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É PIQUE , É  PIQUE ,  É PIQUE ....

 

Olá, amigo leitor. Depois de um longo intervalo voltamos a nos encontrar. A Revista CityPenha ultrapassou sua edição de número 100 e por isso envio os parabéns ao Paulo, à Vânia e a todos os colaboradores e anunciantes que acreditaram nesse projeto vencedor. Mas vamos ao assunto...

CRIANÇAS DO SÉCULO 21 ... 

Muito se ouve falar de crianças com dificuldades de atenção, de concentração ou muito agitadas. Isso é mais visível e ampliado no ambiente escolar, local em que algumas delas se encontram e se relacionam. Talvez uma solução para reduzir seus efeitos esteja no esporte, desta vez o mais cerebral deles.

UM GAME EDUCATIVO ...  E SEM PILHAS ... 

No ambiente escolar é comum alunos a partir de seis anos de idade conseguirem entender e iniciar-se no Xadrez, seja com atividades de apresentação, no apoio às primeiras letras, com o uso de desenhos e outras atividades de coordenação motora fina. Auxilia no desenvolvimento da memória, da lateralidade, de conceitos espaciais, do raciocínio abstrato, do estabelecimento de valores relativos, da imaginação. Isso faz do Xadrez uma atividade que serve de interface entre diversas outras, partindo de uma realidade comum às crianças: o jogo pelo jogo.

Apesar do clima de brincadeira, todos querem ganhar, fazer pontos... é um game que não precisa de tomada nem pilhas e onde enfrentamos outra pessoa.

A atividade quando bem conduzida é uma ferramenta rica que traz aspectos formadores, como integração com novos colegas, organização e responsabilidade ao manusear e guardar as peças, respeito às regras e ao adversário, reforçado por saber perder e saber ganhar.

Os alunos podem aprender a fazer o próprio brinquedo nas aulas de artes, desenvolvendo criatividade, habilidades manuais e reciclagem de materiais.

 


JOGO JUSTO E MILENAR ...

Embora não haja documentos oficiais, o Xadrez existe há cerca de dois mil anos. Principal jogo de estratégia conhecido é chamado de Jogo dos Reis por viver um clima de realeza e por serem eles os principais personagens. Pode ser feito de materiais caros como ouro, prata, cristal, marfim, madeiras nobres ou até mesmo de sucatas, o que torna o jogo acessível a todos os públicos. O princípio do jogo é uma batalha simbólica entre dois exércitos disputada num campo igualmente dividido entre casas brancas e pretas. Ao mesmo tempo em que é um jogo simples, cada lance traz um número absurdo de variações e combinações.

Considerando que os adversários alternam-se em suas jogadas, que possuem as mesmas peças e possibilidades, podemos afirmar que a justiça é um dos pontos fortes desse esporte. Também é democrático e inclusivo porque permite unir novatos e experientes, jovens e idosos, alunos destacados nas matérias tradicionais e outros com mais dificuldades, todos em igualdade de condições. 

E OS GRANDES ?

Com os alunos maiores também encontramos no Xadrez uma alavanca para o aprendizado. Podemos desenvolver aspectos da Geografia e História, de línguas estrangeiras, da Matemática, aperfeiçoar vocabulário e técnicas de redação. Temos como auxiliares modernos no processo de ensino o uso da internet, criação de blogs e de imagens, clubes de Xadrez geridos pelos alunos maiores, desenvolvendo trabalho de equipe, responsabilidades, relatórios administrativos. 

XEQUE-MATE ...

Para finalizar, saiba que o Xadrez é um ótimo passatempo que pode unir irmãos, pais, avós e seu nível só melhora com o tempo. Pratique esporte e incentive seus filhos. Um forte abraço e até a próxima. 

 

Por Prof. Ari Grassia Junior • formado em Educação Física pela USP, além de Professor de Xadrez Escolar é especializado em Voleibol , Futebol e Tênis.


 

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