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POETA, POEMA, POESIA

 

“Minha Vila, Matilde” 


Vila,
Você hoje é tão triste,
Boêmia não existe,
“neste bar estou sozinho”,
Eu lembro,
Em tuas noites de festas,
Violões muita seresta,
E o bando do Miguelzinho.

Onde estão,
Hugo Cordeiro Rosa,
Velho Brito e sua prosa,
Argemiro e Cardeal,
Burrão,
Também desapareceu,
Meu samba não esqueceu
Desses amigos leais.

Vila,
De malandros e artistas,
Também tinha comunistas,
Espanhóis – quatro – costados,
Respeito, 
Entre nós, era tão lindo,
Estou vivo, mas... fingindo,
Com saudade do passado.

Minha vila,
Onde a Nenê nasceu,
Mas nunca reconheceu,
O seu valor tão merecido,
Alberto Alves,
Criador e grande homem,
Sua escola leva o seu nome,
Mesmo sendo esquecido.


Por Miguel Rubio, “Miguelzinho da Vila’’, 17/10/1987 • www.poetapoemapoesia.com.br • miguelrubio@uol.com.br

 

 


 

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