzaga.


 

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